Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.

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07/10/08

Le Toi Du Moi, Carla Bruni

Je suis ton pile
Tu es mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l'envie et moi le geste
Toi le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la guitare et moi la basse

Je suis la pluie et tu es mes gouttes
Tu es le oui et moi le doute
T'es le bouquet je suis les fleurs
Tu es l'aorte et moi le coeur
Toi t'es l'instant moi le bonheur
Tu es le verre je suis le vin
Toi tu es l'herbe et moi le joint
Tu es le vent j'suis la rafale
Toi la raquette et moi la balle
T'es le jouet et moi l'enfant
T'es le vieillard et moi le temps
Je suis l'iris tu es la pupille
Je suis l'épice toi la papille
Toi l'eau qui vient et moi la bouche
Toi l'aube et moi le ciel qui s'couche
T'es le vicaire et moi l'ivresse
T'es le mensonge moi la paresse
T'es le guépard moi la vitesse
Tu es la main moi la caresse
Je suis l'enfer de ta pécheresse
Tu es le ciel moi la terre, hum
Je suis l'oreille de ta musique
Je suis le soleil de tes tropiques
Je suis le tabac de ta pipe
T'es le plaisir je suis la foudre
Tu es la gamme et moi la note
Tu es la flamme moi l'allumette
T'es la chaleur j'suis la paresse
T'es la torpeur et moi la sieste
T'es la fraîcheur et moi l'averse
Tu es les fesses je suis la chaise
Tu es bémol et moi j'suis dièse

T'es le laurel de mon hardy
T'es le plaisir de mon soupir
T'es la moustache de mon trotski
T'es tous les éclats de mon rire
Tu es le chant de ma sirène
Tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour t'es mon amour

Je suis ton pile
Toi mon face
Toi mon nombril
Et moi ta glace
Tu es l'envie et moi le geste
T'es le citron et moi le zeste
Je suis le thé, tu es la tasse
Toi la putain et moi la passe
Tu es la tombe et moi l'épitaphe
Et toi le texte, moi le paragraphe
Tu es le lapsus et moi la gaffe
Toi l'élégance et moi la grâce
Tu es l'effet et moi la cause
Toi le divan moi la névrose
Toi l'épine moi la rose
Tu es la tristesse moi le poète
Tu es la belle et moi la bête
Tu es le corps et moi la tête
Tu es le corps. hummm !
T'es le sérieux moi l'insouciance
Toi le flic moi la balance
Toi le gibier moi la potence
Toi l'ennui et moi la transe
Toi le très peu moi le beaucoup
Moi le sage et toi le fou
Tu es l'éclair et moi la poudre
Toi la paille et moi la poutre
Tu es le surmoi de mon ça
C'est toi charybde et moi scylla
Tu es la mère et moi le doute
Tu es le néant et moi le tout
Tu es le chant de ma sirène
Toi tu es le sang et moi la veine
T'es le jamais de mon toujours
T'es mon amour t'es mon amour

02/10/08

Acredito que temos uma relação física e espiritual. Uma relação física e espiritual, pura.
SOMENTE PURA.

Tenho saudades tuas.
Confesso-me.
Fazes-me falta.
Hoje não controlei o sorriso quando me apareceu pela frente a tua imagem.
Estava aquilo a que se chama babada!
Com o teu sorriso, a tua boa disposição.
A tua cara, o teu corpo. A tua mente. A tua história. A tua figura. A tua fotografia.
O teu trabalho. As histórias na tua vida.
Passava um dia inteiro contigo.
Não me cansas.
Não era suposto dizer-te isto. Fecha os olhos. Não leias.
Não podes saber disto.
Fecha os olhos.
Já disse!
Fecha a página!
Desliga-me!
Não podes ler!
É segredo.
Não era suposto dizer-te isto, mas ISTO é o que sinto.
i.e., uma amizade, uma harmonia, um bem-estar.
Uma amizade que está a nascer. E por ISTO, estamos sempre a olhar por ela. Para ela. Sempre a ver se está bem, se precisa de alguma coisa. Se chora, se tem frio, se quer mamar, se tem a fralda suja.
i.e., estamos sempre lá.
e.i., e isto:
agora que não estás daí, FAZES-ME FALTA.

29/09/08

CS

Como é que se escreve uma pessoa genial?
Como, a ponto de sentir a necessidade de comunicação? A necessidade de agarrar num lápis, num papel e vir aqui escrever estas coisas difíceis?
Estas coisas complicadas de explicar quando se escreve…? Porque de facto não se escreve. Vive-se.
Como se escreve uma forma peculiar de falar, uma expressão, Pensa, Pensa!, um sorriso, um olhar?
Como se explica a simpatia, a amizade, o esforço, a humildade, o carinho, a garra, a simplicidade, a dedicação?
Como é que se escreves TU?

25/09/08

Uma vida inteira à esperma

Aquele clítoris não parava de palpitar.
Aquele pénis quente, com quem ia ao cinema de vez em quando, penetrou-a.
Cheira a gente.
Sabe a sexo.

