Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.

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22/09/04

venho aqui... sem papéis na mão, sem concepções prévias, sem nada...
dar um pouco de mim... deixar saudades... ter tempo, num lugar sem (es)paços, no vício dos dedos... que agora não são só três, que agora não têm lápis de carvão...
venho saber de vós... que são também já este pouco de mim; venho, venho, venho...
e vou.
e tenho.
e deixo.
e dou.
e... vim aqui... sem papéis na mão, sem concepções prévias, sem nada...
ter um muito de mim...

30/08/04

adoro

quando a minha mãe me chama Carlinha;
a minha irmã me chama Manoca;
a Isabel, Carlita;
a Kátia, Loira;
a Maria Joana, Carlacoleta;
a Di me chama Veri;
a Bárbara, Carlovsky;
a Aninhas ou a Paulinha, Carlota;
o Cerejo, Gema d'Ovo;
o Ricardo, Veríssima;
o Guapo, Vitorina;
o Cláudio, Juba;
quando alguém me chama Linda;

26/08/04

a discórdia e a perfeição
o prazer da cor, da cera de ti
de mim
vício
resquícios de tempo dentro do vagar das horas vagas

25/08/04

[a ver]

Tasogare Seibei (2002) a.k.a. Twilight Samurai a.k.a. A Sombra do Samurai

Sinopse

Seibei Iguchi, um samurai de classe baixa, leva uma vida sem glória no Japão do século XIX. Viúvo, com duas filhas e uma mãe senil, ele tem assim de trabalhar e aceitar o que a vida de lhe dá para sobreviver. Mas a vida deste homem vai mudar quando Tomoe, um amor de longa data, se divorcia do brutal marido.
Elenco: Hiroyuki Sanada, Rie Miyazawa, Nenji Kobayashi
Realizado por Yoji Yamada
Critica: Baseado no best-seller de Shuhei Fujisawa, "Tasogare Seibei" segue a história da vida de um samurai de baixo escalão e das suas dificuldades num Japão prestes a sofrer grandes transformações. Estamos no final do período Edo (Tokugawa) e a entrar na era Meiji. Numa pequena localidade perto de Edo (agora conhecido como Tóquio), Iguchi é um samurai com bastantes problemas na vida. A sua mulher faleceu à pouco tempo, a mãe está senil e ainda tem o problema de ter de criar duas filhas com o escasso dinheiro que possui. É devido a estes constragimentos que ele ganha a alcunha de Tasogare (Twilight), pois enquanto os seus colegas depois do trabalho se juntam para beber um copo, ou algo parecido, Iguchi vai para casa, que nem uma flecha, cuidar da sua família e do seu sustento.
A condição humana de Iguchi quase não permite que exista uma separação da chamada “plebe”, e várias vezes ele é confrontado pelo conselho do clã.
O facto de dever dinheiro a quase toda a gente também não é esquecido e existe um certo conformismo geral que Iguchi é um homem em nítida “queda” social e economica, apesar de trabalhar muito.
As personagens são tremendamente humanas, repletas de sentimentos, de estados de espírito e de segredos que se recusam (por palavras) a partilhar. Depois somos ainda confrontados com a vertente social e política dos clãs japoneses, sendo assim ensinados sobre as suas hierarquias e as dificuldades que estavam a ser atravessadas neste momento da história. Teremos ainda espaço para o romance, acção e mesmo comédia, ainda que de forma suave e sempre bem trabalhados num argumento sólido e que não se perde em ninharias. Os diálogos entre as demais personagens são repletos de significado, bem ricos e com uma nítida força humanista que nos atrai imediatamente.

20/08/04

... voltei... depois de umas férias... depois de Sintra, depois de risos, de lágrimas, de queijadinhas, de travesseiros, daquela ginginha..., de confusões, de visitas, da minha mãe, da Andreia, do Alentejo, da seca, de Leiria, do meu aniversário, dos presentes (que amei), dos amigos, das noites, dos livros, dos filmes, dos gatos, do jardim, ...

14/07/04

o melhor da vida

§ um abraço;

# uma boa conversa;

* um beijinho;

} segredarem-me ao ouvido;

;) uma troca de olhares;

| a subtileza;

... o que fica por dizer...

10/07/04

às vezes acordo a meio da noite a pensar que um dia vou estar morta; que já terei desaparecido para sempre; que já não vou sentir nada disto que me rodeia; que já não vou viver!; e grito para dentro que NÃO QUERO; e grito: PORQUÊ; porque tem de ser asim??
assim como ela 'não sei e não consigo lidar com a morte'.

