Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho.

Carla Veríssimo cria site para se dar a conhecer e ao seu trabalho| http://cavverissimo.wix.com/carlaverissimo

14/07/04

o melhor da vida

§ um abraço;

# uma boa conversa;

* um beijinho;

} segredarem-me ao ouvido;

;) uma troca de olhares;

| a subtileza;

... o que fica por dizer...

10/07/04

às vezes acordo a meio da noite a pensar que um dia vou estar morta; que já terei desaparecido para sempre; que já não vou sentir nada disto que me rodeia; que já não vou viver!; e grito para dentro que NÃO QUERO; e grito: PORQUÊ; porque tem de ser asim??
assim como ela 'não sei e não consigo lidar com a morte'.

09/07/04

fui ver o Shrek 2 e o que aconteceu depois disso só pode ser a continuação do filme; ainda não sei é qual é a parte para rir...
o meu cartão multibanco foi comido pela máquina; encontrei quem não era suposto; saí dali; ia sendo comida por um cão... o meu telemóvel não dá para fazer chamadas (e tenho saldo!); mas de resto: estou sem dinheiro, e a dever ao pessoal... Mas fui a um bar; pedi desesperadamente que me deixassem ficar um pouco, mesmo sem consumir... e estou consumida e também já comia... aquele pêssego ao jantar não chega.
Decidi regressar a casa (de onde talvez, não devesse ter saído)... encontro outro cão... mas este era pequeno, e acho que estava assustado, como eu. Enquanto falava contigo ao telemóvel (sim, porque de repente já funcionava) sinto que estou a ser seguida... viro-me para trás e vejo uns olhos esbugalhados, que me fazem estremecer... felizmente estavas do outro lado... o pior é que se aquele homem decidisse que eu era comida para ele... esse teu outro lada estaria longe demais... Felizmente, ele ia tão cego, que passou por mim rapidamente... De resto, apercebi-me hoje que depois de quase uma hora a falar contigo, o meu saldo continua igual... será caso para dizer: venham mais noites assim?
Burro, onde estás para me salvar? Sim, 'a sério, a sério'...
Aninhas, percebeste?? Acho que tenho uma má notícia... os rios de € que te devo... só 2ª feira... e se este filme tiver um final feliz...
Achas que devia tomar alguma poção?? Ou primeiro devia tentar ser uma Princesa?!

08/07/04

perguntaram-me porque é que aquela série da 2: tem uma bolinha vermelha no canto superior direito... pensei em responder: porque tem cenas eventualmente chocantes, porque fala de homossexualidade, Sida, hipocrisia, amor, traição... porque tem expressões fortes, como algo do género: "a pila revestida a latéx que esteve dentro de mim, passou pela boca daquele gajo"; o que pode ser agressivo às mentes mais sensíveis; ou "Se tudo o que Ele tem para oferecer é a morte, devia ser processado. Como se foi embora, como se atreveu?" ... uma série onde aprendemos que nada se perde para sempre, mas no fim: viramos 3 moléculas de ozono...
pensei que a resposta era de caras, mas fiquei a mastigar a pergunta... e concluo que não concordo nada com aquela bolinha; afinal, se todos estes temas estão cada vez mais entre nós, se é tão normal a homossexualidade, por exemplo, porquê a bolinha??
Será admitir que há uma diferença?
Que ainda há uma diferença?
E meus amigos: não há diferença nenhuma!
Há SENTIMENTO.
Que importa que seja entre dois homens, duas mulheres, ou um homem e uma mulher??
Se entre eles houver amor, não importa mais nada!
Não importa fazer Manifestações, nem Festas, nem Dia do Orgulho Gay!
Se entre ELES, houver amor : Importa não terem uma bolinha vermelha no canto superior direito!!!

07/07/04

~ ~ ~ uma formiga ~ amizade ~ força ~ ensinamentos ~ palavras soltas à tona da àgua ~ determinação ~ peixe ~ risos ~ num rio com pedras ~ nesta cidade ~ coragem ~ numa estatística inigualável ~ nos sabores e saberes das gentes ~ num barco deambulante ~ nesse interior longínquo ~ ~ ~

Porque é esta a nossa arte de ficarmos mais sábios...

Porque um dia li: "Um professor afecta a eternidade; nunca consegue saber onde acaba a sua influência" (Henry Adams)

05/07/04

10.1.04

... só ficou conhecida nas notícias de última hora de um canal qualquer... de todos os canais...: "Mulher dispara o gatilho sobre si mesma"; "Toxicodependente põe fim à vida"; "Estudante desesperada, decide morrer"...

01/07/04

Moby Dick...
alguma vez este livro haveria de chegar às minhas mãos...
Mãos... o que se faz com elas... (?)
Se não tivesse lido El Mundo del Fin del Mundo, de Luis Sepúlveda; se não tivesse tudo aquilo que tive até esse dia...
Se não te tivesse conhecido; se não tivesse conhecido tudo aquilo que conheci até esse dia...
A ti, obrigada; à minha vida, em si mesma, não sei que dizer...
alguma vez eu haveria de vir parar a esta vida...

24/06/04

rescaldo da noite: muita martelada na cabeça, algum alho porro no nariz alho-porro, sardinha assada a 0.40 cêntimos (sim 0.40!), cerveja a 0.60, broa de Avintes e pimento assado à descrição, mesas tortas sobre a calçada, muita música pimba e gente para dançar... até houve briga da feia entre dois homens, porque um deles queria dançar comigo... só visto...
visto... muito mal o fogo de artifício, que começou fora de horas e desapareceu por tempos intermináveis...
esta noite não teve Ribeira, nem o baile de Miragaia... que é o melhor... não teve Martino a dançar...; mas teve Isabel (tem sempre Isabel), Maria Joana, Gustávio, Rita, Kátia, Filipe de Portugal (que é da Madeira)... as migas Rita e Jacinta, pela sua primeira vez no S. João, carago!!
teve um homem a masturbar-se no meio da rua... teve bailes... teve os Clérigos de vermelho e verde...
estive cá...

23/06/04

Chegou finalmente a noite mais esperada do ano!! Ou melhor: vai chegar... mais logo... com martelinhos, sardinha assada, alho porro e afins... juntem-se a nós!