Um espermatozóide ao lado e eu podia ser um Carlos Veríssimo. Uma cantora. Um astronauta. Uma arqueóloga. Um advogado. Ter 1.70 m de altura, ser moreno, de cabelos compridos. Ser um pedófilo. Uma actriz. Um anão. Um preto. Um tibetano. O presidente dos EUA. Um cigano. Uma Ucraniana. Um mercador nos Emirados Árabes Unidos. Ser de esquerda. Ter pais pobres. Estar num Colégio de Freiras.
Ser surda.
Ou não ser.
Um espermatozóide ao lado e eu podia: Não ser.

Mas depois há dias em que acordo com uma lucidez extrema, assoberbada, arrogante.
Uma lucidez acerca do que sou, do que quero. Acerca das minhas tarefas profissionais e das minhas relações pessoais.
Quero uma relação pessoal. Mas evito-a com medo de realizar todas as tarefas que me foram penetradas à nascença, e assim, a minha vida já foi. Já está vivida, e depois não tenho tomates para mais.
E depois, mesmo com clítoris a palpitar, não quero pénis no cinema.
Não cheira a gente, nem sabe a sexo.
Não sei se estou a ser clara.
E vivo esta angústia muitos dias, e muitas noites: o querer já realizar mil sonhos e desejos que tenho e sinto, mas saber que ao fazê-lo: JÁ FOI. JÁ ESTÁ. JÁ PASSOU. JÁ ACABOU.
JÁ ESTOU MAIS PERTO DO FIM.
E FOI ISTO: A MINHA VIDA.
Não sei se fui Carla.

23/09/08

Viagens na minha terra dos outros

As nossas fotos de viagem podiam ter sido eu na Acrópole, eu no Red Light District, eu no Wawel e eu em todos esses lugares-comuns.
Mas foram restaurantes cheios de malas, cobertores, aparelhagens, tapetes farfalhudos, guitarras partidas, candeeiros, telefonias, bonecos de peluche, bonecos de plástico, bancos, gaiolas, panos, raquetes, espanta-espíritos, detergentes, camelos de plástico, k7s, almofadas, naperons e tralhas várias.
As nossas fotos de viagem podiam ter sido tu no barco, tu no avião, tu nos jardins, tu nas bicicletas.
Mas foram homens de mãos sujas, negras, IMUNDAS, encardidas pelo tempo. Foram gatos em cima das mesas, enquanto pessoas a jantar. Foram teias de aranha, ratazanas de estimação, baratas, pulgas, caraças e daí pra baixo! Foram iraquianos escada acima escada abaixo à procura de lugar para nós.
Foram canelonni com sabor a canela. Foram dentes de crianças a puxar bifes de vacas. Foi um desconhecido de 40 anos e 2 metros a levar-me para casa. Fui eu a apalpar as mamas de uma gaja, que pensei ser um gajo mascarado de gaja. Foram os nossos vizinhos na casa sem paredes, acasalados um no outro. Foram velhas de ossos desconjuntados. E fui eu a escrever isto às 3 da manhã. A escrever e a flatular-me toda como se não houvesse amanhã.
As nossas fotos de viagem sou eu a inventar um novo emprego: andar pelo mundo de caderninho na mão, a escrever sobre terras assim.
Exmos. Senhores,
Na sequência do vosso anúncio, venho por este meio enviar a minha candidatura a funções de Escritora. Escritora dos Povos. Do mundo. Dos lugares. Dos cheiros. Das músicas. Dos espaços. Das comidas. Das línguas. Possuo como experiencia profissional 6 meses na Grécia, 3 semanas na Polónia, 5 dias na Holanda, e aterragens em Londres, Bruxelas e Madrid.
Mais do que motivada, sinto-me inteiramente apta a desempenhar as tarefas que a função exige, de um modo atento e imparcial.
Sem mais, agradeço a atenção e aguardo uma resposta da vossa parte.
Com os melhores cumprimentos,
Carla Veríssimo

