Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.
Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho| http://cavverissimo.wix.com/carlaverissimo
16/05/06
15/05/06
''Sou fã. Volta, por favor.'' LG
pois... não sei quem é LG (Luís Guapo, será?!) mas peço desculpa esta ausência.. A única desculpa que tenho é pedir desculpa por pedir desculpa!! Já que as desculpas não se pedem: evitam-se!!
de qualquer forma, ser finalista de Biologia não é fácil (e tu Guapo, sabe-lo tão bem quanto eu!!) e estagiar ao mesmo tempo com lagartixas exige dedicação!!
de qualquer forma: obrigado por (continuares) continuarem aí!
30/03/06
31/01/06
15/11/05
O Homem do Sorriso Estúpido volta a atacar. Pior, desta vez não está sozinho!
estamos sentados... a porta parece-me tão longe... e ao memso tempo bordeaux... bordeaux tal como o vinho que percorre as nossas veias infinitas desde a unhaca mai longíqua do mei pé até ao mais estratosférico dos meus longos cabelos... bordeaux... onde jogara Pauleta tal açor voando como uma águia sobre um ninho de cucos... um galinheiro de pintos... Vejo 2 luzes... será amor? mal era se visse só uma... aquela ao fundo do túnel... foge dessa luz, podes ficar cum esquentamento! (onde é keu ia?)... Ah! A porta a meio caminho me parece agora... lá está... e eu não estive lá! mas e se o cuco vier um dia a chocar contra a porta bordeaux? Ficará com uma b=u=b=a=d=e=i=r=a????????? Pensamos k sim...A porta está próxima e o teclado mais longe... será k continuo a escrever? a escrever continuarei longe da porta mas perto do perto do mais perto da perteza. E da longe continuo a ver duas luzes, as luzes kalumeiam o comboio da vida... k apeadeiro será este? será k saio? será k fico? neste túnel k n nos deixa ver a luz..
cerejo, elias e rita
cerejo, elias e rita
02/11/05
29/09/05
Tu, nos vários eus
Um sonho deixado para trás, num bailado a preto e branco.
Uma boneca sem vida.
Um corpo descoreografado.
Um ombro que segura. Uma cabeça de olhos fechados.
Farrapos num palco sem luz.
A pairar numa cadeira invisível.
De pernas dobradas e fita no cabelo.
Essa testa...
Esse olhar doce sob as pálpebras.
Uma menina ainda.
"Dança-te" da cadeira!
Sonha. Deixa. Vive. Segura. Olha. Fecha. Brilha. Levita. Dobra. Testa.
"Lança" com as pontas que tens nos pés!
Uma boneca sem vida.
Um corpo descoreografado.
Um ombro que segura. Uma cabeça de olhos fechados.
Farrapos num palco sem luz.
A pairar numa cadeira invisível.
De pernas dobradas e fita no cabelo.
Essa testa...
Esse olhar doce sob as pálpebras.
Uma menina ainda.
"Dança-te" da cadeira!
Sonha. Deixa. Vive. Segura. Olha. Fecha. Brilha. Levita. Dobra. Testa.
"Lança" com as pontas que tens nos pés!
28/09/05
25/08/05
Tó
Carla, tenho uma notícia triste. O Tó faleceu.
Esta frase lateja na minha cabeça. Custa-me acreditar. Não aceito.
É verdade..., ouço ainda do outro lado.
...
E ouço também a voz dele a chamar o nome dela; relembro a sua cara, os olhos, os gestos, o andar...
Tinha uns olhos bonitos. Pareciam sorrir.
Lembro-me do cigarro entre os dedos, do espaço de trabalho, daquela noite com os amigos; e da voz, novamente da voz...
E do sorriso. (Nos olhos)
Aquela vida. Aquela energia, a felicidade, os projectos...
Pergunto-me onde está a aliança que ele usava no dedo? O que irá ela fazer às roupas dele, aos objectos... às bancas de trabalhos?
Relembro a conversa que tivemos enquanto ele retocava uma prótese. Usava uns instrumentos cortantes e tão minúsculos, e como agarrava o dente com os dedos, perguntei-lhe: Não te costumas cortar?
Respondeu-me ''às vezes''.
Entretanto fui ajudá-la no jantar e quando ele entrou na cozinha, disse-me ''olha, tavas a perguntar se nunca me cortava, e assim que saíste cortei-me!!''.
Ri-me.
Recordo o seu entusiasmo ao explicar-me as mudanças que iam fazer na sala de estar.
Revivo aquela manhã em que desci as escadas para me despedir dele...
Entrei para o carro dela e ele ficou no pátio a pedir ao cão que se calasse.
Estamos a tentar gerir a nossa vida, de forma a que o Tó se orgulhe de nós, diz-me ela, passadas duas semanas.
Fico novamente pensativa...
Penso nos filhos deles, no que poderão sentir; nela...
nos projectos que ficaram para trás; no futuro que poderiam construir...
Ainda não consigo acreditar que escrevo este texto para ele...
NÃO! Para o Tó, não!
Por outro lado, sinto-o vivo, quando o faço.
Que assim seja, então!
Que vivas em cada letra destas palavras. ETERNAMENTE.
(Mais tarde vim a saber, que as roupas continuam no armário, como se ele tivesse ido, simplesmente, viajar...
Que não viu como ficou bonita a sala de estar, no fim das mudanças...
Que decidiu dar o cão a alguém que o levasse a caçar...)
Nunca imaginei que aquele olhar do lado de fora da janela do carro, fosse o último que lhe via... que me tinha literalmente despedido dele... para sempre...
...
Sinto os dias como mensagens, mas a da morte é tão escura como a noite... por isso não a consigo ler...
Tudo se evaporou como o fumo de um cigarro...
Esta frase lateja na minha cabeça. Custa-me acreditar. Não aceito.
É verdade..., ouço ainda do outro lado.
...
E ouço também a voz dele a chamar o nome dela; relembro a sua cara, os olhos, os gestos, o andar...
Tinha uns olhos bonitos. Pareciam sorrir.
Lembro-me do cigarro entre os dedos, do espaço de trabalho, daquela noite com os amigos; e da voz, novamente da voz...
E do sorriso. (Nos olhos)
Aquela vida. Aquela energia, a felicidade, os projectos...
Pergunto-me onde está a aliança que ele usava no dedo? O que irá ela fazer às roupas dele, aos objectos... às bancas de trabalhos?
Relembro a conversa que tivemos enquanto ele retocava uma prótese. Usava uns instrumentos cortantes e tão minúsculos, e como agarrava o dente com os dedos, perguntei-lhe: Não te costumas cortar?
Respondeu-me ''às vezes''.
Entretanto fui ajudá-la no jantar e quando ele entrou na cozinha, disse-me ''olha, tavas a perguntar se nunca me cortava, e assim que saíste cortei-me!!''.
Ri-me.
Recordo o seu entusiasmo ao explicar-me as mudanças que iam fazer na sala de estar.
Revivo aquela manhã em que desci as escadas para me despedir dele...
Entrei para o carro dela e ele ficou no pátio a pedir ao cão que se calasse.
Estamos a tentar gerir a nossa vida, de forma a que o Tó se orgulhe de nós, diz-me ela, passadas duas semanas.
Fico novamente pensativa...
Penso nos filhos deles, no que poderão sentir; nela...
nos projectos que ficaram para trás; no futuro que poderiam construir...
Ainda não consigo acreditar que escrevo este texto para ele...
NÃO! Para o Tó, não!
Por outro lado, sinto-o vivo, quando o faço.
Que assim seja, então!
Que vivas em cada letra destas palavras. ETERNAMENTE.
(Mais tarde vim a saber, que as roupas continuam no armário, como se ele tivesse ido, simplesmente, viajar...
Que não viu como ficou bonita a sala de estar, no fim das mudanças...
Que decidiu dar o cão a alguém que o levasse a caçar...)
Nunca imaginei que aquele olhar do lado de fora da janela do carro, fosse o último que lhe via... que me tinha literalmente despedido dele... para sempre...
...
Sinto os dias como mensagens, mas a da morte é tão escura como a noite... por isso não a consigo ler...
Tudo se evaporou como o fumo de um cigarro...
01/08/05
22/07/05
o que foi feito das fotos que tiraste comigo?
porquê, estás com saudades?! nostalgia?!
não gosto de perder pedaços da minha vida.
tu és um pedaço dela, todas as pessoas que conheço vão-me influenciando e tu foste uma delas. não é por não falar muito contigo que te esqueço. Há espaço para toda a gente boa que passa e passou na minha vida.
e lembro desse dia, em especial , porque gostei.
as pessoas vão-nos entrando na vida, mudando, marcando e portanto são parte de nós. é impossível esquecê-las. e também gosto de abrir a caixinha e ver que continuam lá, por mais que nem sempre possa falar com elas.
Co-produção: Nuno Pássaro & Carla Veríssimo
porquê, estás com saudades?! nostalgia?!
não gosto de perder pedaços da minha vida.
tu és um pedaço dela, todas as pessoas que conheço vão-me influenciando e tu foste uma delas. não é por não falar muito contigo que te esqueço. Há espaço para toda a gente boa que passa e passou na minha vida.
e lembro desse dia, em especial , porque gostei.
as pessoas vão-nos entrando na vida, mudando, marcando e portanto são parte de nós. é impossível esquecê-las. e também gosto de abrir a caixinha e ver que continuam lá, por mais que nem sempre possa falar com elas.
Co-produção: Nuno Pássaro & Carla Veríssimo
21/07/05
20/07/05
11/07/05
09/07/05
01/05/05
A quantas ando?
Na memória de uma imagem, à espera da Lua.
E tu não estás aqui.
Dizem que há vida lá no Além. Já não creio em nada.
Dia da tentação, peixinhos e bolas de sabão.
Não digas que não te avisei.
Estrela com nome de gente, o que é que tu tens?
Sorrio apenas.
Agora sou eu (finalmente minha).
E já estás no meu mapa.
Adaptado de Filipa Pais e José Peixoto
Na memória de uma imagem, à espera da Lua.
E tu não estás aqui.
Dizem que há vida lá no Além. Já não creio em nada.
Dia da tentação, peixinhos e bolas de sabão.
Não digas que não te avisei.
Estrela com nome de gente, o que é que tu tens?
Sorrio apenas.
Agora sou eu (finalmente minha).
E já estás no meu mapa.
Adaptado de Filipa Pais e José Peixoto
30/04/05
(...) Se temos de morrer, que sentido tem a vida?
Cada Homem que nasce deve redescobrir o sentido desta pergunta. E descobri-lo não significa tornarmo-nos donos de qualquer coisa, mas libertarmo-nos...
(...) Existir é uma loucura. Eu sou uma loucura. (...) Tentei convencer quem estava junto de mim de que o vazio estava cheio (...)
Foi nesse momento que iniciei de facto o meu caminho. O momento em que fiquei totalmente nu, totalmente inerme, totalmente sem voz.
Agora todos os dias me levanto e vou à janela e sei que esse dia poderá ser o último. Em mim, já não há medo ou sensação de vazio, o que há é a agitação um tanto adolescente de quem espera pelo primeiro encontro com o namorado.
(...) Ouço respirar aqueles que nascem e aqueles que partem, como um grande concerto entoado pelo vento. (...) Entre o céu e a terra há uma permuta contínua. (...)
... a abelha precisa da flor. Mas a flor, para existir, também precisa da abelha. Estamos todos ligados num abraço invisível. (...)
O bosque em chamas, Susanna Tamaro
Cada Homem que nasce deve redescobrir o sentido desta pergunta. E descobri-lo não significa tornarmo-nos donos de qualquer coisa, mas libertarmo-nos...
(...) Existir é uma loucura. Eu sou uma loucura. (...) Tentei convencer quem estava junto de mim de que o vazio estava cheio (...)
Foi nesse momento que iniciei de facto o meu caminho. O momento em que fiquei totalmente nu, totalmente inerme, totalmente sem voz.
Agora todos os dias me levanto e vou à janela e sei que esse dia poderá ser o último. Em mim, já não há medo ou sensação de vazio, o que há é a agitação um tanto adolescente de quem espera pelo primeiro encontro com o namorado.
(...) Ouço respirar aqueles que nascem e aqueles que partem, como um grande concerto entoado pelo vento. (...) Entre o céu e a terra há uma permuta contínua. (...)
... a abelha precisa da flor. Mas a flor, para existir, também precisa da abelha. Estamos todos ligados num abraço invisível. (...)
O bosque em chamas, Susanna Tamaro
15/04/05
Pontes vs Sonhos
Perfeição vs ImPeRfeIçãO
Homogéneo vs Heterogéneo
Branco vs Negro
Dar vs Receber
GRANDE vs pequeno
Subtileza vs Objectividade
Cara vs Coroa
Altura vs Largura
Suavidade vs Rugosidade
Visível vs
Direito vs Torto
Baço vs Brilho
Redondo vs Afilado
Real vs Magia
Verso vs Inverso
Homogéneo vs Heterogéneo
Branco vs Negro
Dar vs Receber
GRANDE vs pequeno
Subtileza vs Objectividade
Cara vs Coroa
Altura vs Largura
Suavidade vs Rugosidade
Visível vs
Direito vs Torto
Baço vs Brilho
Redondo vs Afilado
Real vs Magia
Verso vs Inverso
22/03/05
03/03/05
23/02/05
Obstáculos - Jorge Bucay
Voy andando por un sendero.
Dejo que mis pies me lleven.
Mis ojos se posan en los árboles, en los pájaros, en las piedras. En el horizonte se recorte la silueta de una ciudad. Agudizo la mirada para distinguirla bien. Siento que la ciudad me atrae.