16/06/04

nos blogs, há um aniversariante, e continua a haver um espaço reservado aos vossos comentários... em v;rgulas... será que não tenho amigos...? sim, isto é um apelo ao "voto"comentário... tou pior que o aniversariante... PARABÉNS, já agora;)

11/06/04

entro todos os dias no teu blog, como religiosamente os crentes vão à missa. a minha 'fé' vai ficando cada vez mais forte; as tuas palavras são o 'meu Deus das pequenas coisas'; e descubro a cada hora esse sentimento de amor-ódio pelos blogs, a que tanta gente fez e faz referência.
isto é um mundo... é horrível... há sempre um texto que ainda não lemos; um comentário que ainda não escrevemos; há mais uma fotografia a acrescentar; há o actualizarmo-nos e pôr-mos uma música no nosso blog; há um amigo que queremos linkar; há os que não conhecemos, mas que visitam de surpresa o nosso blog; há uma vida privada nessas páginas; há quem se queixe do aparecimento do seu blog, associado a certo tipo de buscas...
há sentimentos; há idea's, há partilha; há uma Lénia apaixonada; uma Lénia triste; há um Pedro licenciado; outro, que por mais que eu 'vá à missa' não percebo o que faz na vida... e depois queixa-se que o blog aparece associado a sites menos lícitos... tss tss...;
há esse ricardo, que dispensa apresentações, já que é permanentemente linkado, elogiado, comentado, ...ado (note-se: acaba de ser novamente, e uma vez mais, citado no meu próprio blog). Deves andar a oferecer telas ao pessoal...
há empenho; há diferença; há cor; há vidas; há dependência; há a minha paz; há coragem;
é um 'fenómeno', dizem os jornalistas, como se fosse uma anormalidade, já que só o anormal é notícia. dos que vão à missa religiosamente ninguém fala. não são menos nem mais do que nós. têm o seu amor-ódio, o seu vício, fazem os seus comentários enquanto o padre diz '...por minha culpa, minha tão grande culpa...' ("por tu culpa", repetiria Paquito); confessam-lhe a sua vida privada e são perdoados.
há medo; há horas a fio a bater textos; há inovação, há a raiva de quem é vaidoso e quer mudar o visual ao blog; há gente como eu, a escrever um texto como este; há vocês a lerem-me neste momento (muito obrigado, desde já);
há mais alguma coisa em comum, em todos nós? (por favor deixem as vossas respostas no espaço reservado a comentários, é só clicar em v;rgulas)

30/05/04

crónica escrita por mim e falada pelo Alberto, enquanto estávamos sentados numa mesa do café

- não gosto deste tipo. é muito penteadinho. é muito lindinho. tá sempre rodeado de gajas, não sabe o que quer; dá a muitas o seu pouco. é muito branco, sem sabor.
- gosto daquele grande, de cabelo grande. é fotógrafo.
gosto da rapariga gorda com o Swatch; cheira a coco; vim atrás dela na rua. apetecia-me dizer-lhe "obrigado pelo teu cheirinho a coco", mas ela ia olhar para mim assim....
- olha, gosto daquela ruiva; trabalha numa galeria, é uma pessoa de cara limpa.
- eu não sou nenhum juíz, estou só a exercer o meu poder: julgar o gosto...
-- como é que te chamas?
- Alberto Vilanua.
-- Vilanua é tudo junto?
- sim, Vilanua. (Viladespida)
- Alberto, também é tudo junto!
- a ruiva é toda colorida nas roupas; já o cabelo é colorido.
- há os sem coragem... como nós há mais pessoas que vêm aqui para observar.
- também me pergunto o que venho aqui fazer. venho ver-me nos outros; venho ser olhado...
- há pessoas com olhar completamente despojado; não consegues discernir se estão a criticar-te, ou simplesmente a olhar... nem sequer querem saber a cor da tua camisola, nem nada.
- nós julgamos sempre por comparação; é comum dizer "aquele gajo é feio", só para nos sentirmos melhor.
- olha, mas pára de escrever o que eu digo. vamos só conversar.
(...)
- o Luís tem uma irmã muito bonita, de lábio fino, feições finas, baixinha...
(...)

Eu e o Alberto, dirigiamo-nos à saída, quando o empregado do café me chamou para pagar a bebida que tinha pedido. Voltei para trás e quando saí finalmente, o Alberto tinha desaparecido... deixara de estar junto...

20/05/04

Meus amigos, pior que crónicas sobre a vida de estudante, só mesmo as aulas práticas de Fisiologia Vegetal Complementar (mais conhecida por FVC) (também tinha que começar por F...; F*D*S*E...), às quais não vou sequer perder o meu tempo a fazer comentários... (e agora estas reticências não é porque não apanhei o que a Professora (que consegue ser mais nova que eu) diz.
Venham assistir e depois falamos! Mas Boa Sorte!
Como perguntou a Kátia, na aula: "Ké ké pá fázê?"; ao que o Filipe de Portugal (que é da Madeira), respondeu: "Não sei, faz um ar de concentrada e descansa."

19/05/04

a mana perguntou-me onde estava ele no meio daquela infância toda. retornei-lhe a questão e pensei na minha resposta ao 20040418 do Pedro: sabes, ... não entra no meu quarto, não vem ter comigo, nem me diz um "então" enquanto me faz uma festa na nuca, também não volta costas, nem sai, nem vai embora. não é típico. não acontece desde que me lembro. não espero. não respondo, não é possível, não é isto que tem que acontecer. dura a eternidade atrás de mim... 24 anos...