16/09/08

Preciso de te escrever.
Escrever de ti. De mim. De ti em mim. Do nós que fomos. Do porquê. Do como. Do onde.
Preciso do quando.
Do quê.
Do para.
Do por.
Escrever-te as linhas do teu corpo no meu.
Escrever os teus beijos. O teu carinho. As tuas carícias.
Faz uns dias que tu em mim. Não sei precisar a hora. Nem da conversa, nem de nós de pé.
Não sei precisar o segundo em que te disse Senta-te aqui. Não sei precisar o instante em que te deitaste para trás e entraste assim na minha casa. Não sei do tic-tac do relógio, quando o tic-tac do músculo do teu braço direito, debaixo da minha cabeça.
Não sei de quando as tuas massagens nas minhas costas, e as tuas mãos atrevidas nas laterais dos meus seios; não sei quando terminaste, nem te baixaste e nos beijámos, de lado, eu de barriga para baixo, tu de barriga para baixo. Tu, em cima de mim.
Não sei precisar a hora disto tudo, mas sei precisar de ti.
Precisar que entres assim na minha vida, como entraste assim na minha casa, e como entraste, assim, em mim……….
Sei precisar de te escrever.
Não páro de pensar em ti, de escrever em ti.
Retenho aquele beijo de despedida, no canto da boca, em que os teus lábios procuraram os meus, num prazer fugidio; retenho os teus sorrisos, os gestos, as expressões faciais, o piscar de olhos, os beijos que me davas, e os que não davas, mas simulavas, naquele gesto sem ninguém mais ver.
Custaram-me a existência dela, a fotografia dela. Custou-me o som de ave nocturna, a cada mensagem; custou-me o porta-chaves do carro com o nome dela; custou-me o anel no teu dedo; custou-me tu e ela, os projectos, as perspectivas, a casa, as férias, …
Retenho as tuas mãos nas minhas coxas, nas minhas costas, os teus lábios e a tua língua no mais íntimo de mim… Esse beijo muito leve, quase só um sopro, na minha virilha...
Retenho os teus cabelos, o teu corpo. Tu nú, embrulhado na toalha, depois do banho. Os teus lábios desenhados, o teu rabo,…
Se pudesse largar tudo. Se pudesses largar tudo.
Sem medos, sem hesitares.
Sem dúvidas.
Retenho o nosso baloiçar na rede.
Reaprendi que a vida são passos dados num caminho de pó, e um dia há pegadas que se cruzam.
Foste um sorriso na minha cara, como não me desenhavam há muito, muito tempo.
Retenho a tua voz. O teu sotaque.
O teu olhar doce, meu doce.
Retenho a loucura das noites, dos impulsos, das cumplicidades, da intimidade.
Pergunto-me Porquê?
Como? Onde? Quando? Quê? Para? Por?
Vou fechar-te um pouco.
Preciso de escrever as linhas do teu corpo no meu.

02/08/08

Discos Pedidos

o Lobo Antunes;
Meias;
Verniz;
Dicionário de Português;
Album de Fotos;
Pinturas;
Calções;
e Amigos!!!
muitos Amigos!!!!

27/07/08

Os Cinco Lados de uma Estrela

Tenho tanto escritos quantas as estrelas que há no Universo.
Tento organizá-los em constelações, galáxias, asterismos,...
Uns textos formam nebulosas, outros enxames abertos. Há escritos como estrelas cadentes, vêm e vão muito rápido.
Há palavras que se desintegram na atmosfera terrestre.
Há prosas que estão prestes a colidir umas com as outras.
Há textos duplos.
Há os que miram ora um lado do Universo, ora o outro.
Estão sempre a girar. A girar.
Como nós. Que nunca caímos, nunca caímos.
Em 24 horas o sol nasce, cresce, envelhece e morre.
E nós sempre lá.
E há uma nova vida amanhã. E amanhã. E depois. E amanhã. E sempre. E sempre. E infinito. E
Universo.
E
no fim?
No fim Somos ESCRITOS.
Matéria.
Gases iluminados, pela estrela que nos gerou.
poeira de uma estrela. Com Cinco Lados.

24/05/08

História (de)vida

Ontem um estagiário de 18 anos que temos cá no Centro disse-me que me viu no Intermarché aos beijos com um gajo.
E eu só lhe disse: IMPOSSÍVEL!
eu? aos beijos com alguém?
Já não sei o que é isso há muito tempo.
(ao que parece deve haver aí alguém com uns cabelos parecidos com os meus, pra ele se ter confundido. e eu nem sequer tinha ido ao intermarché!!!)
Assim, que a minha vida, não tem muito pra contar a não ser trabalho..........
A juntar a esta história, no fim-de-semana passado fui com a minha mãe a uma loja de loiças sanitárias, e era só casais a escolher coisas para a casa.
À saída uma miúda de 3 anos, sem me conhecer de lado algum, e SEM QUE FOSSE EU A METER-ME COM ELA (eu que me meto sempre com todas as crianças), vira-se pra mim do nada e pergunta-me: ''Onde está o teu marido?''

Engoli em seco.
e respondi:
Nao tenho marido.

É claro que ela não acreditou.
As crianças vivem na inocência de achar que os adultos têm todos maridos e mulheres....................


No fim, comprei o gajo a preço de ouro!!!
E agora se o meu marido sabe……….. tou feita!!

Estrias de vida
ou
Histerias de vida!!!

23/02/08

1H07 A.M. (not from Ante Meridium)