Sin saber cómo, me doy cuenta de que en esta ciudad puedo encontrar todo lo que deseo. Todas mis metas, mis objetivos y mis logros. Mis ambiciones y mis sueños están en esta ciudad. Lo que quiero conseguir, lo que necesito, lo que más me gustaría ser, aquello a lo cual aspiro, o que intento, por lo que trabajo, lo que siempre ambicioné, aquello que sería el mayor de mis éxitos.
Me imagino que todo eso está en esa ciudad. Sin dudar, empiezo a caminar hacia ella. A poco de andar, el sendero se hace cuesta arriba. Me canso un poco, pero no me importa.
Sigo. Diviso una sombra negra, más adelante, en el camino. Al acercarme, veo que una enorme zanja me impide mi paso. Temo... dudo.
Me enoja que mi meta no pueda conseguirse fácilmente. De todas maneras decido saltar la zanja. Retrocedo, tomo impulso y salto... Consigo pasarla. Me repongo y sigo caminando.
Unos metros más adelante, aparece otra zanja. Vuelvo a tomar carrera y también la salto. Corro hacia la ciudad: el camino parece despejado. Me sorprende un abismo que detiene mi camino. Me detengo. Imposible saltarlo
Veo que a un costado hay maderas, clavos y herramientas. Me doy cuenta de que está allí para construir un puente. Nunca he sido hábil con mis manos... Pienso en renunciar. Miro la meta que deseo... y resisto.
Empiezo a construir el puente. Pasan horas, o días, o meses. El puente está hecho. Emocionado, lo cruzo. Y al llegar al otro lado... descubro el muro. Un gigantesco muro frío y húmedo rodea la ciudad de mis sueños...
Me siento abatido... Busco la manera de esquivarlo. No hay caso. Debo escalarlo. La ciudad está tan cerca... No dejaré que el muro impida mi paso.
Me propongo trepar. Descanso unos minutos y tomo aire... De pronto veo, a un costado del camino un niño que me mira como si me conociera. Me sonríe con complicidad.
Me recuerda a mí mismo... cuando era niño.
Quizás por eso, me animo a expresar en voz alta mi queja: -¿Por qué tantos obstáculos entre mi objetivo y yo?
El niño se encoge de hombros y me contesta: -¿Por qué me lo preguntas a mí?
Los obstáculos no estaban antes de que tú llegaras... Los obstáculos los trajiste tú.
Dejo que mis pies me lleven.
Mis ojos se posan en los árboles, en los pájaros, en las piedras. En el horizonte se recorte la silueta de una ciudad. Agudizo la mirada para distinguirla bien. Siento que la ciudad me atrae.
Sin saber cómo, me doy cuenta de que en esta ciudad puedo encontrar todo lo que deseo. Todas mis metas, mis objetivos y mis logros. Mis ambiciones y mis sueños están en esta ciudad. Lo que quiero conseguir, lo que necesito, lo que más me gustaría ser, aquello a lo cual aspiro, o que intento, por lo que trabajo, lo que siempre ambicioné, aquello que sería el mayor de mis éxitos.
Me imagino que todo eso está en esa ciudad. Sin dudar, empiezo a caminar hacia ella. A poco de andar, el sendero se hace cuesta arriba. Me canso un poco, pero no me importa.
Sigo. Diviso una sombra negra, más adelante, en el camino. Al acercarme, veo que una enorme zanja me impide mi paso. Temo... dudo.
Me enoja que mi meta no pueda conseguirse fácilmente. De todas maneras decido saltar la zanja. Retrocedo, tomo impulso y salto... Consigo pasarla. Me repongo y sigo caminando.
Unos metros más adelante, aparece otra zanja. Vuelvo a tomar carrera y también la salto. Corro hacia la ciudad: el camino parece despejado. Me sorprende un abismo que detiene mi camino. Me detengo. Imposible saltarlo
Veo que a un costado hay maderas, clavos y herramientas. Me doy cuenta de que está allí para construir un puente. Nunca he sido hábil con mis manos... Pienso en renunciar. Miro la meta que deseo... y resisto.
Empiezo a construir el puente. Pasan horas, o días, o meses. El puente está hecho. Emocionado, lo cruzo. Y al llegar al otro lado... descubro el muro. Un gigantesco muro frío y húmedo rodea la ciudad de mis sueños...
Me siento abatido... Busco la manera de esquivarlo. No hay caso. Debo escalarlo. La ciudad está tan cerca... No dejaré que el muro impida mi paso.
Me propongo trepar. Descanso unos minutos y tomo aire... De pronto veo, a un costado del camino un niño que me mira como si me conociera. Me sonríe con complicidad.
Me recuerda a mí mismo... cuando era niño.
Quizás por eso, me animo a expresar en voz alta mi queja: -¿Por qué tantos obstáculos entre mi objetivo y yo?
El niño se encoge de hombros y me contesta: -¿Por qué me lo preguntas a mí?
Los obstáculos no estaban antes de que tú llegaras... Los obstáculos los trajiste tú.
31/01/05
o melhor da vida
um abraço.
volto a dizer.
porque o abraço não cobra nada... dá-se por instinto, vontade própria... sei lá... (Marisa Marques)
volto a dizer.
porque o abraço não cobra nada... dá-se por instinto, vontade própria... sei lá... (Marisa Marques)
06/12/04
A cilada destina-se, por direito, aos iniciados. Transposto o primeiro bosque, a formação das sombras desenha o rigor imposto pelo medo.
A cilada destina-se, por definição aos incautos, transposto o primeiro bosque, a formação das sombras determina o terror disfarçado com o pasmo.
Julião Sarmento - Estratégias de Sobrevivência
A cilada destina-se, por definição aos incautos, transposto o primeiro bosque, a formação das sombras determina o terror disfarçado com o pasmo.
Julião Sarmento - Estratégias de Sobrevivência
22/11/04
Tributo a Irma e Adolfo
Las aves emigran a otros lugares para después volver al punto de partida. Durante ese trayecto de ida y vuelta estoy segura que ellas van recogiendo recuerdos, objectos, renovaciones...
Y siempre será así, cada lugar tiene su olor, su recuerdo, su gente...
Por eso las despedidas deben ser hasta luegos, son lapsos de tiempo que en ocasiones frutifican los corazones, los aune más fuertemente.
Ahora nos guardaremos en una cajita el recuerdo de estos días, de estos meses y sobretodo cada vez que la volvamos a abrir nos sentisemos felices por poder guardarlos ahí dentro, por conocer a esta gente, a este país y este lugar...
Yo también te llevaré en mi recuerdo mi ''pequenhina'' loira, y en mi corazón. Y seré feliz cuando te vea siempre sonreir.
Irma, Junio 2001
Foram estas as tuas palavras; e hoje, passados três anos, tu e o Adolfo surpreendem-me com uma caixa cheia de recordações, objectos, cheiros, gentes, dias, meses, lugares... Musica del otro lado del Muro...
Podes ser feliz, porque hoje vês-me sorrir;
porque hoje, quando não esperava nada, recebi (literalmente) Nada, esse livro de Carmen Laforet;
porque sempre adorei surpresas, e hoje tive uma;
porque a caixa me fez realmente recordar aqueles momentos convosco...
porque também já vos tinha presenteado com uma caixa...
porque nunca esquecerei NADA
e porque um dia escrevi: La vida está llena de círculos, de casualidades, y ahí se encuentra la felicidad. ?Sientes la batida de tú corazón? Contesta sus pedidos, camina con el.
!Valiente! Salta por la ventana, vola entre las nubes. Siempre hay un sol que luce en el horizonte.
Encuentra tu bosque, y en el erige tú casa.
é assim que me sinto. Obrigado!
Amo-vos!
Y siempre será así, cada lugar tiene su olor, su recuerdo, su gente...
Por eso las despedidas deben ser hasta luegos, son lapsos de tiempo que en ocasiones frutifican los corazones, los aune más fuertemente.
Ahora nos guardaremos en una cajita el recuerdo de estos días, de estos meses y sobretodo cada vez que la volvamos a abrir nos sentisemos felices por poder guardarlos ahí dentro, por conocer a esta gente, a este país y este lugar...
Yo también te llevaré en mi recuerdo mi ''pequenhina'' loira, y en mi corazón. Y seré feliz cuando te vea siempre sonreir.
Irma, Junio 2001
Foram estas as tuas palavras; e hoje, passados três anos, tu e o Adolfo surpreendem-me com uma caixa cheia de recordações, objectos, cheiros, gentes, dias, meses, lugares... Musica del otro lado del Muro...
Podes ser feliz, porque hoje vês-me sorrir;
porque hoje, quando não esperava nada, recebi (literalmente) Nada, esse livro de Carmen Laforet;
porque sempre adorei surpresas, e hoje tive uma;
porque a caixa me fez realmente recordar aqueles momentos convosco...
porque também já vos tinha presenteado com uma caixa...
porque nunca esquecerei NADA
e porque um dia escrevi: La vida está llena de círculos, de casualidades, y ahí se encuentra la felicidad. ?Sientes la batida de tú corazón? Contesta sus pedidos, camina con el.
!Valiente! Salta por la ventana, vola entre las nubes. Siempre hay un sol que luce en el horizonte.
Encuentra tu bosque, y en el erige tú casa.
é assim que me sinto. Obrigado!
Amo-vos!
17/11/04
gosto de ti.
mas isso não prova nada. quero provas!!
que tipo de provas?
palpáveis... e boas!
o que são para ti provas palpáveis?
hum... tu sabes! afinal, foste tu que, há pouco, disse saber muito bem o que penso...
mas isso são meros pensamentos, e entendo que as provas sejam sentimentos, por isso pergunto: o que são para ti provas/sentimentos palpáveis?
os sentimentos não são palpáveis...
os sentimentos sentem-se!
mas quando se sentem com força, isso nota-se, ou seja, de certo modo tornam-se palpáveis.
Palpáveis em gestos, atitudes, olhares, toques, diálogos... e os tão curriqueiros beijos e abraços, que acabam por perder força no meio destas provas/sentimentos palpáveis!
Co-produção: Carlita e Carlitos
mas isso não prova nada. quero provas!!
que tipo de provas?
palpáveis... e boas!
o que são para ti provas palpáveis?
hum... tu sabes! afinal, foste tu que, há pouco, disse saber muito bem o que penso...
mas isso são meros pensamentos, e entendo que as provas sejam sentimentos, por isso pergunto: o que são para ti provas/sentimentos palpáveis?
os sentimentos não são palpáveis...
os sentimentos sentem-se!
mas quando se sentem com força, isso nota-se, ou seja, de certo modo tornam-se palpáveis.
Palpáveis em gestos, atitudes, olhares, toques, diálogos... e os tão curriqueiros beijos e abraços, que acabam por perder força no meio destas provas/sentimentos palpáveis!
Co-produção: Carlita e Carlitos
24/10/04
Lembras-te de quando brincávamos nos muros da escola? De quando cheirava a terra molhada? Hoje está um dia desses, um dia paz. Escuto os passaritos chilrear, relembro os nossos risinhos inocentes. A vida já era tão complexa naquela altura, mas foram precisos alguns anos para nos apercebermos disso. Como será daqui a alguns anos? Espero continuar a ver abelhas nas flores e lagartixas nos muros da escola. A ter terra, a ouvir passaritos e risinhos inocentes, e finalmente a percebermos disso...
lembro, também eu consigo agora ver de perto a complexidade do sopro da vida! E, enquanto crianças o nosso sorriso nunca passou de ignorância, pois agora, só agora abri os olhos......
a infância de Carla Veríssimo e Raquel Sousa... há 25 anos...
lembro, também eu consigo agora ver de perto a complexidade do sopro da vida! E, enquanto crianças o nosso sorriso nunca passou de ignorância, pois agora, só agora abri os olhos......
a infância de Carla Veríssimo e Raquel Sousa... há 25 anos...
22/10/04
Crónica na Rodoviária
Sexta-feira. 22. Outubro. 2004
Enquanto esperava para comprar o bilhete para o Expresso das 16.30 para Leiria, vem um casal de velhinhos pedir uma esmola.
Ela cega. Os dois de braço dado.
Ela: - Dê uma esmola, por amor de Deus.
Farta desta sociedade que leva uma vida fácil, à custa de esmolas, deste sistema que não muda, respondo-lhe: - Não acredito em Deus.
Ela desata a gritar: - O que é que a menina tá a dizer? Não acredita em Deus? Ó menina!! Deus existe sim senhor!! DEUS EXISTE!!
Eu: - Se Deus existisse, a senhora não precisava de andar aí a pedir esmola!!
Ela: - A MENINA NEM DIGA UMA COISA DESSAS!! DEUS EXISTE SIM SENHORA!! A MENINA DEVIA IR PÓ INFERNO!!
... ...
Eu... já nem lhe respondi, que não ia para o Inferno, mas sim para Leiria...
Eu... já nem lhe perguntei se ela já viu Deus, para ter tanta certeza que ELE EXISTE...
Enquanto esperava para comprar o bilhete para o Expresso das 16.30 para Leiria, vem um casal de velhinhos pedir uma esmola.
Ela cega. Os dois de braço dado.
Ela: - Dê uma esmola, por amor de Deus.
Farta desta sociedade que leva uma vida fácil, à custa de esmolas, deste sistema que não muda, respondo-lhe: - Não acredito em Deus.
Ela desata a gritar: - O que é que a menina tá a dizer? Não acredita em Deus? Ó menina!! Deus existe sim senhor!! DEUS EXISTE!!
Eu: - Se Deus existisse, a senhora não precisava de andar aí a pedir esmola!!