18/05/04

crónica sobre a vida de estudante

Aula de Fisiologia Animal Complementar (mais conhecida por FAC) (mas bem que podia ser FUCK); 14.30;
Forma simples de um Receptor: célula nervosa com ramificações para a superfície do corpo... (e já não apanhei o resto)
... (uso reticências para quando não apanho o que os Professores dizem)
Corpúsculos de Meissner (é assim que se escreve; acabo de ver nas folhas mal fotocopiadas no Editorial): sensações de tacto fino.
Mais fundo na pele há receptores de Ruffini (a Salvadora da Pátria dos Aflitos é Rufino, se calhar vem daqui); e mais fundo temos os de Passini (nas folhas vem Pacinian corpuscle).
...
Receptores especializados para estímulos de natureza química (esqueci-me de referir, que além das reticências, uso MUITAS abreviaturas, e numa situação normal, este texto ocuparia menos de 1/3 do espaço [é como na cadeira de Avasculares em que o pecíolo tem de grossura menos de 1/2 mm de diâmetro, na entrada 24a e mais de 1/2mm na entrada 24b. Já agora memorizem isto: 1,3,13,14,99, e quando descobrirem o que é avisem! Prémio para a pessoa mais rápida: ... não sei (e desta vez não são reticências para quando não apanho)...]): gosto e olfacto.
Neurónios bipolares: ...
Lâmina pp do conj., c/ tec froxo, típica ds axónios bipolars (só para terem uma ideia real das abreviaturas)
...
Íris: com vasos sanguíneos dispostos radialmente; tecido conjuntivo com capacidade de acumular pigmentos; e com um orifício central - a pupila (sim, o preto dos vossos olhos não existe; é mesmo um buraco, que afinal não aumenta ou diminui; porque quem aumenta ou diminui é a íris. [é mais ou menos como dizermos que o Sol se põe e nasce, quando na realidade nunca sai do sítio])
Olhos vermelhos, por incrível que pareça não quer dizer que tenham andado a fumar certo tipo de substâncias, mas sim que Não têm Capacidade de Acumular Pigmento!!
...
ora serrata...
...
Retina cega: c/2camads d cels
... Vitamina A, da cenoura, para se formarem pigmentos visuais, para podermos continuar a ver...
Receptores auditivos: Ouvido Externo...; Ouvido Médio, com ar lá dentro; Ouvido Interno, com células nervosas, anéis semi-circulares, vestíbulo e cóclea. No vestíbulo há grãos de Carbonato de Cálcio (a típica areia que temos nas nossas cabeças) (uns com mais do que outros...)
... o escape é na zona do caracol... (ainda bem, que além de loira, tenho areia na cabeça e caracóis no cabelo... o que quer dizer que sou uma pessoa normal, com tudo no sítio...)
... ~~modilo~~ (~~ é o que uso para sublinhar as palavras que não percebo)
... mesmo se a estimulação for contínua faz mal... (N.B.: matéria lecionada numa aula de FUCK)
E baseada em algo que editaram num Blog, no outro dia: “Quem disse que era giro estudar Biologia?”. Eu gosto, mas às vezes....

16/05/04

a minha mãe

Lembras-te de quando me compravas laços na pastelaria da cidade?
Tenho saudades desses sabores da infância, daquela inocência..., de não haver responsabilidades, a não ser a de ser criança.
Lembro-me de quando me deixavas em casa da tia e ela me dava aquele leite instantâneo, que eu detestava.
Lembras-te de quando íamos às compras aos sábados de manhã?
Lembro-me de vir da escola, no Verão, abrir a porta de casa e rebolar no chão fresco da entrada.
Hoje sonhei com essa casa... o pátio, os coelhos, o poço, a casa de banho na rua, os porcos, os pombos, aquela pereira lá atrás, o Tobias... lembras-te quando o lenhador dormiu ao lado dele e acordou cheio de pulgas? Rimo-nos tanto!
Lembro-me de dar leite ao cabritinho com uma tetina posta no gargalo de uma garrafa de cerveja; das arcas de madeira no sótão; de ir às amoras em Agosto, com o Gabriel e as irmãs; da “Gente fina é outra coisa”... o que eu adorava aquela cabra dentro de casa, aqueles labirintos debaixo da estrada...
Lembras-te dos disparates que a mana dizia? – Mamã põe-me pasta dos dentes na escova, que eu não sei quantos metros são; - Mamã, anda cá que a Putchie vai ao telefone!...
Lembro-me de cavalgar em cima do meu leão de peluche. Ainda está cá em casa, junto ao cão castanho e à patinha de vestido vermelho.
Lembro-me daquela cadeira pequenina de madeira, em que sentavas a mana, na esperança que ela ficasse um minuto quieta; agora sentei nela o cão castanho.
A Rita e o Pedro, que lhes aconteceu? Esses bonecos são feitos de quê? Ficam ali, anos e anos nas nossas mãos, têm a vida que lhes damos, fazem o que a nossa imaginação quer e continuam pacíficos quando já não lhe imaginamos nada; quando os sentamos numa cadeira...
Se pudessem de repente ter vida, que diriam? Será que nos davam vida a nós, e com a sua imaginação faziam-nos o que quisessem?
Lembras-te da minha mala da escola primária? Com uns baloiços desenhados, os cubos com números, um escorrega... amarela e branca... não havia outra igual. Que lhe aconteceu?
Lembro-me dos Desenhos Animados: A Floresta Verde (com aquele passaroco a gritar: há perigo; há perigo!); a Alice no País das Maravilhas; a Heidi; o Sítio do Pica-Pau Amarelo; o Bocas; o Scooby Doo; os Marretas; os Estapafúrdios... o do toyosoio,soiotoyo; o Alf; o Tom Sawyer (e aquela casa na árvore, do Huckleberry Finn); o La vie, La vie; o Pepe Legal (Babalú, pra pensar estou cá eu...)...
Lembras-te das histórias que nos lias? A Anita; o Tucano Narigudo; as Fábulas de La Fontaine; As Histórias do Avozinho; o Grande Livro dos Animais... ainda me lembro de Como o Mano Coelho escapou à Raposa: - faz de mim o que quiseres, Mana Raposa. Assa-me, enforca-me, atira-me para o fundo do rio, esfola-me, fura-me os olhos, arranca-me as orelhas, mas por favor não me atires para aquelas silvas.
Lembro-me da banheira cor-de-rosa; das papas de farinha que fazias; dos beijinhos que dava na testa enorme da mana; da tua boneca no sótão; de quando eu e a mana entornávamos o leite todas as manhãs...
Lembras-te quando a mana levou as botas de lã de ovelha com a mini-saia de ganga, no dia em que o fotógrafo ia à escola?
Lembro-me de jogarmos à Cabra-cega; à Mamã dá Licença; à Meia-Noite; ao Passará-Passará. Lembro-me da D. Florinda, que punha uma peruca sempre que ia lá o fotógrafo; dos disparates que o homem dizia, só para nos fazer rir; lembro-me das mesas da sala de aula; de dizeres que o Gabriel tinha bicho carpinteiro no rabo, pois não parava quieto na cadeira, e no fim de mostrar os trabalhos à Professora, passava por debaixo das mesas para ir para o lugar; Lembro-me dos livros: o Papú, o Beija-Flor; de fazermos patinhos amarelos de cartolina, para oferecer aos meninos, quando faziam anos; lembro-me de como sempre fiquei triste por fazer anos em Agosto e nunca me terem oferecido um patinho...
Lembro-me de bater na cabeça do Gabriel com o meu Bom-Companheiro e de ele se deixar cair direitinho no meio do chão; lembro-me de chupar os caules das luzernas; de ir com a mana ao leite, a casa da Lúcia, e ficar a brincar com a Raquel, e tu a gritares para irmos para casa e a perguntar Não chega já de brincadeira?, e a nossa resposta era sempre a mesma Ó mamã, mas ainda não brincámos nada hoje...
Lembro-me das músicas que ouvíamos vezes sem conta; de ver o Dallas, o Barco do Amor, o Duarte e Companhia... aquele Citroên igual ao nosso...; de ter medo quando começava o Twin Peaks.
Lembras-te de me chamares Joãozinho das Flores?
Hoje sonhei com essa infância...