09/07/04

fui ver o Shrek 2 e o que aconteceu depois disso só pode ser a continuação do filme; ainda não sei é qual é a parte para rir...
o meu cartão multibanco foi comido pela máquina; encontrei quem não era suposto; saí dali; ia sendo comida por um cão... o meu telemóvel não dá para fazer chamadas (e tenho saldo!); mas de resto: estou sem dinheiro, e a dever ao pessoal... Mas fui a um bar; pedi desesperadamente que me deixassem ficar um pouco, mesmo sem consumir... e estou consumida e também já comia... aquele pêssego ao jantar não chega.
Decidi regressar a casa (de onde talvez, não devesse ter saído)... encontro outro cão... mas este era pequeno, e acho que estava assustado, como eu. Enquanto falava contigo ao telemóvel (sim, porque de repente já funcionava) sinto que estou a ser seguida... viro-me para trás e vejo uns olhos esbugalhados, que me fazem estremecer... felizmente estavas do outro lado... o pior é que se aquele homem decidisse que eu era comida para ele... esse teu outro lada estaria longe demais... Felizmente, ele ia tão cego, que passou por mim rapidamente... De resto, apercebi-me hoje que depois de quase uma hora a falar contigo, o meu saldo continua igual... será caso para dizer: venham mais noites assim?
Burro, onde estás para me salvar? Sim, 'a sério, a sério'...
Aninhas, percebeste?? Acho que tenho uma má notícia... os rios de € que te devo... só 2ª feira... e se este filme tiver um final feliz...
Achas que devia tomar alguma poção?? Ou primeiro devia tentar ser uma Princesa?!

08/07/04

perguntaram-me porque é que aquela série da 2: tem uma bolinha vermelha no canto superior direito... pensei em responder: porque tem cenas eventualmente chocantes, porque fala de homossexualidade, Sida, hipocrisia, amor, traição... porque tem expressões fortes, como algo do género: "a pila revestida a latéx que esteve dentro de mim, passou pela boca daquele gajo"; o que pode ser agressivo às mentes mais sensíveis; ou "Se tudo o que Ele tem para oferecer é a morte, devia ser processado. Como se foi embora, como se atreveu?" ... uma série onde aprendemos que nada se perde para sempre, mas no fim: viramos 3 moléculas de ozono...
pensei que a resposta era de caras, mas fiquei a mastigar a pergunta... e concluo que não concordo nada com aquela bolinha; afinal, se todos estes temas estão cada vez mais entre nós, se é tão normal a homossexualidade, por exemplo, porquê a bolinha??
Será admitir que há uma diferença?
Que ainda há uma diferença?
E meus amigos: não há diferença nenhuma!
Há SENTIMENTO.
Que importa que seja entre dois homens, duas mulheres, ou um homem e uma mulher??
Se entre eles houver amor, não importa mais nada!
Não importa fazer Manifestações, nem Festas, nem Dia do Orgulho Gay!
Se entre ELES, houver amor : Importa não terem uma bolinha vermelha no canto superior direito!!!

07/07/04

~ ~ ~ uma formiga ~ amizade ~ força ~ ensinamentos ~ palavras soltas à tona da àgua ~ determinação ~ peixe ~ risos ~ num rio com pedras ~ nesta cidade ~ coragem ~ numa estatística inigualável ~ nos sabores e saberes das gentes ~ num barco deambulante ~ nesse interior longínquo ~ ~ ~

Porque é esta a nossa arte de ficarmos mais sábios...

Porque um dia li: "Um professor afecta a eternidade; nunca consegue saber onde acaba a sua influência" (Henry Adams)

05/07/04

10.1.04

... só ficou conhecida nas notícias de última hora de um canal qualquer... de todos os canais...: "Mulher dispara o gatilho sobre si mesma"; "Toxicodependente põe fim à vida"; "Estudante desesperada, decide morrer"...

01/07/04

Moby Dick...
alguma vez este livro haveria de chegar às minhas mãos...
Mãos... o que se faz com elas... (?)
Se não tivesse lido El Mundo del Fin del Mundo, de Luis Sepúlveda; se não tivesse tudo aquilo que tive até esse dia...
Se não te tivesse conhecido; se não tivesse conhecido tudo aquilo que conheci até esse dia...
A ti, obrigada; à minha vida, em si mesma, não sei que dizer...
alguma vez eu haveria de vir parar a esta vida...

24/06/04

rescaldo da noite: muita martelada na cabeça, algum alho porro no nariz alho-porro, sardinha assada a 0.40 cêntimos (sim 0.40!), cerveja a 0.60, broa de Avintes e pimento assado à descrição, mesas tortas sobre a calçada, muita música pimba e gente para dançar... até houve briga da feia entre dois homens, porque um deles queria dançar comigo... só visto...
visto... muito mal o fogo de artifício, que começou fora de horas e desapareceu por tempos intermináveis...
esta noite não teve Ribeira, nem o baile de Miragaia... que é o melhor... não teve Martino a dançar...; mas teve Isabel (tem sempre Isabel), Maria Joana, Gustávio, Rita, Kátia, Filipe de Portugal (que é da Madeira)... as migas Rita e Jacinta, pela sua primeira vez no S. João, carago!!
teve um homem a masturbar-se no meio da rua... teve bailes... teve os Clérigos de vermelho e verde...
estive cá...