Ela: - A MENINA NEM DIGA UMA COISA DESSAS!! DEUS EXISTE SIM SENHORA!! A MENINA DEVIA IR PÓ INFERNO!!
... ...
Eu... já nem lhe respondi, que não ia para o Inferno, mas sim para Leiria...
Eu... já nem lhe perguntei se ela já viu Deus, para ter tanta certeza que ELE EXISTE...
21/10/04
um ano de ;
., ponto e vírgula . e , ;
lembro-me de ouvir rumores... de fazer o meu ninho... de escrever, escrever, escrever...
lembro-me de me prender à janela dos comboios; simples!
do teu sorriso estúpido :)
de ouvir a tua voz... de quando não me ouvias...
de escrever a dois... de desligar
lembro-me do melhor da vida Noutras folhas...
lembro-me de vós, de ti, de ter saudades, lembro-me da minha infância...
dos lápis... de carvão, de cera... do prazer...
de criar o meu mundo sozinha... de ser este o meu refúgio.
lembro a subtileza que ficou por escrever, o vício dos dedos, as vivências paralelas, os amigos...
a mana... a mãe... aquele bailado a preto e branco, Andreia... aquele Joãozinho das Flores, mamã...
ponto. por agora
lembro-me de ouvir rumores... de fazer o meu ninho... de escrever, escrever, escrever...
lembro-me de me prender à janela dos comboios; simples!
do teu sorriso estúpido :)
de ouvir a tua voz... de quando não me ouvias...
de escrever a dois... de desligar
lembro-me do melhor da vida Noutras folhas...
lembro-me de vós, de ti, de ter saudades, lembro-me da minha infância...
dos lápis... de carvão, de cera... do prazer...
de criar o meu mundo sozinha... de ser este o meu refúgio.
lembro a subtileza que ficou por escrever, o vício dos dedos, as vivências paralelas, os amigos...
a mana... a mãe... aquele bailado a preto e branco, Andreia... aquele Joãozinho das Flores, mamã...
ponto. por agora
18/10/04
12/10/04
10/10/04
fizeram-me um dia um pedido de desculpas... mas o melhor era terem-me feito literalmente... e no fazer englobo tanto a ejecção, como a injecção da matéria do mundo; da cumplicidade; dos sonhos; da liberdade; ... em suma: daquilo que somos feitos. Sem desculpas, sem pedidos, apenas com o melhor de nós a querer vingar...
01/10/04
a cabeça da Terra; o verde prateado e a marca de cada habitante;
os parafusos que faltam nesta desconexão total;
O QUE SÃO AS PESSOAS?
deixo algumas marcas no teu livro...
talvez em troca das que me deixaste na alma...
rasgo ideias velhas; escritos soltos nas páginas ainda guardadas...
jogo-os no lixo.
sinto cada espaço que gosto como se fosse a minha própria casa.
Pinta-me uma tela!
com os dedos que agilmente serpenteiam as cordas de uma guitarra.
as pessoas são sorrisos que desaparecem um dia.
são eternas, entre as que continuam aqui.
uma fogueira que afinal nem sempre aquece
vidas q u e b r a d a s
vidros e s t i l h a ç a d o s
no meio destas paredes sujas
vivas no meio dos mortos.
regresso religiosamente à minha manta de retalhos. a este meu mundo sem nome
os parafusos que faltam nesta desconexão total;
O QUE SÃO AS PESSOAS?
deixo algumas marcas no teu livro...
talvez em troca das que me deixaste na alma...
rasgo ideias velhas; escritos soltos nas páginas ainda guardadas...
jogo-os no lixo.
sinto cada espaço que gosto como se fosse a minha própria casa.
Pinta-me uma tela!
com os dedos que agilmente serpenteiam as cordas de uma guitarra.
as pessoas são sorrisos que desaparecem um dia.
são eternas, entre as que continuam aqui.
uma fogueira que afinal nem sempre aquece
vidas q u e b r a d a s
vidros e s t i l h a ç a d o s
no meio destas paredes sujas
vivas no meio dos mortos.
regresso religiosamente à minha manta de retalhos. a este meu mundo sem nome
30/09/04
22/09/04
venho aqui... sem papéis na mão, sem concepções prévias, sem nada...
dar um pouco de mim... deixar saudades... ter tempo, num lugar sem (es)paços, no vício dos dedos... que agora não são só três, que agora não têm lápis de carvão...
venho saber de vós... que são também já este pouco de mim; venho, venho, venho...
e vou.
e tenho.
e deixo.
e dou.
e... vim aqui... sem papéis na mão, sem concepções prévias, sem nada...
ter um muito de mim...
dar um pouco de mim... deixar saudades... ter tempo, num lugar sem (es)paços, no vício dos dedos... que agora não são só três, que agora não têm lápis de carvão...
venho saber de vós... que são também já este pouco de mim; venho, venho, venho...
e vou.
e tenho.
e deixo.
e dou.
e... vim aqui... sem papéis na mão, sem concepções prévias, sem nada...
ter um muito de mim...
30/08/04
adoro
quando a minha mãe me chama Carlinha;
a minha irmã me chama Manoca;
a Bárbara, Carlovsky;
a Aninhas ou a Paulinha, Carlota;
o Cerejo, Gema d'Ovo;
o Ricardo, Veríssima;
o Guapo, Vitorina;
o Cláudio, Juba;
quando alguém me chama Linda;
a minha irmã me chama Manoca;
a Isabel, Carlita;
a Kátia, Loira;
a Maria Joana, Carlacoleta;
a Di me chama Veri;
a Bárbara, Carlovsky;
a Aninhas ou a Paulinha, Carlota;
o Cerejo, Gema d'Ovo;
o Ricardo, Veríssima;
o Guapo, Vitorina;
o Cláudio, Juba;
quando alguém me chama Linda;
26/08/04
25/08/04
[a ver]
Tasogare Seibei (2002) a.k.a. Twilight Samurai a.k.a. A Sombra do Samurai
Sinopse
Seibei Iguchi, um samurai de classe baixa, leva uma vida sem glória no Japão do século XIX. Viúvo, com duas filhas e uma mãe senil, ele tem assim de trabalhar e aceitar o que a vida de lhe dá para sobreviver. Mas a vida deste homem vai mudar quando Tomoe, um amor de longa data, se divorcia do brutal marido.
Elenco: Hiroyuki Sanada, Rie Miyazawa, Nenji Kobayashi
Realizado por Yoji Yamada
Critica: Baseado no best-seller de Shuhei Fujisawa, "Tasogare Seibei" segue a história da vida de um samurai de baixo escalão e das suas dificuldades num Japão prestes a sofrer grandes transformações. Estamos no final do período Edo (Tokugawa) e a entrar na era Meiji. Numa pequena localidade perto de Edo (agora conhecido como Tóquio), Iguchi é um samurai com bastantes problemas na vida. A sua mulher faleceu à pouco tempo, a mãe está senil e ainda tem o problema de ter de criar duas filhas com o escasso dinheiro que possui. É devido a estes constragimentos que ele ganha a alcunha de Tasogare (Twilight), pois enquanto os seus colegas depois do trabalho se juntam para beber um copo, ou algo parecido, Iguchi vai para casa, que nem uma flecha, cuidar da sua família e do seu sustento.
A condição humana de Iguchi quase não permite que exista uma separação da chamada “plebe”, e várias vezes ele é confrontado pelo conselho do clã.
O facto de dever dinheiro a quase toda a gente também não é esquecido e existe um certo conformismo geral que Iguchi é um homem em nítida “queda” social e economica, apesar de trabalhar muito.
As personagens são tremendamente humanas, repletas de sentimentos, de estados de espírito e de segredos que se recusam (por palavras) a partilhar. Depois somos ainda confrontados com a vertente social e política dos clãs japoneses, sendo assim ensinados sobre as suas hierarquias e as dificuldades que estavam a ser atravessadas neste momento da história. Teremos ainda espaço para o romance, acção e mesmo comédia, ainda que de forma suave e sempre bem trabalhados num argumento sólido e que não se perde em ninharias. Os diálogos entre as demais personagens são repletos de significado, bem ricos e com uma nítida força humanista que nos atrai imediatamente.
Sinopse
Seibei Iguchi, um samurai de classe baixa, leva uma vida sem glória no Japão do século XIX. Viúvo, com duas filhas e uma mãe senil, ele tem assim de trabalhar e aceitar o que a vida de lhe dá para sobreviver. Mas a vida deste homem vai mudar quando Tomoe, um amor de longa data, se divorcia do brutal marido.
Elenco: Hiroyuki Sanada, Rie Miyazawa, Nenji Kobayashi
Realizado por Yoji Yamada
Critica: Baseado no best-seller de Shuhei Fujisawa, "Tasogare Seibei" segue a história da vida de um samurai de baixo escalão e das suas dificuldades num Japão prestes a sofrer grandes transformações. Estamos no final do período Edo (Tokugawa) e a entrar na era Meiji. Numa pequena localidade perto de Edo (agora conhecido como Tóquio), Iguchi é um samurai com bastantes problemas na vida. A sua mulher faleceu à pouco tempo, a mãe está senil e ainda tem o problema de ter de criar duas filhas com o escasso dinheiro que possui. É devido a estes constragimentos que ele ganha a alcunha de Tasogare (Twilight), pois enquanto os seus colegas depois do trabalho se juntam para beber um copo, ou algo parecido, Iguchi vai para casa, que nem uma flecha, cuidar da sua família e do seu sustento.
A condição humana de Iguchi quase não permite que exista uma separação da chamada “plebe”, e várias vezes ele é confrontado pelo conselho do clã.
O facto de dever dinheiro a quase toda a gente também não é esquecido e existe um certo conformismo geral que Iguchi é um homem em nítida “queda” social e economica, apesar de trabalhar muito.
As personagens são tremendamente humanas, repletas de sentimentos, de estados de espírito e de segredos que se recusam (por palavras) a partilhar. Depois somos ainda confrontados com a vertente social e política dos clãs japoneses, sendo assim ensinados sobre as suas hierarquias e as dificuldades que estavam a ser atravessadas neste momento da história. Teremos ainda espaço para o romance, acção e mesmo comédia, ainda que de forma suave e sempre bem trabalhados num argumento sólido e que não se perde em ninharias. Os diálogos entre as demais personagens são repletos de significado, bem ricos e com uma nítida força humanista que nos atrai imediatamente.
20/08/04
... voltei... depois de umas férias... depois de Sintra, depois de risos, de lágrimas, de queijadinhas, de travesseiros, daquela ginginha..., de confusões, de visitas, da minha mãe, da Andreia, do Alentejo, da seca, de Leiria, do meu aniversário, dos presentes (que amei), dos amigos, das noites, dos livros, dos filmes, dos gatos, do jardim, ...
28/07/04
14/07/04
o melhor da vida
§ um abraço;
# uma boa conversa;
* um beijinho;
} segredarem-me ao ouvido;
;) uma troca de olhares;
| a subtileza;
... o que fica por dizer...
# uma boa conversa;
* um beijinho;
} segredarem-me ao ouvido;
;) uma troca de olhares;
| a subtileza;
... o que fica por dizer...
13/07/04
10/07/04
às vezes acordo a meio da noite a pensar que um dia vou estar morta; que já terei desaparecido para sempre; que já não vou sentir nada disto que me rodeia; que já não vou viver!; e grito para dentro que NÃO QUERO; e grito: PORQUÊ; porque tem de ser asim??
assim como ela 'não sei e não consigo lidar com a morte'.
assim como ela 'não sei e não consigo lidar com a morte'.
09/07/04
fui ver o Shrek 2 e o que aconteceu depois disso só pode ser a continuação do filme; ainda não sei é qual é a parte para rir...
o meu cartão multibanco foi comido pela máquina; encontrei quem não era suposto; saí dali; ia sendo comida por um cão... o meu telemóvel não dá para fazer chamadas (e tenho saldo!); mas de resto: estou sem dinheiro, e a dever ao pessoal... Mas fui a um bar; pedi desesperadamente que me deixassem ficar um pouco, mesmo sem consumir... e estou consumida e também já comia... aquele pêssego ao jantar não chega.
Decidi regressar a casa (de onde talvez, não devesse ter saído)... encontro outro cão... mas este era pequeno, e acho que estava assustado, como eu. Enquanto falava contigo ao telemóvel (sim, porque de repente já funcionava) sinto que estou a ser seguida... viro-me para trás e vejo uns olhos esbugalhados, que me fazem estremecer... felizmente estavas do outro lado... o pior é que se aquele homem decidisse que eu era comida para ele... esse teu outro lada estaria longe demais... Felizmente, ele ia tão cego, que passou por mim rapidamente... De resto, apercebi-me hoje que depois de quase uma hora a falar contigo, o meu saldo continua igual... será caso para dizer: venham mais noites assim?
Burro, onde estás para me salvar? Sim, 'a sério, a sério'...
Aninhas, percebeste?? Acho que tenho uma má notícia... os rios de € que te devo... só 2ª feira... e se este filme tiver um final feliz...
Achas que devia tomar alguma poção?? Ou primeiro devia tentar ser uma Princesa?!
o meu cartão multibanco foi comido pela máquina; encontrei quem não era suposto; saí dali; ia sendo comida por um cão... o meu telemóvel não dá para fazer chamadas (e tenho saldo!); mas de resto: estou sem dinheiro, e a dever ao pessoal... Mas fui a um bar; pedi desesperadamente que me deixassem ficar um pouco, mesmo sem consumir... e estou consumida e também já comia... aquele pêssego ao jantar não chega.