25/04/04

ser como um desejo; ser herói de um beijo; sobre a cidade;
viver numa estrela; e sem dar por ela; gritar: LIBERDADE

- Diana Basto -

05/04/04

não há fórmulas e eu criei o meu mundo sozinha... e estas são as minhas fórmulas.

Ser bonita afinal é tão fácil... ser boa é que é difícil.
A cena não está em termos um mundo bom, mas em deixarmos um mundo bom. (alguém já disse algo deste género)
Aliás, se isto já tivesse sido feito antes de nós; teríamos um mundo bom!
O que é que de mim está nas minhas mãos? E nas dos outros?
Onde está o "Você está aqui"?
Onde é que... ?
Finjo felicidade.
Finjo prazer feito uma mulher.
Os bichos são tão tranquilos.
Quero ser bicho.
Infiltro-me na felicidade dos outros e tento roubar resquícios de sentimentos para mim.
Não tenho nada construído, a não ser estas frases soltas...
e uma "tecla encravada" e um meio termo que não consigo encontrar; mas tem que existir equilíbrio??

relembro uma das nossas primeiras conversas; relembro aquela no banco de jardim do Palácio... compreendo-te, mas parece que nunca estamos na mesma cena...
relembro uma noite em tua casa, um filme, esse teu sorriso sempre... esse teu sorriso...
os teus raros abraços... mas bons...

o melhor da vida
... segredarem-me ao ouvido ...

Não tenho direito a introduzir-me na vida das outras pessoas... mas faço-o constantemente.
Quantos mais filmes faço, menos actores tenho; não posso querer controlar a cena.
O que é que ganhaste estes anos todos em estar isolado? O que é que perdeste?

se os preservativos falassem, que diriam?

Têm todos uma pancada; cada um com uma pancada a mais que o outro;
Onde anda o que tem uma pancada a menos que eu?

que directrizes usas quando estás em retiro? se é que há directrizes...
é auto-gestão? ou tens uma filosofia de base?
...

sinto que todos ralham comigo...

Planos/Bichos

verde: a minha casa... no verde laranja das folhas brancas das árvores...

Respiração
Ausência de pensamento
Acumulação de energia
Alimentação?
Bebida?

sinto-me uma morta-viva na imensidão de ruídos da Natureza; são breves e rápidos flashes... não sei explicar... é como que a eternidade num momento... com paz; sem pensar; sem preocupações; sem nada, mas com tudo

Estive na minha paz... no meu jardim...
(...) ele deu-me paz... deixou-me sonhar... e ser outra vez e uma vez mais:
inocente

inocente em paz

Aqui jazz esta melodia

o meu jardim é qualquer lugar onde esteja só; onde seja eu...
nem sequer há despedidas... nem... os carros que passam, nem todo este betão... nem nada destrói o meu espaço; o meu momento a dois comigo outra.
a paz está em mim e nalgumas pessoas minhas amigas, Sempre!

Adorava entabular uma conversa com os velhinhos que se cruzam comigo nas ruas...

olho-te sozinha, sentada noutras escadas, paralelas às minhas. que fazes aí?
... desces as escadas; passas mesmo à minha frente... olhas-me sem sorrir; olho-te sem sorrir; viras na primeira esquina; é a minha rua; e desapareces para sempre.

rm: já experimentaste escrever 10 linhas que fossem?
ainda não experimentei pintar uma tela que seja.

Escrevo mil textos diferentes ao mesmo tempo... absorvo mil coisas diferentes ao mesmo tempo.

está na minha hora.
Vamos! (eu e eu)
- Não; não vamos!
Chegam dois desconhecidos; entram no carro, e no último segundo desço as escadas a correr e entro no carro deles:
- Vamos! (eu, eu, ele e ele)

dormi uma sesta no jardim; "acorditava" de vez em quando e era como se viesse de uma viagem, de um outro mundo e tivesse sido largada instantaneamente algures num "não sei"

Faço aquilo que amo: ESCREVO

tenho outra vez este lápis vermelho de carvão... entre três dedos...
absorvo, absorvo, absorvo... tenho tudo isto para vos dar...

absorvam, absorvam, absorvam...
e por fim: o meu sorriso de menina inocente!

Agarro com força o meu caderno; beijo-o;
sussuro ao ouvido do meu lápis: amo-te!
Carla; 05/04/04

Não: sem Carla, sem data; isto tudo acaba aqui:

28/03/04

o melhor da vida

os jantares em minha casa; o Strogonoff de Palmito da Joana; o meu Alho-francês à Brás; as caipirinhas da Kátia; o sorriso do Andrew; as festas Erasmus; os meus amigos; as gaivotas; o cheiro dos lápis de cera; uma boa conversa; as surpresas; o Pinguim Café; as saídas de campo; esta liberdade; escrever; a vida, basicamente.

12/03/04

Não paro de pensar nesse homem que perdeu a vida; nessas vidas que perderam esse homem; no segundo que isso durou; na serenidade desse dia; no vaivém dos dias anteriores.
... Se houvesse um jardim e uma árvore, onde ele repousa, que ganhassem vida a cada segundo, ... e um lobo a passar ...