o cheiro. o corredor. as paredes. o quarto. as portas. os cd's. a cama. o roupeiro. as cores. o parapeito da janela. o teu sorriso. o primeiro beijo. roupas pelo chão. as nossas mãos entrelaçadas. eu sentada na janela da cozinha. os abraços. as lágrimas. os jantares. a minha barriga e aquelas calças de cintura descaída. tu caidinho. os banhos. o teu cabelo. eu contra a parede do corredor. os nossos pés a tropeçar nas roupas caídas pelo chão. a praia. as fotografias. os vídeos. os brincos. únicos. só meus. o sussurrar ao ouvido. os filmes. os pés. as musicas. a tarde no escritório. uma vontade. um desejo. os teus lábios. os olhos. os dentes. já disse os sorrisos?. os mails. as mensagens. as expressões. a voz. os gestos. o andar. os conselhos. as indicações. os avisos. o chocolate. os livros. o teu nome: A. M.
gosto do teu nome.
já te tinha dito, não?
gosto de o escrever. como se fosse meu.
assinar. em vez de Carla
Veríssimo. assinar A. M. e explicar depois de um ''A Sra tem de assinar conforme o Bilhete de Identidade'', - Ah, sabe, é que gosto de assinar antes assim.
dá-me gozo. Mas desculpe, sim. Pra próxima eu assino A. M. no BI.
eu nua.
o teu cheiro. o teu sabor. o peixe. os passeios. e falta aqui qualquer muita coisa, não falta? algo mais que não me lembro agora. A. M.anh
ã. talvez.

08/02/08

1H02 do novo horário de Inverno, Gafanha da Nazaré (39º29'03,14''N; 9º08'55,99''O), Aveiro, Centro de Portugal.

Uma surpresa, inesperada. Eu que adoro surpresas, mas que acho que os meus amigos nunca me fazem tantas como aquelas que gostaria…

E eu, que adoro fazê-las e me vejo sempre em mais uma, seja por iniciativa própria, seja pela de outros, mas há sempre aquele burburinho, aquela magia, aquele arquitectar,…

Que sinto sempre ‘’ah, os meus amigos nunca me fariam assim, uma coisa destas…’’

E então passo a vida à espera de surpresas, e como tal, é muito mais complicado surpreender-se uma pessoa como eu, que passa a vida à coca.

Enfim, ainda assim, têm-me conseguido fazer algumas surpresas, e louvo-os por isso, não por ter sido um arquitectar difícil, pensado e repensado, imaginado, calculado ao milímetro, mas porque exactamente com a espontaneidade deles, a simplicidade, nas coisas mais pequenas, me proporcionam uma surpresa e momentos tão agradáveis, que talvez nem entendam o quanto são grandes para mim.

E ia eu a falar-vos da última surpresa inesperada. Um convite. Um ‘’faz as malas e partir’’, menos que isso até. Um, ‘’vais assim mesmo, com a roupa que tens no corpo’’, ou ‘’junta só uma muda para amanhã e vamos’’.

E partimos. E tem-se a sensação de bem-estar.

De prazer. De plenitude.

E sente-se ‘’estou rodeada de pessoas boas. Tão boas, que nem devem ter noção, do bem que me fazem sentir’’

E então é por elas, para elas que sinto esta necessidade de vir aqui escrever.

Como uma retribuição, a minha pequena dádiva em gratidão a uma coisa simples, e que elas nem se apercebem (talvez…), que fizeram por mim, para mim.

E sinto que todas elas são íntegras.

Íntegras.

Nunca consigo muito bem explicar-me a mim própria o que é isto do ser íntegro.

Mas sei exactamente o seu significado, quando o sinto. Quando sinto essas pessoas, assim: ÍNTEGRAS.


E depois encontro-me mais uma vez (entre tantas, tantas outras) rodeada de casais. Casais feitos de gente assim: completa, justa, intacta, imparcial, inteira, perfeita, alinhada.

Gente que se encontrou na vida e é feliz junta. Em que se olha e se sente: faz todo o sentido estarem juntos. Faz todo o sentido porque são gente simples, boa, humilde, e disposta a partilhar tudo isto com um outro ser não só disposto a partilhar exactamente o mesmo, como ainda a dar, e a receber,…

E dou por mim a pensar: ‘’Caramba, só eu não estou... junta…’’

E por um lado fico triste e com medo de não ser uma pessoa assim: simples, boa, humilde, … íntegra…

Mas por outro lado, sinto-me preenchida com o amor dos outros, o carinho, a dedicação,… e isso basta-me.

E posso deitar-me sem uns braços para me abraçarem, mas durmo bem.

E com isto fiquei sem escrita.

Tenho os pés frios, estou constipada.

Coisas simples.

Vou dormir para acordar mais íntegra amanhã.

CV, 28/10/2007, Aniversário de 28 anos do RL, a 27/10/07



P.S.: a tudo isto, e depois de tudo isto: os meus amigos... fazem muito por mim... só não fazem mais porque não podem... eu é que sou a estupidamente insatisfeita...

perdoem-me.....


07/02/08

Quero beijar-te.

Quero fazer amor contigo.

Quero ser a tua namorada.

E ao mesmo tempo gostava de NÃO QUERER tudo isto.

Mas se tu quisesses… Se tu quisesses…

Se tivesses os mesmos desejos, os mesmos impulsos…

E porque comecei a sentir-me assim, tão de repente… outra vez… mas sempre tão de repente… talvez o possa evitar, agora que ainda está no início… mas não sei se consigo. Não sei se quero…

Passando à frente

nao passes...

quero beijar-te.......

tique

clic
dei enter
e nao sei se podia. se devia

tenho os dedos em cima do teclado e quero escrever tanta coisa..
mas hesito...
e nao escrevo,... e fico só a apalpar o teclado...