Decidi regressar a casa (de onde talvez, não devesse ter saído)... encontro outro cão... mas este era pequeno, e acho que estava assustado, como eu. Enquanto falava contigo ao telemóvel (sim, porque de repente já funcionava) sinto que estou a ser seguida... viro-me para trás e vejo uns olhos esbugalhados, que me fazem estremecer... felizmente estavas do outro lado... o pior é que se aquele homem decidisse que eu era comida para ele... esse teu outro lada estaria longe demais... Felizmente, ele ia tão cego, que passou por mim rapidamente... De resto, apercebi-me hoje que depois de quase uma hora a falar contigo, o meu saldo continua igual... será caso para dizer: venham mais noites assim?
Burro, onde estás para me salvar? Sim, 'a sério, a sério'...
Aninhas, percebeste?? Acho que tenho uma má notícia... os rios de € que te devo... só 2ª feira... e se este filme tiver um final feliz...
Achas que devia tomar alguma poção?? Ou primeiro devia tentar ser uma Princesa?!
08/07/04
perguntaram-me porque é que aquela série da 2: tem uma bolinha vermelha no canto superior direito... pensei em responder: porque tem cenas eventualmente chocantes, porque fala de homossexualidade, Sida, hipocrisia, amor, traição... porque tem expressões fortes, como algo do género: "a pila revestida a latéx que esteve dentro de mim, passou pela boca daquele gajo"; o que pode ser agressivo às mentes mais sensíveis; ou "Se tudo o que Ele tem para oferecer é a morte, devia ser processado. Como se foi embora, como se atreveu?" ... uma série onde aprendemos que nada se perde para sempre, mas no fim: viramos 3 moléculas de ozono...
pensei que a resposta era de caras, mas fiquei a mastigar a pergunta... e concluo que não concordo nada com aquela bolinha; afinal, se todos estes temas estão cada vez mais entre nós, se é tão normal a homossexualidade, por exemplo, porquê a bolinha??
Será admitir que há uma diferença?
Que ainda há uma diferença?
E meus amigos: não há diferença nenhuma!
Há SENTIMENTO.
Que importa que seja entre dois homens, duas mulheres, ou um homem e uma mulher??
Se entre eles houver amor, não importa mais nada!
Não importa fazer Manifestações, nem Festas, nem Dia do Orgulho Gay!
Se entre ELES, houver amor : Importa não terem uma bolinha vermelha no canto superior direito!!!
pensei que a resposta era de caras, mas fiquei a mastigar a pergunta... e concluo que não concordo nada com aquela bolinha; afinal, se todos estes temas estão cada vez mais entre nós, se é tão normal a homossexualidade, por exemplo, porquê a bolinha??
Será admitir que há uma diferença?
Que ainda há uma diferença?
E meus amigos: não há diferença nenhuma!
Há SENTIMENTO.
Que importa que seja entre dois homens, duas mulheres, ou um homem e uma mulher??
Se entre eles houver amor, não importa mais nada!
Não importa fazer Manifestações, nem Festas, nem Dia do Orgulho Gay!
Se entre ELES, houver amor : Importa não terem uma bolinha vermelha no canto superior direito!!!
07/07/04
~ ~ ~ uma formiga ~ amizade ~ força ~ ensinamentos ~ palavras soltas à tona da àgua ~ determinação ~ peixe ~ risos ~ num rio com pedras ~ nesta cidade ~ coragem ~ numa estatística inigualável ~ nos sabores e saberes das gentes ~ num barco deambulante ~ nesse interior longínquo ~ ~ ~
Porque é esta a nossa arte de ficarmos mais sábios...
Porque um dia li: "Um professor afecta a eternidade; nunca consegue saber onde acaba a sua influência" (Henry Adams)
Porque é esta a nossa arte de ficarmos mais sábios...
Porque um dia li: "Um professor afecta a eternidade; nunca consegue saber onde acaba a sua influência" (Henry Adams)
05/07/04
10.1.04
... só ficou conhecida nas notícias de última hora de um canal qualquer... de todos os canais...: "Mulher dispara o gatilho sobre si mesma"; "Toxicodependente põe fim à vida"; "Estudante desesperada, decide morrer"...
01/07/04
Moby Dick...
alguma vez este livro haveria de chegar às minhas mãos...
Mãos... o que se faz com elas... (?)
Se não tivesse lido El Mundo del Fin del Mundo, de Luis Sepúlveda; se não tivesse tudo aquilo que tive até esse dia...
Se não te tivesse conhecido; se não tivesse conhecido tudo aquilo que conheci até esse dia...
A ti, obrigada; à minha vida, em si mesma, não sei que dizer...
alguma vez eu haveria de vir parar a esta vida...
alguma vez este livro haveria de chegar às minhas mãos...
Mãos... o que se faz com elas... (?)
Se não tivesse lido El Mundo del Fin del Mundo, de Luis Sepúlveda; se não tivesse tudo aquilo que tive até esse dia...
Se não te tivesse conhecido; se não tivesse conhecido tudo aquilo que conheci até esse dia...
A ti, obrigada; à minha vida, em si mesma, não sei que dizer...
alguma vez eu haveria de vir parar a esta vida...
24/06/04
rescaldo da noite: muita martelada na cabeça, algum alho porro no nariz alho-porro, sardinha assada a 0.40 cêntimos (sim 0.40!), cerveja a 0.60, broa de Avintes e pimento assado à descrição, mesas tortas sobre a calçada, muita música pimba e gente para dançar... até houve briga da feia entre dois homens, porque um deles queria dançar comigo... só visto...
visto... muito mal o fogo de artifício, que começou fora de horas e desapareceu por tempos intermináveis...
esta noite não teve Ribeira, nem o baile de Miragaia... que é o melhor... não teve Martino a dançar...; mas teve Isabel (tem sempre Isabel), Maria Joana, Gustávio, Rita, Kátia, Filipe de Portugal (que é da Madeira)... as migas Rita e Jacinta, pela sua primeira vez no S. João, carago!!
teve um homem a masturbar-se no meio da rua... teve bailes... teve os Clérigos de vermelho e verde...
estive cá...
visto... muito mal o fogo de artifício, que começou fora de horas e desapareceu por tempos intermináveis...
esta noite não teve Ribeira, nem o baile de Miragaia... que é o melhor... não teve Martino a dançar...; mas teve Isabel (tem sempre Isabel), Maria Joana, Gustávio, Rita, Kátia, Filipe de Portugal (que é da Madeira)... as migas Rita e Jacinta, pela sua primeira vez no S. João, carago!!
teve um homem a masturbar-se no meio da rua... teve bailes... teve os Clérigos de vermelho e verde...
estive cá...
23/06/04
22/06/04
16/06/04
nos blogs, há um aniversariante, e continua a haver um espaço reservado aos vossos comentários... em v;rgulas... será que não tenho amigos...? sim, isto é um apelo ao "voto"comentário... tou pior que o aniversariante... PARABÉNS, já agora;)
11/06/04
entro todos os dias no teu blog, como religiosamente os crentes vão à missa. a minha 'fé' vai ficando cada vez mais forte; as tuas palavras são o 'meu Deus das pequenas coisas'; e descubro a cada hora esse sentimento de amor-ódio pelos blogs, a que tanta gente fez e faz referência.
isto é um mundo... é horrível... há sempre um texto que ainda não lemos; um comentário que ainda não escrevemos; há mais uma fotografia a acrescentar; há o actualizarmo-nos e pôr-mos uma música no nosso blog; há um amigo que queremos linkar; há os que não conhecemos, mas que visitam de surpresa o nosso blog; há uma vida privada nessas páginas; há quem se queixe do aparecimento do seu blog, associado a certo tipo de buscas...
há sentimentos; há idea's, há partilha; há uma Lénia apaixonada; uma Lénia triste; há um Pedro licenciado; outro, que por mais que eu 'vá à missa' não percebo o que faz na vida... e depois queixa-se que o blog aparece associado a sites menos lícitos... tss tss...;
há esse ricardo, que dispensa apresentações, já que é permanentemente linkado, elogiado, comentado, ...ado (note-se: acaba de ser novamente, e uma vez mais, citado no meu próprio blog). Deves andar a oferecer telas ao pessoal...
há empenho; há diferença; há cor; há vidas; há dependência; há a minha paz; há coragem;
é um 'fenómeno', dizem os jornalistas, como se fosse uma anormalidade, já que só o anormal é notícia. dos que vão à missa religiosamente ninguém fala. não são menos nem mais do que nós. têm o seu amor-ódio, o seu vício, fazem os seus comentários enquanto o padre diz '...por minha culpa, minha tão grande culpa...' ("por tu culpa", repetiria Paquito); confessam-lhe a sua vida privada e são perdoados.
há medo; há horas a fio a bater textos; há inovação, há a raiva de quem é vaidoso e quer mudar o visual ao blog; há gente como eu, a escrever um texto como este; há vocês a lerem-me neste momento (muito obrigado, desde já);
há mais alguma coisa em comum, em todos nós? (por favor deixem as vossas respostas no espaço reservado a comentários, é só clicar em v;rgulas)
isto é um mundo... é horrível... há sempre um texto que ainda não lemos; um comentário que ainda não escrevemos; há mais uma fotografia a acrescentar; há o actualizarmo-nos e pôr-mos uma música no nosso blog; há um amigo que queremos linkar; há os que não conhecemos, mas que visitam de surpresa o nosso blog; há uma vida privada nessas páginas; há quem se queixe do aparecimento do seu blog, associado a certo tipo de buscas...
há sentimentos; há idea's, há partilha; há uma Lénia apaixonada; uma Lénia triste; há um Pedro licenciado; outro, que por mais que eu 'vá à missa' não percebo o que faz na vida... e depois queixa-se que o blog aparece associado a sites menos lícitos... tss tss...;
há esse ricardo, que dispensa apresentações, já que é permanentemente linkado, elogiado, comentado, ...ado (note-se: acaba de ser novamente, e uma vez mais, citado no meu próprio blog). Deves andar a oferecer telas ao pessoal...
há empenho; há diferença; há cor; há vidas; há dependência; há a minha paz; há coragem;
é um 'fenómeno', dizem os jornalistas, como se fosse uma anormalidade, já que só o anormal é notícia. dos que vão à missa religiosamente ninguém fala. não são menos nem mais do que nós. têm o seu amor-ódio, o seu vício, fazem os seus comentários enquanto o padre diz '...por minha culpa, minha tão grande culpa...' ("por tu culpa", repetiria Paquito); confessam-lhe a sua vida privada e são perdoados.
há medo; há horas a fio a bater textos; há inovação, há a raiva de quem é vaidoso e quer mudar o visual ao blog; há gente como eu, a escrever um texto como este; há vocês a lerem-me neste momento (muito obrigado, desde já);
há mais alguma coisa em comum, em todos nós? (por favor deixem as vossas respostas no espaço reservado a comentários, é só clicar em v;rgulas)
30/05/04
crónica escrita por mim e falada pelo Alberto, enquanto estávamos sentados numa mesa do café
- não gosto deste tipo. é muito penteadinho. é muito lindinho. tá sempre rodeado de gajas, não sabe o que quer; dá a muitas o seu pouco. é muito branco, sem sabor.
- gosto daquele grande, de cabelo grande. é fotógrafo.
gosto da rapariga gorda com o Swatch; cheira a coco; vim atrás dela na rua. apetecia-me dizer-lhe "obrigado pelo teu cheirinho a coco", mas ela ia olhar para mim assim....
- olha, gosto daquela ruiva; trabalha numa galeria, é uma pessoa de cara limpa.
- eu não sou nenhum juíz, estou só a exercer o meu poder: julgar o gosto...
-- como é que te chamas?
- Alberto Vilanua.
-- Vilanua é tudo junto?
- sim, Vilanua. (Viladespida)
- Alberto, também é tudo junto!
- a ruiva é toda colorida nas roupas; já o cabelo é colorido.
- há os sem coragem... como nós há mais pessoas que vêm aqui para observar.
- também me pergunto o que venho aqui fazer. venho ver-me nos outros; venho ser olhado...
- há pessoas com olhar completamente despojado; não consegues discernir se estão a criticar-te, ou simplesmente a olhar... nem sequer querem saber a cor da tua camisola, nem nada.
- nós julgamos sempre por comparação; é comum dizer "aquele gajo é feio", só para nos sentirmos melhor.
- olha, mas pára de escrever o que eu digo. vamos só conversar.
(...)
- o Luís tem uma irmã muito bonita, de lábio fino, feições finas, baixinha...
(...)
Eu e o Alberto, dirigiamo-nos à saída, quando o empregado do café me chamou para pagar a bebida que tinha pedido. Voltei para trás e quando saí finalmente, o Alberto tinha desaparecido... deixara de estar junto...
- gosto daquele grande, de cabelo grande. é fotógrafo.
gosto da rapariga gorda com o Swatch; cheira a coco; vim atrás dela na rua. apetecia-me dizer-lhe "obrigado pelo teu cheirinho a coco", mas ela ia olhar para mim assim....
- olha, gosto daquela ruiva; trabalha numa galeria, é uma pessoa de cara limpa.
- eu não sou nenhum juíz, estou só a exercer o meu poder: julgar o gosto...
-- como é que te chamas?
- Alberto Vilanua.
-- Vilanua é tudo junto?
- sim, Vilanua. (Viladespida)
- Alberto, também é tudo junto!
- a ruiva é toda colorida nas roupas; já o cabelo é colorido.
- há os sem coragem... como nós há mais pessoas que vêm aqui para observar.
- também me pergunto o que venho aqui fazer. venho ver-me nos outros; venho ser olhado...
- há pessoas com olhar completamente despojado; não consegues discernir se estão a criticar-te, ou simplesmente a olhar... nem sequer querem saber a cor da tua camisola, nem nada.