23/06/04

Chegou finalmente a noite mais esperada do ano!! Ou melhor: vai chegar... mais logo... com martelinhos, sardinha assada, alho porro e afins... juntem-se a nós!

16/06/04

nos blogs, há um aniversariante, e continua a haver um espaço reservado aos vossos comentários... em v;rgulas... será que não tenho amigos...? sim, isto é um apelo ao "voto"comentário... tou pior que o aniversariante... PARABÉNS, já agora;)

11/06/04

entro todos os dias no teu blog, como religiosamente os crentes vão à missa. a minha 'fé' vai ficando cada vez mais forte; as tuas palavras são o 'meu Deus das pequenas coisas'; e descubro a cada hora esse sentimento de amor-ódio pelos blogs, a que tanta gente fez e faz referência.
isto é um mundo... é horrível... há sempre um texto que ainda não lemos; um comentário que ainda não escrevemos; há mais uma fotografia a acrescentar; há o actualizarmo-nos e pôr-mos uma música no nosso blog; há um amigo que queremos linkar; há os que não conhecemos, mas que visitam de surpresa o nosso blog; há uma vida privada nessas páginas; há quem se queixe do aparecimento do seu blog, associado a certo tipo de buscas...
há sentimentos; há idea's, há partilha; há uma Lénia apaixonada; uma Lénia triste; há um Pedro licenciado; outro, que por mais que eu 'vá à missa' não percebo o que faz na vida... e depois queixa-se que o blog aparece associado a sites menos lícitos... tss tss...;
há esse ricardo, que dispensa apresentações, já que é permanentemente linkado, elogiado, comentado, ...ado (note-se: acaba de ser novamente, e uma vez mais, citado no meu próprio blog). Deves andar a oferecer telas ao pessoal...
há empenho; há diferença; há cor; há vidas; há dependência; há a minha paz; há coragem;
é um 'fenómeno', dizem os jornalistas, como se fosse uma anormalidade, já que só o anormal é notícia. dos que vão à missa religiosamente ninguém fala. não são menos nem mais do que nós. têm o seu amor-ódio, o seu vício, fazem os seus comentários enquanto o padre diz '...por minha culpa, minha tão grande culpa...' ("por tu culpa", repetiria Paquito); confessam-lhe a sua vida privada e são perdoados.
há medo; há horas a fio a bater textos; há inovação, há a raiva de quem é vaidoso e quer mudar o visual ao blog; há gente como eu, a escrever um texto como este; há vocês a lerem-me neste momento (muito obrigado, desde já);
há mais alguma coisa em comum, em todos nós? (por favor deixem as vossas respostas no espaço reservado a comentários, é só clicar em v;rgulas)

30/05/04

crónica escrita por mim e falada pelo Alberto, enquanto estávamos sentados numa mesa do café

- não gosto deste tipo. é muito penteadinho. é muito lindinho. tá sempre rodeado de gajas, não sabe o que quer; dá a muitas o seu pouco. é muito branco, sem sabor.
- gosto daquele grande, de cabelo grande. é fotógrafo.
gosto da rapariga gorda com o Swatch; cheira a coco; vim atrás dela na rua. apetecia-me dizer-lhe "obrigado pelo teu cheirinho a coco", mas ela ia olhar para mim assim....
- olha, gosto daquela ruiva; trabalha numa galeria, é uma pessoa de cara limpa.
- eu não sou nenhum juíz, estou só a exercer o meu poder: julgar o gosto...
-- como é que te chamas?
- Alberto Vilanua.
-- Vilanua é tudo junto?
- sim, Vilanua. (Viladespida)
- Alberto, também é tudo junto!
- a ruiva é toda colorida nas roupas; já o cabelo é colorido.
- há os sem coragem... como nós há mais pessoas que vêm aqui para observar.
- também me pergunto o que venho aqui fazer. venho ver-me nos outros; venho ser olhado...
- há pessoas com olhar completamente despojado; não consegues discernir se estão a criticar-te, ou simplesmente a olhar... nem sequer querem saber a cor da tua camisola, nem nada.
- nós julgamos sempre por comparação; é comum dizer "aquele gajo é feio", só para nos sentirmos melhor.
- olha, mas pára de escrever o que eu digo. vamos só conversar.
(...)
- o Luís tem uma irmã muito bonita, de lábio fino, feições finas, baixinha...
(...)

Eu e o Alberto, dirigiamo-nos à saída, quando o empregado do café me chamou para pagar a bebida que tinha pedido. Voltei para trás e quando saí finalmente, o Alberto tinha desaparecido... deixara de estar junto...