05/02/08

Em construção...

A minha mulher tem um sinal na barriga. 4 dedos abaixo do umbigo, e um pouco para a direita. Na perspectiva dela.

Tem um pêlo um dedo abaixo do umbigo. No mesmo alinhamento. Nem mais para a direita, nem mais para a esquerda.

Tem um outro sinal castanho na face esquerda. É bonito. Não é daqueles pequeninos, sem grande piada, mas também não é grande, daqueles exagerados. Tem um tamanho ideal. Tem mais uns quantos a rodeá-lo.

Conheço os sinais todos do corpo dela. Os sinais. Os sorrisos. Os olhares.

Tem 3 sinais na virilha direita. Um deles apareceu há uns dias. Não me lembro de o ver ali…

Tem um sinal carnudo, mas de tamanho médio, ao cimo das costas. Às vezes acho que o devia mostrar ao médico.

Tem um sorriso quando gosta realmente de alguma coisa. Outro, mais leve, a tentar mostrar que gosta, …

Tem um olhar quando tem medo, outro de altivez, …

Tantas peculiaridades por descrever…

Rodrigo Guedes de Carvalho, in A Casa Quieta.

… poderiam já ter inventado, entre tantas coisas de que se lembram, maneira de decidirem por ele, (…)

Para mulher que se sente mal prima asterisco (…)

Para irmão novamente internado prima cardinal


http://bloguivro.blogspot.com/

03/02/08

Tirem-me a vista,

Tirem-me para sempre a luz de Lisboa.

Tirem-me as encostas do douro, o Tejo e o Alentejo.

Tirem-me a calçada dos passeios e os azulejos da parede.

Tirem-me o ouvido,

Tirem-me para sempre o choro da guitarra e o pranto do fadista.

Tirem-me os pregões das mulheres do bulhão e a pronúncia do norte a sul.

Tirem-me a fúria de espuma das ondas e o grito do golo.

Tirem-me o tacto,

Tirem-me para sempre o sol de inverno a bater na cara.

Tirem-me o barro a ganhar forma entre os dedos.

Tirem-me o rosto queimado da minha mãe e a mão áspera do meu pai.

Tirem-me tudo isto, mas não me tirem o gosto,

Porque se eu ainda for capaz de saborear a alheira a rebentar de sabor,

Ou o bacalhau com todos a nadar em azeite,

Serei capaz de dizer, se não me tirarem a fala,

Que estou em Portugal

Anúncio Azeite Gallo – Os Cinco Sentidos

Fly Awards
A iniciativa deste Fly_Awards vem de
......
Esta distinção foi-me carinhosamente atribuída por
A quem agradeço a amizade ....
.......
Nomeações:
E pelo meu reconhecimento do esforço, trabalho, e arte, nomeio:



30/01/08

i29.01.08e

Eu queria escrever algo tão simbólico, tão forte, tão denso, tão profundo, … tão tanto do que trouxe comigo, naquela noite.

Queria que houvesse uma tecla onde carregar para andar para trás. Poder ouvir tudo novamente. Falar tudo novamente. Partilhar. Novamente, com a mesma simbologia, força, densidade, profundidade…

Se há momentos únicos, aquele foi um deles.

Se há palavras únicas, foram aquelas.

Se há pessoas como ele, ……………. Há MOME NTOS ÚNICOS.

**

E ficou uma escrita pobre… e vaga aos olhos de meros transeuntes, …

Mas já me deixei de preocupar com esses…

Eu queria escrever algo tão simbólico, e na incapacidade de o fazer, deixo apenas o som das minhas teclas.

Taque.

e a subtileza das letras.

Tique.

13/01/08










Mais que um blogue, uma Arte!

03/12/07

A DÉCIMA


AFINAL CONTINUA…

MAS TAMBÉM,… JÁ TINHA

COMEÇADO ANTES…

O QUE NÃO QUER DIZER

QUE ACABE AQUI…

RM, 28/8/2003

(com uma caneta um bocado abichanada, foi assim que assinaste)

e passados 4 anos, é esta a minha REVELAÇÃO:

AFINAL:

Podes vir a qualquer hora, cá estarei para te ouvir

O que tenho pra fazer, posso fazer a seguir

Podes vir quando quiseres, já fui onde tinha que ir (…)

Todo o texto do mundo, para ti, tenho todo o texto do mundo, para ti…. Também, para ti.

E nisto vens-me à cabeça com toda a força. Tenho saudades de falar, (…) tenho 2 pés gelados na cama, 2 pés gelados enquanto estou sentada à secretária, 2 pés gelados a cada passo que dou, e dou por mim indecisa: mando-te esta mensagem para o telemóvel ou não? Para quê?, se não vais responder? Se já pouco ou nada sei de ti?

e os meus pés não aquecem….

E não me sai da cabeça ‘’chamada não atendida’’, ‘’Matsu;)’’. (ainda é assim que estás registado na minha lista telefónica. Ainda e sempre esse ‘’pinheiro verde’’…)

E eu, surpreendida. E eu ‘’O Ricardo, ligou-me?’’, ‘’Terá sido um toque?’’ e eu sem dinheiro para lhe ligar, que raiva!