- nós julgamos sempre por comparação; é comum dizer "aquele gajo é feio", só para nos sentirmos melhor.
- olha, mas pára de escrever o que eu digo. vamos só conversar.
(...)
- o Luís tem uma irmã muito bonita, de lábio fino, feições finas, baixinha...
(...)
Eu e o Alberto, dirigiamo-nos à saída, quando o empregado do café me chamou para pagar a bebida que tinha pedido. Voltei para trás e quando saí finalmente, o Alberto tinha desaparecido... deixara de estar junto...
20/05/04
Meus amigos, pior que crónicas sobre a vida de estudante, só mesmo as aulas práticas de Fisiologia Vegetal Complementar (mais conhecida por FVC) (também tinha que começar por F...; F*D*S*E...), às quais não vou sequer perder o meu tempo a fazer comentários... (e agora estas reticências não é porque não apanhei o que a Professora (que consegue ser mais nova que eu) diz.
Venham assistir e depois falamos! Mas Boa Sorte!
Como perguntou a Kátia, na aula: "Ké ké pá fázê?"; ao que o Filipe de Portugal (que é da Madeira), respondeu: "Não sei, faz um ar de concentrada e descansa."
Venham assistir e depois falamos! Mas Boa Sorte!
Como perguntou a Kátia, na aula: "Ké ké pá fázê?"; ao que o Filipe de Portugal (que é da Madeira), respondeu: "Não sei, faz um ar de concentrada e descansa."
19/05/04
a mana perguntou-me onde estava ele no meio daquela infância toda. retornei-lhe a questão e pensei na minha resposta ao 20040418 do Pedro: sabes, ... não entra no meu quarto, não vem ter comigo, nem me diz um "então" enquanto me faz uma festa na nuca, também não volta costas, nem sai, nem vai embora. não é típico. não acontece desde que me lembro. não espero. não respondo, não é possível, não é isto que tem que acontecer. dura a eternidade atrás de mim... 24 anos...
18/05/04
crónica sobre a vida de estudante
Aula de Fisiologia Animal Complementar (mais conhecida por FAC) (mas bem que podia ser FUCK); 14.30;
Forma simples de um Receptor: célula nervosa com ramificações para a superfície do corpo... (e já não apanhei o resto)
... (uso reticências para quando não apanho o que os Professores dizem)
Corpúsculos de Meissner (é assim que se escreve; acabo de ver nas folhas mal fotocopiadas no Editorial): sensações de tacto fino.
Mais fundo na pele há receptores de Ruffini (a Salvadora da Pátria dos Aflitos é Rufino, se calhar vem daqui); e mais fundo temos os de Passini (nas folhas vem Pacinian corpuscle).
...
Receptores especializados para estímulos de natureza química (esqueci-me de referir, que além das reticências, uso MUITAS abreviaturas, e numa situação normal, este texto ocuparia menos de 1/3 do espaço [é como na cadeira de Avasculares em que o pecíolo tem de grossura menos de 1/2 mm de diâmetro, na entrada 24a e mais de 1/2mm na entrada 24b. Já agora memorizem isto: 1,3,13,14,99, e quando descobrirem o que é avisem! Prémio para a pessoa mais rápida: ... não sei (e desta vez não são reticências para quando não apanho)...]): gosto e olfacto.
Neurónios bipolares: ...
Lâmina pp do conj., c/ tec froxo, típica ds axónios bipolars (só para terem uma ideia real das abreviaturas)
...
Íris: com vasos sanguíneos dispostos radialmente; tecido conjuntivo com capacidade de acumular pigmentos; e com um orifício central - a pupila (sim, o preto dos vossos olhos não existe; é mesmo um buraco, que afinal não aumenta ou diminui; porque quem aumenta ou diminui é a íris. [é mais ou menos como dizermos que o Sol se põe e nasce, quando na realidade nunca sai do sítio])
Olhos vermelhos, por incrível que pareça não quer dizer que tenham andado a fumar certo tipo de substâncias, mas sim que Não têm Capacidade de Acumular Pigmento!!
...
ora serrata...
...
Retina cega: c/2camads d cels
... Vitamina A, da cenoura, para se formarem pigmentos visuais, para podermos continuar a ver...
Receptores auditivos: Ouvido Externo...; Ouvido Médio, com ar lá dentro; Ouvido Interno, com células nervosas, anéis semi-circulares, vestíbulo e cóclea. No vestíbulo há grãos de Carbonato de Cálcio (a típica areia que temos nas nossas cabeças) (uns com mais do que outros...)
... o escape é na zona do caracol... (ainda bem, que além de loira, tenho areia na cabeça e caracóis no cabelo... o que quer dizer que sou uma pessoa normal, com tudo no sítio...)
... ~~modilo~~ (~~ é o que uso para sublinhar as palavras que não percebo)
... mesmo se a estimulação for contínua faz mal... (N.B.: matéria lecionada numa aula de FUCK)
E baseada em algo que editaram num Blog, no outro dia: “Quem disse que era giro estudar Biologia?”. Eu gosto, mas às vezes....
Forma simples de um Receptor: célula nervosa com ramificações para a superfície do corpo... (e já não apanhei o resto)
... (uso reticências para quando não apanho o que os Professores dizem)
Corpúsculos de Meissner (é assim que se escreve; acabo de ver nas folhas mal fotocopiadas no Editorial): sensações de tacto fino.
Mais fundo na pele há receptores de Ruffini (a Salvadora da Pátria dos Aflitos é Rufino, se calhar vem daqui); e mais fundo temos os de Passini (nas folhas vem Pacinian corpuscle).
...
Receptores especializados para estímulos de natureza química (esqueci-me de referir, que além das reticências, uso MUITAS abreviaturas, e numa situação normal, este texto ocuparia menos de 1/3 do espaço [é como na cadeira de Avasculares em que o pecíolo tem de grossura menos de 1/2 mm de diâmetro, na entrada 24a e mais de 1/2mm na entrada 24b. Já agora memorizem isto: 1,3,13,14,99, e quando descobrirem o que é avisem! Prémio para a pessoa mais rápida: ... não sei (e desta vez não são reticências para quando não apanho)...]): gosto e olfacto.
Neurónios bipolares: ...
Lâmina pp do conj., c/ tec froxo, típica ds axónios bipolars (só para terem uma ideia real das abreviaturas)
...
Íris: com vasos sanguíneos dispostos radialmente; tecido conjuntivo com capacidade de acumular pigmentos; e com um orifício central - a pupila (sim, o preto dos vossos olhos não existe; é mesmo um buraco, que afinal não aumenta ou diminui; porque quem aumenta ou diminui é a íris. [é mais ou menos como dizermos que o Sol se põe e nasce, quando na realidade nunca sai do sítio])
Olhos vermelhos, por incrível que pareça não quer dizer que tenham andado a fumar certo tipo de substâncias, mas sim que Não têm Capacidade de Acumular Pigmento!!
...
ora serrata...
...
Retina cega: c/2camads d cels
... Vitamina A, da cenoura, para se formarem pigmentos visuais, para podermos continuar a ver...
Receptores auditivos: Ouvido Externo...; Ouvido Médio, com ar lá dentro; Ouvido Interno, com células nervosas, anéis semi-circulares, vestíbulo e cóclea. No vestíbulo há grãos de Carbonato de Cálcio (a típica areia que temos nas nossas cabeças) (uns com mais do que outros...)
... o escape é na zona do caracol... (ainda bem, que além de loira, tenho areia na cabeça e caracóis no cabelo... o que quer dizer que sou uma pessoa normal, com tudo no sítio...)
... ~~modilo~~ (~~ é o que uso para sublinhar as palavras que não percebo)
... mesmo se a estimulação for contínua faz mal... (N.B.: matéria lecionada numa aula de FUCK)
E baseada em algo que editaram num Blog, no outro dia: “Quem disse que era giro estudar Biologia?”. Eu gosto, mas às vezes....
16/05/04
a minha mãe
Lembras-te de quando me compravas laços na pastelaria da cidade?
Tenho saudades desses sabores da infância, daquela inocência..., de não haver responsabilidades, a não ser a de ser criança.
Lembro-me de quando me deixavas em casa da tia e ela me dava aquele leite instantâneo, que eu detestava.
Lembras-te de quando íamos às compras aos sábados de manhã?
Lembro-me de vir da escola, no Verão, abrir a porta de casa e rebolar no chão fresco da entrada.
Hoje sonhei com essa casa... o pátio, os coelhos, o poço, a casa de banho na rua, os porcos, os pombos, aquela pereira lá atrás, o Tobias... lembras-te quando o lenhador dormiu ao lado dele e acordou cheio de pulgas? Rimo-nos tanto!
Lembro-me de dar leite ao cabritinho com uma tetina posta no gargalo de uma garrafa de cerveja; das arcas de madeira no sótão; de ir às amoras em Agosto, com o Gabriel e as irmãs; da “Gente fina é outra coisa”... o que eu adorava aquela cabra dentro de casa, aqueles labirintos debaixo da estrada...
Lembras-te dos disparates que a mana dizia? – Mamã põe-me pasta dos dentes na escova, que eu não sei quantos metros são; - Mamã, anda cá que a Putchie vai ao telefone!...
Lembro-me de cavalgar em cima do meu leão de peluche. Ainda está cá em casa, junto ao cão castanho e à patinha de vestido vermelho.
Lembro-me daquela cadeira pequenina de madeira, em que sentavas a mana, na esperança que ela ficasse um minuto quieta; agora sentei nela o cão castanho.
A Rita e o Pedro, que lhes aconteceu? Esses bonecos são feitos de quê? Ficam ali, anos e anos nas nossas mãos, têm a vida que lhes damos, fazem o que a nossa imaginação quer e continuam pacíficos quando já não lhe imaginamos nada; quando os sentamos numa cadeira...
Se pudessem de repente ter vida, que diriam? Será que nos davam vida a nós, e com a sua imaginação faziam-nos o que quisessem?
Lembras-te da minha mala da escola primária? Com uns baloiços desenhados, os cubos com números, um escorrega... amarela e branca... não havia outra igual. Que lhe aconteceu?
Lembro-me dos Desenhos Animados: A Floresta Verde (com aquele passaroco a gritar: há perigo; há perigo!); a Alice no País das Maravilhas; a Heidi; o Sítio do Pica-Pau Amarelo; o Bocas; o Scooby Doo; os Marretas; os Estapafúrdios... o do toyosoio,soiotoyo; o Alf; o Tom Sawyer (e aquela casa na árvore, do Huckleberry Finn); o La vie, La vie; o Pepe Legal (Babalú, pra pensar estou cá eu...)...
Lembras-te das histórias que nos lias? A Anita; o Tucano Narigudo; as Fábulas de La Fontaine; As Histórias do Avozinho; o Grande Livro dos Animais... ainda me lembro de Como o Mano Coelho escapou à Raposa: - faz de mim o que quiseres, Mana Raposa. Assa-me, enforca-me, atira-me para o fundo do rio, esfola-me, fura-me os olhos, arranca-me as orelhas, mas por favor não me atires para aquelas silvas.
Lembro-me da banheira cor-de-rosa; das papas de farinha que fazias; dos beijinhos que dava na testa enorme da mana; da tua boneca no sótão; de quando eu e a mana entornávamos o leite todas as manhãs...
Lembras-te quando a mana levou as botas de lã de ovelha com a mini-saia de ganga, no dia em que o fotógrafo ia à escola?
Lembro-me de jogarmos à Cabra-cega; à Mamã dá Licença; à Meia-Noite; ao Passará-Passará. Lembro-me da D. Florinda, que punha uma peruca sempre que ia lá o fotógrafo; dos disparates que o homem dizia, só para nos fazer rir; lembro-me das mesas da sala de aula; de dizeres que o Gabriel tinha bicho carpinteiro no rabo, pois não parava quieto na cadeira, e no fim de mostrar os trabalhos à Professora, passava por debaixo das mesas para ir para o lugar; Lembro-me dos livros: o Papú, o Beija-Flor; de fazermos patinhos amarelos de cartolina, para oferecer aos meninos, quando faziam anos; lembro-me de como sempre fiquei triste por fazer anos em Agosto e nunca me terem oferecido um patinho...
Lembro-me de bater na cabeça do Gabriel com o meu Bom-Companheiro e de ele se deixar cair direitinho no meio do chão; lembro-me de chupar os caules das luzernas; de ir com a mana ao leite, a casa da Lúcia, e ficar a brincar com a Raquel, e tu a gritares para irmos para casa e a perguntar Não chega já de brincadeira?, e a nossa resposta era sempre a mesma Ó mamã, mas ainda não brincámos nada hoje...
Lembro-me das músicas que ouvíamos vezes sem conta; de ver o Dallas, o Barco do Amor, o Duarte e Companhia... aquele Citroên igual ao nosso...; de ter medo quando começava o Twin Peaks.
Lembras-te de me chamares Joãozinho das Flores?
Hoje sonhei com essa infância...
Tenho saudades desses sabores da infância, daquela inocência..., de não haver responsabilidades, a não ser a de ser criança.
Lembro-me de quando me deixavas em casa da tia e ela me dava aquele leite instantâneo, que eu detestava.
Lembras-te de quando íamos às compras aos sábados de manhã?
Lembro-me de vir da escola, no Verão, abrir a porta de casa e rebolar no chão fresco da entrada.
Hoje sonhei com essa casa... o pátio, os coelhos, o poço, a casa de banho na rua, os porcos, os pombos, aquela pereira lá atrás, o Tobias... lembras-te quando o lenhador dormiu ao lado dele e acordou cheio de pulgas? Rimo-nos tanto!