11/03/04

... reticências. ponto, vírgula Subi a esse sonho e fui para longe ainda a fingir. ponto
parágrafo Estava sempre comigo: dois pontos esse azul, vírgula ou será verde? ponto de interrogação
parágrafo Não sei, vírgula no mínimo é um sorriso, vírgula o teu sorriso sempre à minha espera. ponto
parágrafo Aqui neste algures tão perto, vírgula afinal. ponto final

04/03/04

Sinto o cheiro da tua sala... do teu quarto...
Deito-me ao teu lado no sofá. Sinto os teus braços no meu corpo.
Reescrevo o nosso acaso... a história que nos fez deitar no mesmo sofá... mas começam a escassear-me as letras... porque ainda me custa explicar os acasos... ... e não quer dizer que tenha que existir uma explicação, certo?

03/03/04

o melhor da vida

... o prazer de pintar com lápis de cera ...

02/03/04

Desligo o sombreado da nossa gaveta
d-e-s-l-i-g-o o pincel da tua tela
d e s l i g o os caracóis que a prendem ao tecto
esligo a toalha imperceptível
sligo as camas que ele vestiu
ligo o nome que os solta
igo na terra da rua
go me
o o vazio que Desligo

01/03/04

uma amizade é a surpresa, são sorrisos, é um dia de sol, e uma aventura na serra. é um momento registado para sempre, é a descoberta; são vocês.
a estrela, uma formiga que passa, um ribeiro, o cheiro a verde, as pedras, esta água que corre em nós.
aqui deixo uma gota de mim, para sempre...

29/02/04

Noutras folhas

...arrasto o carvão na penumbra da noite. sentem-se tremores; mas não consigo ter medo. Continuo a arrastar... é viciante.

27/02/04

o melhor da vida

... água bem quente sobre os meus ombros ...

26/02/04

Apanho o 54 na paragem junto a minha casa; enquanto converso com o motorista para saber como chegar ao meu destino, o meu destino muda por momentos.
Lá atrás uma mulher diz que há um homem inanimado ao seu lado. Ligo imediatamente para o 112, o médico faz-me mil e uma perguntas e diz-me para virarmos o senhor para o lado esquerdo. Enquanto a ambulância não vem, corro ao Centro de Saúde, ali mesmo ao lado e pergunto se há algum médico que possa ir ajudar o senhor. Impossível, respondem-me. Não fazem serviço de urgência fora do Centro.
Volto a correr para o autocarro, o homem já está consciente e acabara de vomitar...
Entretanto chega o INEM, o médico e o enfermeiro efectuam as devidas acções; provavelmente paragem de digestão. O senhor começa a melhorar, mas em todo o caso vai ao Hospital, por precaução.
O motorista pede-me os dados pessoais para servir de testemunha da ocorrência; entretanto descubro uma mala esquecida no meio da confusão, e uma vez mais fico como testemunha do que havia lá dentro.
O meu destino era o Centro de Histocompatibilidade, onde ia tirar sangue para análises, por forma a ser Dadora de Medula Óssea. Finalmente, o motorista diz-me que o melhor autocarro para lá é o 6.
Apanho o 6 ... uma paragem depois da minha casa.

25/02/04

a vida é uma sopa de letras. que na tua colher existam sempre aquelas que permitem escrever palavras; aquelas que permitem ler a vida.
e ler é sentir, é escolher, é encontrar; é.

a sopa é um jogo. as regras são resistir sempre. Resistir - a palavra mais bonita que se pode construir com as letras de uma vida.

relevos na superfície lisa dos momentos. "des-sentidos" nas palavras,

raízes que ligam dois espaços.

,comidas entres uma vida e uma sopa.

24/02/04

^..

os laranjas da tua vida. um descobrir, esta dança das folhas brancas de papel, que se querem plenas.
um sentir. os lápis de carvão na minha vida. um pássaro breve numa laranja. uma tela de letras, numa lua de ti.
na subtileza dos símbolos, nos gestos livres, em cada caderno de sons.
(...) nesta minha forma fragmentada de escrever-te (...) e esse sorriso, sempre; e esse olhar (...)

22/02/04

21/02/04

fixo os olhos no vazio da tua cadeira... fixas os olhos no fumo de um cigarro... e esse azul continua aí... e esses cabelos... continuam a ser... três pontinhos...

08/02/04

fixas os olhos nessas folhas. fixo os olhos em ti. esse azul... esses cabelos... esse que és... e com quem me cruzo num desses acasos da vida...
tudo isto... reticências... espaços... num breve agora deste tempo...

04/02/04

Simples. Para mim. Com a complexidade que eu quiser impôr. Numa estrela. Um fio apenas. Uma linha. Numa casinha a sombreado. Com esse apagar de velhos traços. Por esse ponto de interrogação. A este porquê em busca do tu. Com que ponto ligo uma energia. Sobre um círculo destacado. Fora disto que sou. Dentro dos lugares. Sem as gentes. Cedo, mas aí. Nunca. Deste espaço a outra cor. Um ponto, uma vírgula. , ;

02/02/04

Desligo o nome que a liga à terra;
deslig o pincel da minha gaveta;
desli os caracóis que ela vestiu;
desl a toalha que a prende ao tecto;
des as camas na rua dela;
de o sombreado imperceptível;
d o vazio que a desligou.

08/01/04

Qual será a diferença entre agora estar viva e entretanto estar morta? (Mesmo que o entretanto seja só daqui a 100 anos)

Acordei estranha esta manhã. Com vontade de chorar,mas sem saber porquê.

Continuam a cair lágrimas de chuva lá fora, e as folhas das árvores tremem com frio.
Há salpicos na minha janela.
...
Plantem-me sob a erva e ponham uma árvore nesse jardim. Entretanto quero aquecer aquelas folhas...

25/12/03

Fui.
Havia uma estrada só para mim.
Na montanha Era Inverno. Levo esse sorriso que tanto pediste.
Ignoro a casa da cidade. Há sempre um Zumbir na aldeia.

Neva... só para mim! Agarro-me a essa paz.
Ouço Tilintar. És tu na bicicleta! Já não me surpreendes; mas continuas A prender-me a este lugar... a esta Lareira...