E um turbilhão de coisas, pensamentos, imagens, memórias, cheiros, sons, formas, telas, tintas, recantos, livros, fotos, canções, doces, palavras, areias, estantes, …

Tanto que me irrita, que nem um Mundo muito, muito grande com um texto lá plantado chegavam para tudo. E eu, sempre a sentir-me um grãozinho.

Impotente, pequenino, triste.

Porque sente que nunca vai ser apanhado do chão. E no entanto vai ficar sempre ali. Não vá algum dia haver uma distracção da folha lá do alto, e zás, acontece! Tropeça nele e tem mesmo de lhe tocar. Ainda que não o leve consigo, toca-lhe por breves segundos. Já se aproximou… e o grão respira … e sente-se vivo… e pode permanecer na sua cegueira por mais uns infinitos… (CV, 6/11/07)

E foi assim que voltaste.

VOLTASTE.

À minha tela.

Mesmo sem eu te pingar de tinta.

Mesmo sem eu abrir a caixa dos pincéis.

Eu que além de já ter fechado a gaveta à chave, tinha ainda perdido a chave.

Perdido.

Num desses dias em que um sapato mais distraído e zás. Lá se vai a chave para debaixo do móvel.

eu a pensar: Deixa estar. Não te dobres. É da maneira que não tens a tentação de abrir a gaveta.

E deixei estar. Não me baixei.

E tive este tempo todo a tentação de abrir a gaveta, mas sem chave….

era fácil resistir.

E agora vens tu, desarrumar-me a casa.

Mudas os móveis de sítio, pegas na chave e numa de ‘’encontrei esta chave debaixo do móvel!’’, todo um sorriso só; confiante. Todo ‘’já te deve ter feito falta, e eu é que a encontrei!’’, nesse ar vanglorioso, a espetar com ela na palma da minha mão.

Engulo em seco.

Tu não percebes. Ou finges.

E agora; e agora só tenho de ter o trabalho de rodar.

E qual tentação qual quê. Já estou de gaveta aberta, e zás, tu novamente do lado de fora.

A pingar-me memórias, a borrar a minha pintura, a sujar os meus pincéis,… a… pendurado outra vez na minha parede…

Eu a pensar: Porque é que cada vez que tenho de arrumar a minha vida, estás sempre lá no meio, feito um clipe à espera de ser posto no sítio?

Como tenho sítios para tudo, agora também tenho forçosamente de ter um sítio para ti, não? Na minha gaveta, fora dela, em cima da mesinha, nas paredes,…?

Ainda assim, há clipes que jogo no lixo.

Outros há em que hesito: Até pode fazer falta. Deixa estar. Mete dentro do boião.

Hum, não. Pra quê mais um clipe? Já tenho tantos. Joga fora. (CV, por estes dias…)

16/11/07, entre as 16.45 e as 19H, depois de teres entrado na loja e eu me sentar no espaço de leitura da FNAC. (porque raio complico sempre as coisas? Era um espaço de leitura. Não de escrita.):

podia ter vindo a correr chorar. Podia chorar desalmadamente. Até que o montante de resíduos que me sobram fosse todo expelido. Até que lavas, cinzas e pedras-pomes, todas cá para fora.

Dei-te a cinza do prazer (…)

O meu bem mais precioso

Que eu tinha para te dar (…)

Um dialecto crioulo

Um viço novo no mato.

Podia prosseguir com palavras caras para sentimentos tão pobres.

Às vezes … ou já... tão podres.

Podres pelo tempo…

Sempre são 4 anos.

Nada dura tanto tempo sem apodrecer.

NADA…. Hé? ÀS VEZES!

A Natureza tem destas coisas: ‘’devido ao seu estado fisiológico, à biologia da espécie, aos componentes moleculares, ao local onde foi enterrado, à granulometria do solo, foi possível a preservação deste exemplar, de tão importante valor cultural, paisagístico, social, humano,…’’

E vai daí que os sentimentos não apodreceram. Nem sombras. Nem rés. NADA. nadinha.

O raio dos sentimentos estão exactamente na mesma, nem um cheirito a mofo, nem uma ponta de bolor, mesmo num cantinho que mal se visse.

NADA.

NEM UM BOCADINHO ESTRAGADOS, amolecidos, desintegrados, desarranjados.

NADA.

Ali. Todos por inteiro, e a puta da natureza no seu melhor.

A puta da natureza a não me deixar chorar, para que eles fossem com os freáticos, os lençóis, os lixiviados, e o raio!

NADA.

Eu com tudo cá dentro.

A NÃO APODRECER.

Nesta merda de eternidade eterna, que nunca acaba.

A tua vida que nestes 4 anos não mudou assim tanto. E a minha que não mudou NADA.

NÃO. NÃO vou escrever este parágrafo. Vou riscar.

Afinal o que é não mudar?