Lembro-me de dar leite ao cabritinho com uma tetina posta no gargalo de uma garrafa de cerveja; das arcas de madeira no sótão; de ir às amoras em Agosto, com o Gabriel e as irmãs; da “Gente fina é outra coisa”... o que eu adorava aquela cabra dentro de casa, aqueles labirintos debaixo da estrada...
Lembras-te dos disparates que a mana dizia? – Mamã põe-me pasta dos dentes na escova, que eu não sei quantos metros são; - Mamã, anda cá que a Putchie vai ao telefone!...
Lembro-me de cavalgar em cima do meu leão de peluche. Ainda está cá em casa, junto ao cão castanho e à patinha de vestido vermelho.
Lembro-me daquela cadeira pequenina de madeira, em que sentavas a mana, na esperança que ela ficasse um minuto quieta; agora sentei nela o cão castanho.
A Rita e o Pedro, que lhes aconteceu? Esses bonecos são feitos de quê? Ficam ali, anos e anos nas nossas mãos, têm a vida que lhes damos, fazem o que a nossa imaginação quer e continuam pacíficos quando já não lhe imaginamos nada; quando os sentamos numa cadeira...
Se pudessem de repente ter vida, que diriam? Será que nos davam vida a nós, e com a sua imaginação faziam-nos o que quisessem?
Lembras-te da minha mala da escola primária? Com uns baloiços desenhados, os cubos com números, um escorrega... amarela e branca... não havia outra igual. Que lhe aconteceu?
Lembro-me dos Desenhos Animados: A Floresta Verde (com aquele passaroco a gritar: há perigo; há perigo!); a Alice no País das Maravilhas; a Heidi; o Sítio do Pica-Pau Amarelo; o Bocas; o Scooby Doo; os Marretas; os Estapafúrdios... o do toyosoio,soiotoyo; o Alf; o Tom Sawyer (e aquela casa na árvore, do Huckleberry Finn); o La vie, La vie; o Pepe Legal (Babalú, pra pensar estou cá eu...)...
Lembras-te das histórias que nos lias? A Anita; o Tucano Narigudo; as Fábulas de La Fontaine; As Histórias do Avozinho; o Grande Livro dos Animais... ainda me lembro de Como o Mano Coelho escapou à Raposa: - faz de mim o que quiseres, Mana Raposa. Assa-me, enforca-me, atira-me para o fundo do rio, esfola-me, fura-me os olhos, arranca-me as orelhas, mas por favor não me atires para aquelas silvas.
Lembro-me da banheira cor-de-rosa; das papas de farinha que fazias; dos beijinhos que dava na testa enorme da mana; da tua boneca no sótão; de quando eu e a mana entornávamos o leite todas as manhãs...
Lembras-te quando a mana levou as botas de lã de ovelha com a mini-saia de ganga, no dia em que o fotógrafo ia à escola?
Lembro-me de jogarmos à Cabra-cega; à Mamã dá Licença; à Meia-Noite; ao Passará-Passará. Lembro-me da D. Florinda, que punha uma peruca sempre que ia lá o fotógrafo; dos disparates que o homem dizia, só para nos fazer rir; lembro-me das mesas da sala de aula; de dizeres que o Gabriel tinha bicho carpinteiro no rabo, pois não parava quieto na cadeira, e no fim de mostrar os trabalhos à Professora, passava por debaixo das mesas para ir para o lugar; Lembro-me dos livros: o Papú, o Beija-Flor; de fazermos patinhos amarelos de cartolina, para oferecer aos meninos, quando faziam anos; lembro-me de como sempre fiquei triste por fazer anos em Agosto e nunca me terem oferecido um patinho...
Lembro-me de bater na cabeça do Gabriel com o meu Bom-Companheiro e de ele se deixar cair direitinho no meio do chão; lembro-me de chupar os caules das luzernas; de ir com a mana ao leite, a casa da Lúcia, e ficar a brincar com a Raquel, e tu a gritares para irmos para casa e a perguntar Não chega já de brincadeira?, e a nossa resposta era sempre a mesma Ó mamã, mas ainda não brincámos nada hoje...
Lembro-me das músicas que ouvíamos vezes sem conta; de ver o Dallas, o Barco do Amor, o Duarte e Companhia... aquele Citroên igual ao nosso...; de ter medo quando começava o Twin Peaks.
Lembras-te de me chamares Joãozinho das Flores?
Hoje sonhei com essa infância...
25/04/04
05/04/04
não há fórmulas e eu criei o meu mundo sozinha... e estas são as minhas fórmulas.
Ser bonita afinal é tão fácil... ser boa é que é difícil.
A cena não está em termos um mundo bom, mas em deixarmos um mundo bom. (alguém já disse algo deste género)
Aliás, se isto já tivesse sido feito antes de nós; teríamos um mundo bom!
O que é que de mim está nas minhas mãos? E nas dos outros?
Onde está o "Você está aqui"?
Onde é que... ?
Finjo felicidade.
Finjo prazer feito uma mulher.
Os bichos são tão tranquilos.
Quero ser bicho.
Infiltro-me na felicidade dos outros e tento roubar resquícios de sentimentos para mim.
Não tenho nada construído, a não ser estas frases soltas...
e uma "tecla encravada" e um meio termo que não consigo encontrar; mas tem que existir equilíbrio??
relembro uma das nossas primeiras conversas; relembro aquela no banco de jardim do Palácio... compreendo-te, mas parece que nunca estamos na mesma cena...
relembro uma noite em tua casa, um filme, esse teu sorriso sempre... esse teu sorriso...
os teus raros abraços... mas bons...
o melhor da vida
... segredarem-me ao ouvido ...
Não tenho direito a introduzir-me na vida das outras pessoas... mas faço-o constantemente.
Quantos mais filmes faço, menos actores tenho; não posso querer controlar a cena.
O que é que ganhaste estes anos todos em estar isolado? O que é que perdeste?
se os preservativos falassem, que diriam?
Têm todos uma pancada; cada um com uma pancada a mais que o outro;
Onde anda o que tem uma pancada a menos que eu?
que directrizes usas quando estás em retiro? se é que há directrizes...
é auto-gestão? ou tens uma filosofia de base?
...
sinto que todos ralham comigo...
Planos/Bichos
verde: a minha casa... no verde laranja das folhas brancas das árvores...
Respiração
Ausência de pensamento
Acumulação de energia
Alimentação?
Bebida?
sinto-me uma morta-viva na imensidão de ruídos da Natureza; são breves e rápidos flashes... não sei explicar... é como que a eternidade num momento... com paz; sem pensar; sem preocupações; sem nada, mas com tudo
Estive na minha paz... no meu jardim...
(...) ele deu-me paz... deixou-me sonhar... e ser outra vez e uma vez mais:
inocente
inocente em paz
Aqui jazz esta melodia
o meu jardim é qualquer lugar onde esteja só; onde seja eu...
nem sequer há despedidas... nem... os carros que passam, nem todo este betão... nem nada destrói o meu espaço; o meu momento a dois comigo outra.
a paz está em mim e nalgumas pessoas minhas amigas, Sempre!
Adorava entabular uma conversa com os velhinhos que se cruzam comigo nas ruas...
olho-te sozinha, sentada noutras escadas, paralelas às minhas. que fazes aí?
... desces as escadas; passas mesmo à minha frente... olhas-me sem sorrir; olho-te sem sorrir; viras na primeira esquina; é a minha rua; e desapareces para sempre.
rm: já experimentaste escrever 10 linhas que fossem?
ainda não experimentei pintar uma tela que seja.
Escrevo mil textos diferentes ao mesmo tempo... absorvo mil coisas diferentes ao mesmo tempo.
está na minha hora.
Vamos! (eu e eu)
- Não; não vamos!
Chegam dois desconhecidos; entram no carro, e no último segundo desço as escadas a correr e entro no carro deles:
- Vamos! (eu, eu, ele e ele)
dormi uma sesta no jardim; "acorditava" de vez em quando e era como se viesse de uma viagem, de um outro mundo e tivesse sido largada instantaneamente algures num "não sei"
Faço aquilo que amo: ESCREVO
tenho outra vez este lápis vermelho de carvão... entre três dedos...
absorvo, absorvo, absorvo... tenho tudo isto para vos dar...
absorvam, absorvam, absorvam...
e por fim: o meu sorriso de menina inocente!
Agarro com força o meu caderno; beijo-o;
sussuro ao ouvido do meu lápis: amo-te!
Carla; 05/04/04
Não: sem Carla, sem data; isto tudo acaba aqui:
Ser bonita afinal é tão fácil... ser boa é que é difícil.
A cena não está em termos um mundo bom, mas em deixarmos um mundo bom. (alguém já disse algo deste género)
Aliás, se isto já tivesse sido feito antes de nós; teríamos um mundo bom!
O que é que de mim está nas minhas mãos? E nas dos outros?
Onde está o "Você está aqui"?
Onde é que... ?
Finjo felicidade.
Finjo prazer feito uma mulher.
Os bichos são tão tranquilos.
Quero ser bicho.
Infiltro-me na felicidade dos outros e tento roubar resquícios de sentimentos para mim.
Não tenho nada construído, a não ser estas frases soltas...
e uma "tecla encravada" e um meio termo que não consigo encontrar; mas tem que existir equilíbrio??
relembro uma das nossas primeiras conversas; relembro aquela no banco de jardim do Palácio... compreendo-te, mas parece que nunca estamos na mesma cena...
relembro uma noite em tua casa, um filme, esse teu sorriso sempre... esse teu sorriso...
os teus raros abraços... mas bons...
o melhor da vida
... segredarem-me ao ouvido ...
Não tenho direito a introduzir-me na vida das outras pessoas... mas faço-o constantemente.
Quantos mais filmes faço, menos actores tenho; não posso querer controlar a cena.
O que é que ganhaste estes anos todos em estar isolado? O que é que perdeste?
se os preservativos falassem, que diriam?
Têm todos uma pancada; cada um com uma pancada a mais que o outro;
Onde anda o que tem uma pancada a menos que eu?
que directrizes usas quando estás em retiro? se é que há directrizes...
é auto-gestão? ou tens uma filosofia de base?
...
sinto que todos ralham comigo...
Planos/Bichos
verde: a minha casa... no verde laranja das folhas brancas das árvores...
Respiração
Ausência de pensamento
Acumulação de energia
Alimentação?
Bebida?
sinto-me uma morta-viva na imensidão de ruídos da Natureza; são breves e rápidos flashes... não sei explicar... é como que a eternidade num momento... com paz; sem pensar; sem preocupações; sem nada, mas com tudo
Estive na minha paz... no meu jardim...
(...) ele deu-me paz... deixou-me sonhar... e ser outra vez e uma vez mais:
inocente
inocente em paz
Aqui jazz esta melodia
o meu jardim é qualquer lugar onde esteja só; onde seja eu...
nem sequer há despedidas... nem... os carros que passam, nem todo este betão... nem nada destrói o meu espaço; o meu momento a dois comigo outra.
a paz está em mim e nalgumas pessoas minhas amigas, Sempre!
Adorava entabular uma conversa com os velhinhos que se cruzam comigo nas ruas...
olho-te sozinha, sentada noutras escadas, paralelas às minhas. que fazes aí?
... desces as escadas; passas mesmo à minha frente... olhas-me sem sorrir; olho-te sem sorrir; viras na primeira esquina; é a minha rua; e desapareces para sempre.
rm: já experimentaste escrever 10 linhas que fossem?
ainda não experimentei pintar uma tela que seja.
Escrevo mil textos diferentes ao mesmo tempo... absorvo mil coisas diferentes ao mesmo tempo.
está na minha hora.
Vamos! (eu e eu)
- Não; não vamos!
Chegam dois desconhecidos; entram no carro, e no último segundo desço as escadas a correr e entro no carro deles:
- Vamos! (eu, eu, ele e ele)
dormi uma sesta no jardim; "acorditava" de vez em quando e era como se viesse de uma viagem, de um outro mundo e tivesse sido largada instantaneamente algures num "não sei"
Faço aquilo que amo: ESCREVO
tenho outra vez este lápis vermelho de carvão... entre três dedos...
absorvo, absorvo, absorvo... tenho tudo isto para vos dar...
absorvam, absorvam, absorvam...
e por fim: o meu sorriso de menina inocente!
Agarro com força o meu caderno; beijo-o;
sussuro ao ouvido do meu lápis: amo-te!
Carla; 05/04/04
Não: sem Carla, sem data; isto tudo acaba aqui:
28/03/04
o melhor da vida
os jantares em minha casa; o Strogonoff de Palmito da Joana; o meu Alho-francês à Brás; as caipirinhas da Kátia; o sorriso do Andrew; as festas Erasmus; os meus amigos; as gaivotas; o cheiro dos lápis de cera; uma boa conversa; as surpresas; o Pinguim Café; as saídas de campo; esta liberdade; escrever; a vida, basicamente.
12/03/04
11/03/04
... reticências. ponto, vírgula Subi a esse sonho e fui para longe ainda a fingir. ponto
parágrafo Estava sempre comigo: dois pontos esse azul, vírgula ou será verde? ponto de interrogação
parágrafo Não sei, vírgula no mínimo é um sorriso, vírgula o teu sorriso sempre à minha espera. ponto
parágrafo Aqui neste algures tão perto, vírgula afinal. ponto final
parágrafo Estava sempre comigo: dois pontos esse azul, vírgula ou será verde? ponto de interrogação
parágrafo Não sei, vírgula no mínimo é um sorriso, vírgula o teu sorriso sempre à minha espera. ponto
parágrafo Aqui neste algures tão perto, vírgula afinal. ponto final
04/03/04
Sinto o cheiro da tua sala... do teu quarto...