21/11/03

Ligações. Sem mais. Com nós. Entre-nós. Folhas. Traços. Nervuras.
Em cada que bra há um inter meio. Vazio. Inverso.(osrevnI)
Paus que a chuva fez cair nos jardins da rua.
Em cada inter meio há sobreposições.
Frente. Sombras. Células de vida descompassadas.
Pleno. Parabéns. Pára! Sente-te. Sorri ;)
Passa em Terra firme. Deixa o melhor de ti nas sementes de chuva.
Liga cada quebra com os traços de uma ligação.
Cada sombra tua é um UnIverso.
--------- Preenche os espaços sem.
@ Continua louco, livre ~~~~» e voa.
Saboreia cada letra.
Não sei. Há dias em que a gente não sabe. Mas estamos cá.
Onde?
Não sei. Há dias em que

20/11/03

Que esses olhos continuem a brilhar e a sorrir de cada vez que és.
Pinta um arco-íris onde estiveres e deixa um rasto de ti.

18/11/03

Simples. Para ti. Com a complexidade que quiseres impôr. A esse "eu" em busca do porquê do porquê. Numa energia que liga em, do, com, que, ponto.
Por um (so)rriso. Dentro disso que és. Fora dos lugares. Com as gentes. Parabéns. Simplesmente. Ao leme. Forte! Dois braços. Tarde, mas aqui. Sempre. GRANDE! Um abraço. Nesta linha. Num espaço a duas cores.

16/11/03

O que é a vida?
Um conjunto de emoções, sentimentos, que correm em nós?
O que é a vida, será que alguém saberá?

Esquadria de sons. Consegues ouvi-los?
Carimbos digitalizados num solo cinzento.
Passo a mão no teu cabelo...


Coloco minha mão sobre os olhos divinos, tapo-os para não sentir a batalha que vai dentro de nós.
É tudo tão confuso, é tudo tão especial...
Acordo e olho-me...

Actos deseperados de gentes assim. Gentes da rua, gentes da chuva, dos bares, da vida... da minha... da tua... dos nossos actos deseperados...

O Homem tem de saber que ocupa o seu lugar como um cigano na margem do Universo, e que o Universo é surdo ás suas esperanças, sofrimentos ou crimes.

Repouso as mãos nesta esquadria.
Digitalizo gentes.
Ouço sirenes.
Gelo..


Meu espírito dorme algures gelado, com meu coração a seu lado.


Co-produção: Carla Veríssimo e Carlos Melo

15/11/03

Prendo-me à janela do comboio.
Prende-me o lápis de carvão que tenho entre três dedos.
Espero...
####################### Cheiro ##################### Sinto #########

### Observo ###########################################################

################# Tudo #####################################

##### O vidro da janela está frio ###############################

######################################## Ouço ###############

########## Saboreio ######################################

Toco. ############## Falo. ############# Espero...

##################################################################

##################################################################

########### Penso #####################################

########################################## Inspiro #####

Amo ##################################### Sorrio ######## Abro a janela.

################## O vento. O Sol. ########### O céu. #########

Um pequenote a fazer chichi! ####################################### Rio ;)

Um barco que passa... ##################################################

####### na maré de um olhar ##############

Espero...

Uma luz vermelha ##################### Água ########################

############################## Gotas ############# Verde ###########

Chego. Parto. Saio. Porto. ############

#################### Olho ################# Uma gaivota ###########

Estou. Sou. Sei. Vou. #############################################

################### Atravesso ###########

Descubro ###################################################

#################################################### Abraço

13/11/03

A hora mudou e eu esqueci-me completamente.
Tinha de começar a trabalhar ás 13, conclusão cheguei uma hora antes!
Pensei, vou aproveitar e ponho mais uns textos no meu blog. A Biblioteca estava fechada!
Não tenho que fazer... ou talvez tenha... ... ou talvez tenhas sorte com os meus "azares" e é finalmente que te escrevo!
Estás boa?
Adorei receber a tua carta, não estava à espera. Tudo sabe melhor quando vem de surpresa, a minha avó sempre me diz isto.
Por cá tem feito muito frio. Constipei-me de uma maneira muito estranha e até os ouvidos entupiram, parece que tenho algodão dentro deles, que não estou no mesmo mundo que as outras pessoas.
De resto, o meu Verão foi sem parar, como todos os Verões! Uma semana na Serra, outra na praia com os amigos, três dias na quinta dos Avós,...
O meu pai lá anda, embrenhado no trabalho. A clí­nica sempre cheia de cães e gatos doentes; a D. Alzira que já não marca mais consultas até Dezembro.
A minha mãe sempre a preparar aulas e o meu irmão a rasgar-lhe os papéis velhos. Tens que o ver! Está cada vez mais crescido e a fazer mais disparates! Típico!
Eu saltito pelos Departamentos da Faculdade, de aula em aula. Agora tenho os dias muito ocupados porque estou a colaborar no projecto de um Professor.
Restam-me os fins-de-semana, que passo com o Gustavo. Agora decidimos tirar um Curso de Fotografia, ele delira com aquilo, e eu liberto o espírito.
Bem, com isto tudo já passou uma hora. Vou trabalhar, depois continuo.
... ... ... ... ... ... ...
Ok, já voltei.
Sabes o que descobri a semana passada? A Rita casou-se!! Sim, estás a ler A Rita casou-se!
Fui a um bar com o Gustavo e encontrei o Francisco. Podes imaginar a maluqueira! Com ele foi sempre uma risota. Começou a falar do pessoal, quem trabalhava onde, quem estudava o quê, quem não fazia nada, e quem tinha casado. Pois, a nossa amiga Rita! Nem o Francisco convidou, achas normal? A rapariga nunca bateu bem, decididamente...
Mas o Francisquinho já nem está para gastar neurónios com a peça!! O pior é que gostou mesmo dela e ficou muito em baixo quando soube que ela tinha casado.
Adiante.
Em Fevereiro vou a Itália, com o pessoal da Faculdade, entre os quais a Isabel, o Carlitos, a Patrí­cia, o André e a Joana. Estou mesmo a ver... só aventuras... ... numa das próximas cartas ficas a saber tudo!!
E é isto. Por agora não tenho mais novidades. Fico à espera de surpresas tuas...
Beijinhos (aos teus pais também).
Adoro-te, Micas

12/11/03

Um desafio...