A tua vida não mudou só porque tens a mesma casa, os mesmos cães, os mesmos amigos, a mesma família, a mesma namorada?

A minha só porque não tenho casa, não tenho cães, e apesar de ter os mesmos amigos (e mais alguns), e a mesma família (e mais alguma), não tenho namorada? Nem namorado?

É a isto? É a isto que se resume não mudar?

Porra!

Nem pouco mais ou menos.

Não sei de ti, do que fizeste por ti, pelas tuas realizações pessoais (e nem houve tempo para conversarmos de tudo e tanto como gostaria), mas eu mudei e muito.

Viajei, conheci novas culturas, novas gentes, outras formas de agir e pensar, aprendi novas línguas, … e cantigas de outras terras, que percorri de lés a lés,

Tenho uma lamparina, que trouxe das Arábias,

Pra te amar à luz do azeite, num kamasutra, de noites sábias. (…)

Vem, vem à minha casa,

Rebolar na cama e no jardim…

Não fiquei portanto pobre, e nem apodreci.

De contrário.

Mas também não mudei???

É isto que quero continuar a escrever?

É a isto que continuo a dar importância?

À puta da felicidade?

A esta dependência obsessiva em encontrar alguém?

A essa ideia da ‘’nossa’’ casa, os ‘’nossos’’ cães, os ‘’nossos’’ amigos, a ‘’nossa’’ família?

Porra!

Não posso sentir-me pobre, quando alguém me ‘’provoca’’ e zás, tive que vir a correr sentar-me num canto qualquer e expelir estas lavas, estas cinzas, estas pedras-pomes todas cá para fora.

Não posso sentir-me pobre, quando me elogias porque ‘’aprendeste a falar inglês. Já escreves e tudo!’’

Não posso sentir-me pobre, quando ‘’vou falar com o Tiago a ver se dá para meteres textos no blogue das artes’’.

NÃO. Não vou escrever este parágrafo.

Estava a ir tão bem e agora parece que me estou a vender.

A VENDER.

Mais uma vez.

Sempre.

A vender-me.

Eu.

Eu que sou toda ‘’ai não tenho jeito nenhum para vender’’, estar ali a impingir coisas às pessoas.

NÃO! Isso não faço!

Vou antes escrever que estou indecisa entre continuar a escrever ou ir buscar um livro do Lobo Antunes (de quem tenho tantas saudades), já que estou num Espaço de Leitura e não de Escrita.

Se fosse tão fácil vir a Lisboa num dia e mandar-lhe uma mensagem para vir tomar um café comigo…

Talvez não houvesse este texto, e com certeza: eu estaria mudada.

Mais rica.

E com a podridão ainda mais longe de se dar.

E como não consigo largar o lápis vou levantando o olhar, que se prende imediatamente num rapaz mulato, bem parecido, ali num canto a dormir. Deve estar cansado. Deve estar à espera da namorada… penso.

Sim, hoje em dia quem não tem namorada, namorado?

E volto ao mesmo assunto.

PORRA!

Vou buscar o Lobo Antunes.

Já chega!

Estou proibida de continuar aqui.

Estás proibida de escrever aqui!

Levanta-te!

Passa em frente ao rapaz. Vê se ele abre os olhos quando passares e cruza o olhar com o dele.

Deixa-o curioso.

Insinua-te. Como só tu o sabes fazer tão bem.

Ou vai agora rápido, sentar-te ao lado dele, que já saíram todos. Ou escreve um bilhetinho com

www.evirgula.blogspot.com (desculpe o ab(uso). Não pense. Não reaja. Leia apenas. Se quiser.)

e deixa-o em cima das coisas dele.

Sim. Porque não informar um dos muitos desconhecidos sobre quem já escreveste?

Que ao fim ao cabo usaste? E que se não lhes disseres, não chegam a saber de nada?

Fui buscar o ‘’D’este viver aqui neste papel descripto’’ e sentei-me em frente ao rapaz.

Pensei sentar-me ao lado dele para o bilhetinho, zás em cima das coisas dele, ‘’ai sem querer. Ai. Voou!’’

O plano já efectuado, mas já não havia lugares ao lado dele e acabámos neste frente-a-frente, ele nas suas leituras, no Espaço de Leitura. Eu, ora nas minhas leituras de um Lobo Antunes sempre a agradar-me com os seus ‘’… lembro-me (…) do sinal do peito do teu pé, do teu dente de ouro, do canal da tua nuca, e gosto absurdamente de todos: minha senhora, eu amo-a’’, ora nas minhas escritas, ora e no meio delas os nossos 4 olhos que se cruzam, finalmente. Que param, que apreciam, e se viram, cada par para seu lado.

E penso no amor… esse sentimento… outra vez… as escritas de Lobo Antunes. A imponência do grito altivo: ‘’minha senhora: eu amo-a’’. E esqueço-me logo do rapaz mulato. E vem-me ao lápis o motivo deste texto:

Os teus lábios, os teus dentes, a tua língua, a tua boca toda; os teus gestos, os teus olhos, o teu cabelo, o teu corpo; tu todo.