Deito-me ao teu lado no sofá. Sinto os teus braços no meu corpo.
Reescrevo o nosso acaso... a história que nos fez deitar no mesmo sofá... mas começam a escassear-me as letras... porque ainda me custa explicar os acasos... ... e não quer dizer que tenha que existir uma explicação, certo?
Deito-me ao teu lado no sofá. Sinto os teus braços no meu corpo.
Reescrevo o nosso acaso... a história que nos fez deitar no mesmo sofá... mas começam a escassear-me as letras... porque ainda me custa explicar os acasos... ... e não quer dizer que tenha que existir uma explicação, certo?
03/03/04
02/03/04
01/03/04
29/02/04
Noutras folhas
...arrasto o carvão na penumbra da noite. sentem-se tremores; mas não consigo ter medo. Continuo a arrastar... é viciante.
27/02/04
26/02/04
Apanho o 54 na paragem junto a minha casa; enquanto converso com o motorista para saber como chegar ao meu destino, o meu destino muda por momentos.
Lá atrás uma mulher diz que há um homem inanimado ao seu lado. Ligo imediatamente para o 112, o médico faz-me mil e uma perguntas e diz-me para virarmos o senhor para o lado esquerdo. Enquanto a ambulância não vem, corro ao Centro de Saúde, ali mesmo ao lado e pergunto se há algum médico que possa ir ajudar o senhor. Impossível, respondem-me. Não fazem serviço de urgência fora do Centro.
Volto a correr para o autocarro, o homem já está consciente e acabara de vomitar...
Entretanto chega o INEM, o médico e o enfermeiro efectuam as devidas acções; provavelmente paragem de digestão. O senhor começa a melhorar, mas em todo o caso vai ao Hospital, por precaução.
O motorista pede-me os dados pessoais para servir de testemunha da ocorrência; entretanto descubro uma mala esquecida no meio da confusão, e uma vez mais fico como testemunha do que havia lá dentro.
O meu destino era o Centro de Histocompatibilidade, onde ia tirar sangue para análises, por forma a ser Dadora de Medula Óssea. Finalmente, o motorista diz-me que o melhor autocarro para lá é o 6.
Apanho o 6 ... uma paragem depois da minha casa.
Lá atrás uma mulher diz que há um homem inanimado ao seu lado. Ligo imediatamente para o 112, o médico faz-me mil e uma perguntas e diz-me para virarmos o senhor para o lado esquerdo. Enquanto a ambulância não vem, corro ao Centro de Saúde, ali mesmo ao lado e pergunto se há algum médico que possa ir ajudar o senhor. Impossível, respondem-me. Não fazem serviço de urgência fora do Centro.
Volto a correr para o autocarro, o homem já está consciente e acabara de vomitar...
Entretanto chega o INEM, o médico e o enfermeiro efectuam as devidas acções; provavelmente paragem de digestão. O senhor começa a melhorar, mas em todo o caso vai ao Hospital, por precaução.
O motorista pede-me os dados pessoais para servir de testemunha da ocorrência; entretanto descubro uma mala esquecida no meio da confusão, e uma vez mais fico como testemunha do que havia lá dentro.
O meu destino era o Centro de Histocompatibilidade, onde ia tirar sangue para análises, por forma a ser Dadora de Medula Óssea. Finalmente, o motorista diz-me que o melhor autocarro para lá é o 6.
Apanho o 6 ... uma paragem depois da minha casa.
25/02/04
a vida é uma sopa de letras. que na tua colher existam sempre aquelas que permitem escrever palavras; aquelas que permitem ler a vida.
e ler é sentir, é escolher, é encontrar; é.
a sopa é um jogo. as regras são resistir sempre. Resistir - a palavra mais bonita que se pode construir com as letras de uma vida.
relevos na superfície lisa dos momentos. "des-sentidos" nas palavras,
raízes que ligam dois espaços.
,comidas entres uma vida e uma sopa.
e ler é sentir, é escolher, é encontrar; é.
a sopa é um jogo. as regras são resistir sempre. Resistir - a palavra mais bonita que se pode construir com as letras de uma vida.
relevos na superfície lisa dos momentos. "des-sentidos" nas palavras,
raízes que ligam dois espaços.
,comidas entres uma vida e uma sopa.
24/02/04
^..
os laranjas da tua vida. um descobrir, esta dança das folhas brancas de papel, que se querem plenas.
um sentir. os lápis de carvão na minha vida. um pássaro breve numa laranja. uma tela de letras, numa lua de ti.
na subtileza dos símbolos, nos gestos livres, em cada caderno de sons.
(...) nesta minha forma fragmentada de escrever-te (...) e esse sorriso, sempre; e esse olhar (...)
um sentir. os lápis de carvão na minha vida. um pássaro breve numa laranja. uma tela de letras, numa lua de ti.
na subtileza dos símbolos, nos gestos livres, em cada caderno de sons.
(...) nesta minha forma fragmentada de escrever-te (...) e esse sorriso, sempre; e esse olhar (...)
22/02/04
21/02/04
08/02/04
04/02/04
Simples. Para mim. Com a complexidade que eu quiser impôr. Numa estrela. Um fio apenas. Uma linha. Numa casinha a sombreado. Com esse apagar de velhos traços. Por esse ponto de interrogação. A este porquê em busca do tu. Com que ponto ligo uma energia. Sobre um círculo destacado. Fora disto que sou. Dentro dos lugares. Sem as gentes. Cedo, mas aí. Nunca. Deste espaço a outra cor. Um ponto, uma vírgula. , ;
02/02/04
08/01/04
Qual será a diferença entre agora estar viva e entretanto estar morta? (Mesmo que o entretanto seja só daqui a 100 anos)
Acordei estranha esta manhã. Com vontade de chorar,mas sem saber porquê.
Continuam a cair lágrimas de chuva lá fora, e as folhas das árvores tremem com frio.
Há salpicos na minha janela.
...
Plantem-me sob a erva e ponham uma árvore nesse jardim. Entretanto quero aquecer aquelas folhas...
Acordei estranha esta manhã. Com vontade de chorar,mas sem saber porquê.
Continuam a cair lágrimas de chuva lá fora, e as folhas das árvores tremem com frio.
Há salpicos na minha janela.
...
Plantem-me sob a erva e ponham uma árvore nesse jardim. Entretanto quero aquecer aquelas folhas...
25/12/03
Fui.
Havia uma estrada só para mim.
Na montanha Era Inverno. Levo esse sorriso que tanto pediste.
Ignoro a casa da cidade. Há sempre um Zumbir na aldeia.
Neva... só para mim! Agarro-me a essa paz.
Ouço Tilintar. És tu na bicicleta! Já não me surpreendes; mas continuas A prender-me a este lugar... a esta Lareira...
Havia uma estrada só para mim.
Na montanha Era Inverno. Levo esse sorriso que tanto pediste.
Ignoro a casa da cidade. Há sempre um Zumbir na aldeia.
Neva... só para mim! Agarro-me a essa paz.
Ouço Tilintar. És tu na bicicleta! Já não me surpreendes; mas continuas A prender-me a este lugar... a esta Lareira...
21/11/03
Ligações. Sem mais. Com nós. Entre-nós. Folhas. Traços. Nervuras.
Em cada que bra há um inter meio. Vazio. Inverso.(osrevnI)
Paus que a chuva fez cair nos jardins da rua.
Em cada inter meio há sobreposições.
Frente. Sombras. Células de vida descompassadas.
Pleno. Parabéns. Pára! Sente-te. Sorri ;)
Passa em Terra firme. Deixa o melhor de ti nas sementes de chuva.
Liga cada quebra com os traços de uma ligação.
Cada sombra tua é um UnIverso.
--------- Preenche os espaços sem.
@ Continua louco, livre ~~~~» e voa.
Saboreia cada letra.
Não sei. Há dias em que a gente não sabe. Mas estamos cá.
Onde?
Não sei. Há dias em que
Em cada que bra há um inter meio. Vazio. Inverso.(osrevnI)
Paus que a chuva fez cair nos jardins da rua.
Em cada inter meio há sobreposições.
Frente. Sombras. Células de vida descompassadas.
Pleno. Parabéns. Pára! Sente-te. Sorri ;)
Passa em Terra firme. Deixa o melhor de ti nas sementes de chuva.
Liga cada quebra com os traços de uma ligação.
Cada sombra tua é um UnIverso.
--------- Preenche os espaços sem.
@ Continua louco, livre ~~~~» e voa.
Saboreia cada letra.
Não sei. Há dias em que a gente não sabe. Mas estamos cá.
Onde?
Não sei. Há dias em que
20/11/03
Que esses olhos continuem a brilhar e a sorrir de cada vez que és.
Pinta um arco-íris onde estiveres e deixa um rasto de ti.
Pinta um arco-íris onde estiveres e deixa um rasto de ti.
18/11/03
Simples. Para ti. Com a complexidade que quiseres impôr. A esse "eu" em busca do porquê do porquê. Numa energia que liga em, do, com, que, ponto.
Por um (so)rriso. Dentro disso que és. Fora dos lugares. Com as gentes. Parabéns. Simplesmente. Ao leme. Forte! Dois braços. Tarde, mas aqui. Sempre. GRANDE! Um abraço. Nesta linha. Num espaço a duas cores.
Por um (so)rriso. Dentro disso que és. Fora dos lugares. Com as gentes. Parabéns. Simplesmente. Ao leme. Forte! Dois braços. Tarde, mas aqui. Sempre. GRANDE! Um abraço. Nesta linha. Num espaço a duas cores.
16/11/03
O que é a vida?
Um conjunto de emoções, sentimentos, que correm em nós?
O que é a vida, será que alguém saberá?
Esquadria de sons. Consegues ouvi-los?
Carimbos digitalizados num solo cinzento.
Passo a mão no teu cabelo...
Coloco minha mão sobre os olhos divinos, tapo-os para não sentir a batalha que vai dentro de nós.
É tudo tão confuso, é tudo tão especial...
Acordo e olho-me...
Actos deseperados de gentes assim. Gentes da rua, gentes da chuva, dos bares, da vida... da minha... da tua... dos nossos actos deseperados...
O Homem tem de saber que ocupa o seu lugar como um cigano na margem do Universo, e que o Universo é surdo ás suas esperanças, sofrimentos ou crimes.
Repouso as mãos nesta esquadria.
Digitalizo gentes.
Ouço sirenes.
Gelo..
Meu espírito dorme algures gelado, com meu coração a seu lado.
Co-produção: Carla Veríssimo e Carlos Melo
Um conjunto de emoções, sentimentos, que correm em nós?
O que é a vida, será que alguém saberá?
Esquadria de sons. Consegues ouvi-los?
Carimbos digitalizados num solo cinzento.
Passo a mão no teu cabelo...
Coloco minha mão sobre os olhos divinos, tapo-os para não sentir a batalha que vai dentro de nós.
É tudo tão confuso, é tudo tão especial...
Acordo e olho-me...
Actos deseperados de gentes assim. Gentes da rua, gentes da chuva, dos bares, da vida... da minha... da tua... dos nossos actos deseperados...
O Homem tem de saber que ocupa o seu lugar como um cigano na margem do Universo, e que o Universo é surdo ás suas esperanças, sofrimentos ou crimes.
Repouso as mãos nesta esquadria.
Digitalizo gentes.
Ouço sirenes.
Gelo..
Meu espírito dorme algures gelado, com meu coração a seu lado.
Co-produção: Carla Veríssimo e Carlos Melo
15/11/03
Prendo-me à janela do comboio.
Prende-me o lápis de carvão que tenho entre três dedos.
Espero...
####################### Cheiro ##################### Sinto #########
### Observo ###########################################################
################# Tudo #####################################
##### O vidro da janela está frio ###############################
######################################## Ouço ###############
########## Saboreio ######################################
Toco. ############## Falo. ############# Espero...
##################################################################
##################################################################
########### Penso #####################################
########################################## Inspiro #####
Amo ##################################### Sorrio ######## Abro a janela.
################## O vento. O Sol. ########### O céu. #########
Um pequenote a fazer chichi! ####################################### Rio ;)
Um barco que passa... ##################################################
####### na maré de um olhar ##############
Espero...
Uma luz vermelha ##################### Água ########################
############################## Gotas ############# Verde ###########
Chego. Parto. Saio. Porto. ############
#################### Olho ################# Uma gaivota ###########
Estou. Sou. Sei. Vou. #############################################
################### Atravesso ###########
Descubro ###################################################
#################################################### Abraço
Prende-me o lápis de carvão que tenho entre três dedos.
Espero...
####################### Cheiro ##################### Sinto #########
### Observo ###########################################################
################# Tudo #####################################
##### O vidro da janela está frio ###############################
######################################## Ouço ###############
########## Saboreio ######################################
Toco. ############## Falo. ############# Espero...
##################################################################
##################################################################
########### Penso #####################################
########################################## Inspiro #####
Amo ##################################### Sorrio ######## Abro a janela.
################## O vento. O Sol. ########### O céu. #########
Um pequenote a fazer chichi! ####################################### Rio ;)
Um barco que passa... ##################################################
####### na maré de um olhar ##############
Espero...
Uma luz vermelha ##################### Água ########################
############################## Gotas ############# Verde ###########
Chego. Parto. Saio. Porto. ############
#################### Olho ################# Uma gaivota ###########
Estou. Sou. Sei. Vou. #############################################
################### Atravesso ###########
Descubro ###################################################
#################################################### Abraço
13/11/03
A hora mudou e eu esqueci-me completamente.
Tinha de começar a trabalhar ás 13, conclusão cheguei uma hora antes!