Pinta aqui o que sentes neste agora.
Tinta (:) rasgos do teu ser.
Mergulha num rio de cores e - flui - | entre dois traços |

10/11/03

No rasgo do teu ser...

cores, frio, frio, polvilhado, vaguear, fogo, _____, pastel, doçura, frio, ligação, rasgos, ., ponto, final, morno, luta, nisso, ondas (onde andas?), molde, frio, morno, vírgula, chocolate em creme, sentidos, lago, simplesmente, enérgico, acasos, sentindo, Karate-do, flutuar, círculos, vício, sem ti dos, rastos, espelho, navegar, cem ti dos, sombras, 100 palavras, Senti-do, marcas, simplicidade, cósmico, sem palavras, sonho, traços: -----, quente, quente, quadro, rede, num amor aos quadradinhos... a escaldar!

09/11/03

O homem do sorriso estúpido


Não há palavras, pura e simplesmente.
As palavras cingem os momentos a isso mesmo: a momentos. E isso não foi um momento, foi um... ... ... o que quiseres sentir/escrever aqui.

08/11/03

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07/11/03

Fiz o meu ninho no meio do fim do mundo.
Assente sobre o solo agreste, uma manta de retalhos é a cama onde me deito. Cubro-me com lençóis de estrelas e antes de adormecer percorro com o olhar todos os contornos de cada árvore, ouço cada cantar dos grilos e das cigarras.
Um vento leve massaja o meu corpo e todos os mundos estão lá fora, ou melhor, lá dentro das suas casas. Eu é que estou cá fora dentro do mundo, sozinha, mas com tanta coisa cá dentro. Inspiro conscientemente, sinto cada curva, cada célula de mim.
Sinto-me feliz por estar aqui neste agora.
Sou tão pequenina neste UNIVERSO.
Estou em êxtase! Não sinto fome nem sede, nestes retalhos há energia suficiente.
Apercebo-me que a noite é um fenómeno tão extraordinário como um vulcão, uma avalanche, um eclipse...
Ganha cada vez mais forma, mais cor na escuridão, os sons da vida não param, são relaxantes...
Estou apaixonada... pela manta, pela noite, pela vida, por mim...

06/11/03

ζ Descubro-te <"# no § meio ش *\ de *=}pequenos nadas ق
apanho conchinhas na praia porque sei que continuas aí

Podes levar-me ao colo?

Faz ( luar comigo ao amor

05/11/03

Uma noite
Um beijo
Um toque, um
abraço.
Segreda-me ao ouvido palavras doces,
mostra-me a cor do desafio, da aventura.
... uma espera...
Um vento frio
O teu perfume em
mim.
Não há leis,
os programas d............
.............................e
..s
...............m
............................................o
.............r
o
..............................n
..........a.....................................m
.................-
.............................s
.....................................e
em cada lei que pretendes impôr.

Só existem subtilezas.

04/11/03

Talvez como uma mão espelhada no olhar de um Universo, a luz brilhe num coração in ter mi ten te.
No seio do bosque há mais plasticidade que...

O sossego de uma criança é um avião de rompante numa via da aldeia.
Piu.

03/11/03

Será que me começo a encontrar comigo própria?

Propriamente um encontro entre gente que não conheço, é um começo.
A minha cura é essa abelha a rondar-me a cada instante, é o viver com a formiga e acordar com uns cereais na mão.
Depois disso, posso ter mil e uma doenças, que não morro.
Ainda assim, se quiserem matar-me basta tirarem o mel do meu corpo ou o pão da minha alma.
... ...

Estarei novamente perdida no meu mundo de ruas vazias?

Continuas a cruzar-te comigo, mas preferia que fossemos juntos pelo mesmo deserto.
Que acasos são esses que ligam as gentes? E onde estão eles neste acaso?

O que está afinal nas minhas mãos?

E porque me foge?
Que cola preciso ter para te agarrar?
... ... estou cansada...
... ... ... ... ... ... ... ... ... sem forças...
... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... e novamente sozinha... no meio de ti... e isto é que me mata...

02/11/03

A Vida está cheia de círculos, de casualidades.
Sentes o bater do teu coração?
Responde aos seus anseios; segue-o!
valente! Salta pela janela, voa por entre as nuvens.
sempre um Sol a brilhar no horizonte de um olhar.
Encontra o teu bosque, e nele, constrói a tua casa.

01/11/03

Lembras-te de quando brincávamos nos muros da escola? De quando cheirava a terra molhada?
Hoje está um dia desses, um dia paz.
Escuto os passaritos chilrear, relembro os nossos risinhos inocentes.
A vida já era tão complexa naquela altura, mas foram precisos alguns anos para nos apercebermos disso.
Como será daqui a alguns anos?
Espero continuar a ver abelhas nas flores e lagartixas nos muros da escola. A ter terra, a ouvir passaritos e risinhos inocentes, e finalmente a percebermos disso...

31/10/03

Não sinto vida dentro de mim, mas são as outras vidas que me enfraquecem desta maneira.

Há um "eu" que quer voar, mas um "não sei" que me prende à Terra.

Tenho desejo de partir, mas na partida desejo voltar...

Presa sou pequena, mas então... posso fugir!

Na minha Lua começa a brilhar uma nova cratera.

Caio do Universo e apodero-me de uma estrela... que me segreda aventuras!

30/10/03

As águas calmas do Tejo e Lisboa ao fundo, grandiosa, aparentemente calma, bonita...
Penetro nessa Lisboa das ruas largas, dos blocos de betão, das gentes feito formigas esfomeadas. Na Lisboa vizinha de uma Sintra encantadora, misteriosa, cheia de energia.

29/10/03

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Um horizonte... nesse lugar vazio de um espaço próprio.

28/10/03

Ouço rumores de um tempo perdido, vejo sonhos quebrados, falo-me a mim mesma que sou alguém e por vezes descubro que não sou nada.
Sinto ardentemente nas vísceras o poder de um amor louco... já nada em mim faz sentido...
Letras perdidas numa folha de papel, sentimentos que ficaram por falar...
Infinito que olho finitamente, para me perder nas estrelas e me encontrar em constelações; rumo este meu que é tão incerto...
Devaneio deveras...

Estou além, estou só. Eu só, com imensa gente dentro de mim.
Água em que me lavo e que escutas meus desabafos, corre para o mar e diz-lhe que o amo! Só ele me faz sentir fresca, só ele me inunda os pensamentos, me purifica e me torma mulher; mais eu própria!
Mar que estás tão longe, sou apenas um ribeiro que tenta cruzar-se contigo. Minhas águas oscilam entre o revolto e o parado, e as tuas meu Mar Azul?
... ... ...
Relembro... ...
... ... ... minha vida são (re)lembranças... beijos em vão... carícias num corpo bem longe...