IGUAL.

Não mudou NADA.

Não é só a casa que é a mesma. Os cães que são os mesmos. O lalala e o resto que é o mesmo. És tu todo que és o mesmo. Igual. Nem uma ruga, nem uma imperfeição. NADA.

It’s meeting the man of my life and then his beautiful wife

Isn’t it ironic?

Sempre são 4 anos.

Mas Tu, sem apodreceres também. Nem sombras. Nem rés.

Nem um pêlo a mais, num cantinho de corpo que mal se visse.

Tu, NEM UM BOCADINHO ESTRAGADO, amolecido, desintegrado, desarranjado.

NADA.

Ali. Todo por inteiro, e a puta da natureza no seu melhor.

A puta da natureza a não me deixar chorar, para que TU FOSSES com os freáticos, os lençóis, os lixiviados, e o raio!

NADA.

Eu com tudo DE TI cá dentro.

A NÃO APODRECERES.

Nesta merda de eternidade eterna, que nunca acaba.

VOU. Vou escrever este parágrafo. SEMPRE. Até mudar.

ISTO TUDO e eu inteira. A não chorar. A não expelir.

Eu que fazia tudo IGUAL. Contigo. Outra e outra e outra e outra vez outra vez, vês, vês?, sim, ainda.

Para RM, na Décima: Achas que, NÃO FOI: a ‘’nossa’’ casa, os ‘’nossos’’ cães, os ‘’nossos’’ amigos, a ‘’nossa’’ família, PORQUE sou pobre?

Pobre.

Pobre a todos os níveis...
e triste.

- Indeferido –

Eu, porque isto tudo ainda não apodreceu cá dentro.

Eu, num grito silenciado e a fazer de ti um conhecido especial sobre quem já escrevi. Sobre quem já escrevi, tanto…

Que já informei tanto.

Que ao fim ao cabo usei. Mas que disse sempre, para que soubesse: TUDO.

Bato a porta devagar

Olho só mais uma vez (…)

Frágil como as asas de uma vida

É o riso, é a lágrima, a expressão incontrolável (…)

É a sorte, é a sina, uma mão cheia de nada (…)

Mas nunca, me esqueci de ti

Não, nunca, me esqueci de ti.

E neste Sempre a escrever às tuas custas, à custa destes resíduos sentimentais que não param de entrar em erupção.

E é com este Sempre que quero conquistar esse blogue das artes.

Com este Quero, dito, escrito, com a mesma imponência do grito altivo: ‘’minha senhora: eu amo-a’’.

E é contigo (e não comigo) que os quero convencer.

Eu não sou nada.

Eu não fiz nada.

Eu só fui apanhada pela lava de um vulcão, que quando expeliu o que tinha lá dentro, me deixou queimada. Para sempre. Nesta puta de eternidade eterna.

que nunca acaba, nunca acaba.

Nunca acaba.

Porque

AFINAL CONTINUA…

MAS TAMBÉM,… JÁ TINHA

COMEÇADO ANTES…

O QUE NÃO QUER DIZER

QUE ACABE AQUI…

28/11/07

Esta é uma forma diferente de me expor.


SINTO-ME

exposta

desprotegida

com pequenas coisas a mexer, remexer, trazidas à tona da água.

E eu, no meu barco, com tantas e tantas gotas de suor que sempre quis esconder, engolir, fazer desaparecer, AFUNDAR, … e agora aqui EXPOSTAS, TRITURADAS.

E não posso. E não devo. As mãos. O olhar. A expressão incontrolável… não podia ser de outra maneira…

E não posso. E não devo. A voz. O volume, a entoação. O corpo. O olhar.

Dou valor a cada uma das pessoas, ao trabalho delas, ao mérito. Às palavras de um Sérgio…

Sinto exactamente o que ele diz.

SINTO.

Sinto a luta interior de uma Joana.

SINTO.

as palavras de uma Ana, de uma Sandra, de uma Susete, com tudo o que ocultam, o que não expõem.

Temos de nos obrigar a nós próprios ‘’coisas assim’’: Larga a caneta (a caneta que agarramos desde que nos conhecemos); Não encolhas os ombros (o encolher naquele jeito que é tão nosso); Não sejas tão expressiva (não ser tão expressiva? São 28 anos de expressividade!); Não sejas monocórdico (e a nossa voz sempre naquele tom…); Não metas as mãos nos bolsos! (onde elas estavam tão mais à vontade, tão confortáveis, tão... escondidas… tão … SEM MEDO…)

E sinto

a garra de uma Raquel, a timidez vaidosa de um Filipe, a integridade de um Renato, a humildade de um Armando, o mistério numa Carina, o altruísmo de uma Célia, e as suas ideias fixas..

Mas continuo a perguntar

Como lutar? Como mudar? Como melhorar?

E sinto o riso de uma Anabela,… contagiante…

o ondular na espuma de uma Neuza, tão menina…

o riso na expressão de um Bruno, tão… como dizer? … tão ele. Não sei.

Não sei, mas sinto e partilho convosco o vosso expor.