Pensei, vou aproveitar e ponho mais uns textos no meu blog. A Biblioteca estava fechada!
Não tenho que fazer... ou talvez tenha... ... ou talvez tenhas sorte com os meus "azares" e é finalmente que te escrevo!
Estás boa?
Adorei receber a tua carta, não estava à espera. Tudo sabe melhor quando vem de surpresa, a minha avó sempre me diz isto.
Por cá tem feito muito frio. Constipei-me de uma maneira muito estranha e até os ouvidos entupiram, parece que tenho algodão dentro deles, que não estou no mesmo mundo que as outras pessoas.
De resto, o meu Verão foi sem parar, como todos os Verões! Uma semana na Serra, outra na praia com os amigos, três dias na quinta dos Avós,...
O meu pai lá anda, embrenhado no trabalho. A clínica sempre cheia de cães e gatos doentes; a D. Alzira que já não marca mais consultas até Dezembro.
A minha mãe sempre a preparar aulas e o meu irmão a rasgar-lhe os papéis velhos. Tens que o ver! Está cada vez mais crescido e a fazer mais disparates! Típico!
Eu saltito pelos Departamentos da Faculdade, de aula em aula. Agora tenho os dias muito ocupados porque estou a colaborar no projecto de um Professor.
Restam-me os fins-de-semana, que passo com o Gustavo. Agora decidimos tirar um Curso de Fotografia, ele delira com aquilo, e eu liberto o espírito.
Bem, com isto tudo já passou uma hora. Vou trabalhar, depois continuo.
... ... ... ... ... ... ...
Ok, já voltei.
Sabes o que descobri a semana passada? A Rita casou-se!! Sim, estás a ler A Rita casou-se!
Fui a um bar com o Gustavo e encontrei o Francisco. Podes imaginar a maluqueira! Com ele foi sempre uma risota. Começou a falar do pessoal, quem trabalhava onde, quem estudava o quê, quem não fazia nada, e quem tinha casado. Pois, a nossa amiga Rita! Nem o Francisco convidou, achas normal? A rapariga nunca bateu bem, decididamente...
Mas o Francisquinho já nem está para gastar neurónios com a peça!! O pior é que gostou mesmo dela e ficou muito em baixo quando soube que ela tinha casado.
Adiante.
Em Fevereiro vou a Itália, com o pessoal da Faculdade, entre os quais a Isabel, o Carlitos, a Patrícia, o André e a Joana. Estou mesmo a ver... só aventuras... ... numa das próximas cartas ficas a saber tudo!!
E é isto. Por agora não tenho mais novidades. Fico à espera de surpresas tuas...
Beijinhos (aos teus pais também).
Adoro-te, Micas
Tinha de começar a trabalhar ás 13, conclusão cheguei uma hora antes!
Pensei, vou aproveitar e ponho mais uns textos no meu blog. A Biblioteca estava fechada!
Não tenho que fazer... ou talvez tenha... ... ou talvez tenhas sorte com os meus "azares" e é finalmente que te escrevo!
Estás boa?
Adorei receber a tua carta, não estava à espera. Tudo sabe melhor quando vem de surpresa, a minha avó sempre me diz isto.
Por cá tem feito muito frio. Constipei-me de uma maneira muito estranha e até os ouvidos entupiram, parece que tenho algodão dentro deles, que não estou no mesmo mundo que as outras pessoas.
De resto, o meu Verão foi sem parar, como todos os Verões! Uma semana na Serra, outra na praia com os amigos, três dias na quinta dos Avós,...
O meu pai lá anda, embrenhado no trabalho. A clínica sempre cheia de cães e gatos doentes; a D. Alzira que já não marca mais consultas até Dezembro.
A minha mãe sempre a preparar aulas e o meu irmão a rasgar-lhe os papéis velhos. Tens que o ver! Está cada vez mais crescido e a fazer mais disparates! Típico!
Eu saltito pelos Departamentos da Faculdade, de aula em aula. Agora tenho os dias muito ocupados porque estou a colaborar no projecto de um Professor.
Restam-me os fins-de-semana, que passo com o Gustavo. Agora decidimos tirar um Curso de Fotografia, ele delira com aquilo, e eu liberto o espírito.
Bem, com isto tudo já passou uma hora. Vou trabalhar, depois continuo.
... ... ... ... ... ... ...
Ok, já voltei.
Sabes o que descobri a semana passada? A Rita casou-se!! Sim, estás a ler A Rita casou-se!
Fui a um bar com o Gustavo e encontrei o Francisco. Podes imaginar a maluqueira! Com ele foi sempre uma risota. Começou a falar do pessoal, quem trabalhava onde, quem estudava o quê, quem não fazia nada, e quem tinha casado. Pois, a nossa amiga Rita! Nem o Francisco convidou, achas normal? A rapariga nunca bateu bem, decididamente...
Mas o Francisquinho já nem está para gastar neurónios com a peça!! O pior é que gostou mesmo dela e ficou muito em baixo quando soube que ela tinha casado.
Adiante.
Em Fevereiro vou a Itália, com o pessoal da Faculdade, entre os quais a Isabel, o Carlitos, a Patrícia, o André e a Joana. Estou mesmo a ver... só aventuras... ... numa das próximas cartas ficas a saber tudo!!
E é isto. Por agora não tenho mais novidades. Fico à espera de surpresas tuas...
Beijinhos (aos teus pais também).
Adoro-te, Micas
12/11/03
Um desafio...
Pinta aqui o que sentes neste agora.
Tinta (:) rasgos do teu ser.
Mergulha num rio de cores e - flui - | entre dois traços |
10/11/03
No rasgo do teu ser...
cores, frio, frio, polvilhado, vaguear, fogo, _____, pastel, doçura, frio, ligação, rasgos, ., ponto, final, morno, luta, nisso, ondas (onde andas?), molde, frio, morno, vírgula, chocolate em creme, sentidos, lago, simplesmente, enérgico, acasos, sentindo, Karate-do, flutuar, círculos, vício, sem ti dos, rastos, espelho, navegar, cem ti dos, sombras, 100 palavras, Senti-do, marcas, simplicidade, cósmico, sem palavras, sonho, traços: -----, quente, quente, quadro, rede, num amor aos quadradinhos... a escaldar!
cores, frio, frio, polvilhado, vaguear, fogo, _____, pastel, doçura, frio, ligação, rasgos, ., ponto, final, morno, luta, nisso, ondas (onde andas?), molde, frio, morno, vírgula, chocolate em creme, sentidos, lago, simplesmente, enérgico, acasos, sentindo, Karate-do, flutuar, círculos, vício, sem ti dos, rastos, espelho, navegar, cem ti dos, sombras, 100 palavras, Senti-do, marcas, simplicidade, cósmico, sem palavras, sonho, traços: -----, quente, quente, quadro, rede, num amor aos quadradinhos... a escaldar!
09/11/03
O homem do sorriso estúpido
Não há palavras, pura e simplesmente.
As palavras cingem os momentos a isso mesmo: a momentos. E isso não foi um momento, foi um... ... ... o que quiseres sentir/escrever aqui.
08/11/03
07/11/03
Fiz o meu ninho no meio do fim do mundo.
Assente sobre o solo agreste, uma manta de retalhos é a cama onde me deito. Cubro-me com lençóis de estrelas e antes de adormecer percorro com o olhar todos os contornos de cada árvore, ouço cada cantar dos grilos e das cigarras.
Um vento leve massaja o meu corpo e todos os mundos estão lá fora, ou melhor, lá dentro das suas casas. Eu é que estou cá fora dentro do mundo, sozinha, mas com tanta coisa cá dentro. Inspiro conscientemente, sinto cada curva, cada célula de mim.
Sinto-me feliz por estar aqui neste agora.
Sou tão pequenina neste UNIVERSO.
Estou em êxtase! Não sinto fome nem sede, nestes retalhos há energia suficiente.
Apercebo-me que a noite é um fenómeno tão extraordinário como um vulcão, uma avalanche, um eclipse...
Ganha cada vez mais forma, mais cor na escuridão, os sons da vida não param, são relaxantes...
Estou apaixonada... pela manta, pela noite, pela vida, por mim...
Assente sobre o solo agreste, uma manta de retalhos é a cama onde me deito. Cubro-me com lençóis de estrelas e antes de adormecer percorro com o olhar todos os contornos de cada árvore, ouço cada cantar dos grilos e das cigarras.
Um vento leve massaja o meu corpo e todos os mundos estão lá fora, ou melhor, lá dentro das suas casas. Eu é que estou cá fora dentro do mundo, sozinha, mas com tanta coisa cá dentro. Inspiro conscientemente, sinto cada curva, cada célula de mim.
Sinto-me feliz por estar aqui neste agora.
Sou tão pequenina neste UNIVERSO.
Estou em êxtase! Não sinto fome nem sede, nestes retalhos há energia suficiente.
Apercebo-me que a noite é um fenómeno tão extraordinário como um vulcão, uma avalanche, um eclipse...
Ganha cada vez mais forma, mais cor na escuridão, os sons da vida não param, são relaxantes...
Estou apaixonada... pela manta, pela noite, pela vida, por mim...
06/11/03
05/11/03
Uma noite
Um beijo
Um toque, um
abraço.
Segreda-me ao ouvido palavras doces,
mostra-me a cor do desafio, da aventura.
... uma espera...
Um vento frio
O teu perfume em
mim.
Não há leis,
os programas d............
.............................e
..s
...............m
............................................o
.............r
o
..............................n
..........a.....................................m
.................-
.............................s
.....................................e
em cada lei que pretendes impôr.
Só existem subtilezas.
Um beijo
Um toque, um
abraço.
Segreda-me ao ouvido palavras doces,
mostra-me a cor do desafio, da aventura.
... uma espera...
Um vento frio
O teu perfume em
mim.
Não há leis,
os programas d............
.............................e
..s
...............m
............................................o
.............r
o
..............................n
..........a.....................................m
.................-
.............................s
.....................................e
em cada lei que pretendes impôr.
Só existem subtilezas.
04/11/03
03/11/03
Será que me começo a encontrar comigo própria?
Propriamente um encontro entre gente que não conheço, é um começo.
A minha cura é essa abelha a rondar-me a cada instante, é o viver com a formiga e acordar com uns cereais na mão.
Depois disso, posso ter mil e uma doenças, que não morro.
Ainda assim, se quiserem matar-me basta tirarem o mel do meu corpo ou o pão da minha alma.
... ...
Estarei novamente perdida no meu mundo de ruas vazias?
Continuas a cruzar-te comigo, mas preferia que fossemos juntos pelo mesmo deserto.
Que acasos são esses que ligam as gentes? E onde estão eles neste acaso?
O que está afinal nas minhas mãos?
E porque me foge?
Que cola preciso ter para te agarrar?
... ... estou cansada...
... ... ... ... ... ... ... ... ... sem forças...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... e novamente sozinha... no meio de ti... e isto é que me mata...
Propriamente um encontro entre gente que não conheço, é um começo.
A minha cura é essa abelha a rondar-me a cada instante, é o viver com a formiga e acordar com uns cereais na mão.
Depois disso, posso ter mil e uma doenças, que não morro.
Ainda assim, se quiserem matar-me basta tirarem o mel do meu corpo ou o pão da minha alma.
... ...
Estarei novamente perdida no meu mundo de ruas vazias?
Continuas a cruzar-te comigo, mas preferia que fossemos juntos pelo mesmo deserto.
Que acasos são esses que ligam as gentes? E onde estão eles neste acaso?
O que está afinal nas minhas mãos?
E porque me foge?
Que cola preciso ter para te agarrar?
... ... estou cansada...
... ... ... ... ... ... ... ... ... sem forças...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... e novamente sozinha... no meio de ti... e isto é que me mata...
02/11/03
01/11/03
Lembras-te de quando brincávamos nos muros da escola? De quando cheirava a terra molhada?
Hoje está um dia desses, um dia paz.
Escuto os passaritos chilrear, relembro os nossos risinhos inocentes.
A vida já era tão complexa naquela altura, mas foram precisos alguns anos para nos apercebermos disso.
Como será daqui a alguns anos?
Espero continuar a ver abelhas nas flores e lagartixas nos muros da escola. A ter terra, a ouvir passaritos e risinhos inocentes, e finalmente a percebermos disso...
Hoje está um dia desses, um dia paz.
Escuto os passaritos chilrear, relembro os nossos risinhos inocentes.
A vida já era tão complexa naquela altura, mas foram precisos alguns anos para nos apercebermos disso.
Como será daqui a alguns anos?
Espero continuar a ver abelhas nas flores e lagartixas nos muros da escola. A ter terra, a ouvir passaritos e risinhos inocentes, e finalmente a percebermos disso...
31/10/03
Não sinto vida dentro de mim, mas são as outras vidas que me enfraquecem desta maneira.
Há um "eu" que quer voar, mas um "não sei" que me prende à Terra.
Tenho desejo de partir, mas na partida desejo voltar...
Presa sou pequena, mas então... posso fugir!
Na minha Lua começa a brilhar uma nova cratera.
Caio do Universo e apodero-me de uma estrela... que me segreda aventuras!
Há um "eu" que quer voar, mas um "não sei" que me prende à Terra.
Tenho desejo de partir, mas na partida desejo voltar...
Presa sou pequena, mas então... posso fugir!
Na minha Lua começa a brilhar uma nova cratera.
Caio do Universo e apodero-me de uma estrela... que me segreda aventuras!
30/10/03
Subscrever:
Mensagens (Atom)


Chegou finalmente a noite mais esperada do ano!! Ou melhor: vai chegar... mais logo... com martelinhos,
sardinha assada, alho porro e afins... juntem-se a nós!