Há que quebrar todas as amarras, ser como Fernão Capelo Gaivota, que tem a liberdade de ser ele próprio, nada se pode interpôr no seu caminho...
...
Porém eu vacilo, há um algo que não entendo...

27/10/03

A um momento


Sinto-me sem sentir toda abrasada, o que conheci de mim e agora sou, o que me encontrei e agora desconheço, o que fui e agora estou...
Eu já não me sinto eu, se parto para Norte, alguém de mim chega do Sul.
Louca, corro atrás de mim e quando finalmente me encontro, não me vejo.
Corro-me sem viver toda abandonada e o que digo ou faço é apenas porque não digo ou não faço.
Deixo minhas palavras aos outros, esses que já não me suportam mais, nem a mim, nem a quem eu me suponho e me desaparece a cada aparição de alguém do nada, que é tudo, que é mito...
Um dia vou olhar-me frente a frente, vou fundir-me, aspirar liberdade, limpar o pó à mágoa.
Percorro uma estrada escura, sem saída. Parte de mim deseja descobrir um atalho para fugir...
...
Agora que dou por mim, que me perdi quando me encontrei, parto rumo ao nada, que é o tudo quanto se pode desejar.

26/10/03

Dois Espelhos || sohlepsE sioD


Ouço tilintar... penso em ti. Porquê? || ?êuqroP .it me osnep ...ratnilit oçuO

Sim, porquê? Se mal te conheço. || .oçehnoc et lam eS ?êuqroP ,miS

Será por isso mesmo, porque ainda tenho muito a descobrir? || ?rirbocsed a otium ohnet adnia euqrop ,omsem ossi orp áreS

E que tens tu, Homem Misterioso, para me contar? || ?ratnoc em arap ,osoiretsiM memoH ,ut snet euq E

Desejo estar contigo, tocar-te, sentir realmente o que tu és. || .sé ut euq o etnemlaer ritnes ,et-racot ,ogitnoc ratse ojeseD


|| || || || || || || || || || || || || || || || || || || || || || || || || ||


A tua pintura ondula num sopro chinês. || .chinês sopro num ondula pintura tua A

Os teus olhos sorriem-me palavras amigas. || .amigas palavras me sorriem olhos teus Os

Fala-me dessa tua beleza... || ...beleza tua dessa me Fala

25/10/03

Pode ter um emaranhado de cores, mas esse oceano é-me sempre azul.

Lá estávamos nós mais uma vez a tentar reviver a vida que já fora.
Eu sentada...
Uma multidão sentada...

Levo o meu barco nas tuas águas, pode ter rasgos de loucura, mas esse desejo é sempre meu.

Pisei gelo, fogo, terra, água e bicho...
Fugi do bicho-papão, do bicho-coitado
Fugi dos bicho todos.
Vivi! e não fugi...

Neste ponteado intercalei o teu olhar e nesse azul às cores pode ter...

"As zebras! Ai as zebras tão riscadas. Porquê?"
- Será que é nisto que vamos ficar a pensar quando não tivermos nada que fazer?!?

Num borbulhar de sonhos que se fundem dilui-se o espelho que nos separa.
Pode ter... um estranho sentido...



Co-produção: Carla Veríssimo e Isabel Neves

24/10/03

Amor é... se passas o tempo a pensar em alguém, é quando vês esse alguém e sentes um vazio no estômago.
... é cometer loucuras, é tentar passar para o papel um mar de sentimentos. Sentimentos esses nos quais já te afogas deveras...
Quando sentes que alguém preenche o vazio que há em ti, quando tu próprio preenches o vazio de alguém.
Amar é bom... mas também faz sofrer. Não há explicação, chega a ser cósmico.
É quando ris...,... e quando choras...
É quando..., ..., ... não sei. É quando tu próprio não sabes.É.
É um sonho do qual não se quer acordar. É muito difícil, injusto, traiçoeiro. É um compasso de espera.
É sentires-te ansioso, angustiado. É quando não entendes o que se está a passar contigo, é quando nem sequer tentas entender.
É quando o teu coração começa a palpitar forte, quando sentes as pernas trémulas, quando desfaleces, quando não sabes o que dizer ou fazer, quandoatropelasasprópriaspalavras, quando não... consegues... dizer... nadinha, quando coras, quando estás na expectativa.
Quando tudo isto é a doença que te corrói, tudo isto é amor.
O amor é tudo isto, e muito mais.

..., ..., ...

Amar é correr atrás, é não desistir, é sofrer ardentemente nas vísceras as consequências de uma brincadeira.
É chorar lágrimas de desejo, um desejo vão...
Corre atrás daquilo que mais amas e nunca desistas. Sofre ardentemente nas vísceras e chora lágrimas de desejo vão.

... ... ... Amar... ... é... ... ... ... ... ... ... ... ... ... vaguear


... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... no... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... Universo


e... ... ... ... descobrir... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... .... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... simplesmente


... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... uma... ... ... ... ...

... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... única... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... ... pessoa!


Agora, deixa-me descobrir a pessoa que és no Universo que somos!

23/10/03

Deixei de falar contigo...
Visito às escondidas o mais "intenso e apaixonado" de ti... e nesses encontros fugazes, fico sem palavras.
Adormeço de lápis na...

22/10/03

Hoje ouvi a tua voz... já tinha saudades, mas não o percebia, ou fazia-me desentendida.
Quero estar livre, quero sentir a barriga nas costas quando te voltar a encontrar nas ruas, com esse teu ar longínquo.
Estás a ouvir-me?
Hoje ouvi a tua voz... já tinha saudades, mas não o percebia, ou fazia-me desentendida.
Quero estar livre, quero sentir a barriga nas costas quando te voltar a encontrar nas ruas, com esse teu ar longínquo.
-"Desculpa?", perguntas-me tu, antes de voltares a baixar a cabeça para esse teu mundo... enquanto enrolas um charro... antes de ires buscar mais uma cerveja...

20/10/03

Um dia destes num labirinto qualquer...
Uma vida inteira em contemplação.
Essa magia que absorve olhares, esse emaranhado de ponto e vírgula.(Ponto)
Esse fluir de ti...
... isto que me prende...
Um dia destes num livrinho qualquer...